01/09/11 - 01/10/11 ~ Cine Mosaico

[Tutorial] Escapando da morte na saga Premonição


João Linno
twitter.com/jlinno


11 anos de franquia, cinco filmes no curriculum e "Premonição" continua atraindo pessoas que, assim como eu, se divertem com as inúmeras formas espalhafatosas da morte se manifestar. Graças ao agente William Bludworth já sabemos que ela não gosta de ser enganada, mas nada impede que a gente seja mais prudente e aprenda um pouco com os erros dos outros (que não são poucos). Esse pequeno manual é para que você, caro leitor, consiga sobreviver caso precise estrelar um próximo filme da saga. Anote as dicas e não siga os exemplos dos vídeos:

Lição 1 - Fique atento aos sinais

Esse é o princípio básico. Parece bobagem mas 80% das mortes em "Premonição" poderiam ter sido evitadas adiadas se houvesse um pouco mais de atenção aos detalhes. Por isso da próxima vez que você enxergar uma sombra estranha projetada na parede ou escutar "Highway to hell" no rádio do seu carro fique ligadinho e fuja para as colinas... a pé:



Lição 2 - Não menospreze a morte. Você não é o cara

Policial? Playboy porradeiro? Rato de academia? PFFF... Você não está a salvo. Baixe a cabeça, seja humilde e escute o conselho dos seus amigos. Graças a isso, o Oficial Thomas Burke salvou sua pele no segundo filme. Já o todo-poderoso Lewis Romero de "Premonição 3" não teve a mesma sorte. Foi inventar de "sair na mão" com a morte e falhou miseravelmente:



Lição 3 - Escapou uma vez? Não comemore ainda

É quase a lição anterior só que com uma diferença, se você escapou na primeira investida da morte (sim, ela é uma personagem cruel), deve ficar ainda mais alerta porque ela virá com tudo na próxima tentativa. Comemorar só antecipa o processo. É como uma provocação feita num momento muito, muito errado. Não é mesmo Ian McKinley?



Lição 4 - Cuidado com os carros (essa aqui maínha me ensinou aos 4 anos de idade)

Uma lição ridícula, mas que salva vidas. Graças a essa dica, Alex (Premonição 1) e Brian (Premonição 2) foram salvos de atropelamentos. O Oficial Thomas Burke (olha ele de novo aí) também seguiu a preciosa dica e não deixou Kimberly Corman ser atropelada no segundo filme - não por acaso os dois são os únicos que sobrevivem no final. Já Terry Chaney (Premonição 1) e George Lanter (Premonição 4) parecem que esqueceram de um conceito primordial: olhar para os lados na hora de atravessar a rua. O resultado é uma das minhas cenas favoritas de toda a saga. Totalmente inesperada com destaque para o diálogo genial:



Lição 5 - Água + Eletricidade = (precisa mesmo dizer?)

Mais uma lição de mamãe. O impressionante é que nos cinco filmes da franquia existem acidentes envolvendo essa combinação. O caso mais famoso é o da duplinha Ashley e Ashlyn na câmara de bronzeamento (por que será, hein rapaziada?). As meninas viraram um filé queimado churrasquinho humano depois de desobedecer uma ordem do estabelecimento: Nada de bebidas no local. Portanto meninas, praia é a melhor saída para pegar um bronze. Lá vocês podem dar um mergulho, beber água de côco até dizer chega e de quebra proporcionar uma alegria para a geral bem longe da eletricidade. Fica a dica:



Lição 6 - Cuidado, animal!

Os bichos também tem um papel importantíssimo nesse processo, cuidado com eles. Um mísero ratinho pode causar uma confusão do barulho numa linha de trem:



Animais e fogos de artíficio também não combinam. Os coitados se descontrolam ao menor sinal de perigo. Graças a isso, a japinha (como é mesmo o nome dela?) se deu mal no terceiro filme. Apareceu só pra morrer, coitada:



E finalmente, não podemos deixar passar uma das mortes mais absurdas da franquia. Após escapar de um acidente no consultório dentário, Tim Carpenter resolveu abusar da sorte e acabou esmagado por uma placa de vidro (e que placa, hein). Observe que esse aqui tá todo errado. Pra começar, se você vai morrer pra que dentista? É pedir pra morrer sofrendo, só pode (ver lição 7). Mas se mesmo assim você escapar dessa, lembre-se NÃO COMEMORE AINDA, e muito menos vá para o meio da rua brincar com pombos malditos:



Lição 7 - Objetos cortantes/perfurantes no raio de 100 metros

Se você está na lista negra, é bom evitar lugares onde há facas, pregos, ganchos e lâminas em abundância. Dito isso, não invente de brigar em restaurantes, fique longe de oficinas mecânicas e se afaste de cercas metálicas, animal!



Em caso de explosões de avião, a regra não se aplica:



Lição 8 - Nada de lugares fechados

Se você entra num elevador e tem um coroa tarado carregando uma caixa cheia de ganchos (você leu o tópico anterior) há algo errado aí. Dessa pelas escadas. É melhor perder um tempinho fazendo exercício do que perder a cabeça, não é mesmo?



Lição 9 - Nada de lugares abertos (- êpa, ma peraê...)

Eu não gosto de parque de diversões. Sempre achei aquele lugar um circo dos horrores e depois de ver "Premonição 3" concluí de uma vez por todas que aquilo não é coisa de Deus não (tinha um satan grandão na porta da montanha russa, pode Arnaldo?). Nesses lugares, tudo é motivo de desconfiança e se você escolhe o "brinquedo" mais temido do parque para se divertir, suas chances de encontrar o homem de preto com a foice são muito maiores. Ah, e nada desse papinho de "uma chance de acidente em 100 mil", estatísticas não servem pra nada em momento nenhum das nossas vidas nessas horas:



Lição 10 - Trabalho mata. Sério

Já dizia o Seu Madruga: Não existe trabalho ruim. O ruim é ter que trabalhar. De certa forma ele está certo. Se você fosse o Nathan Gregory de "Premonição 5" iria odiar ter que lidar com funcionários insupotáveis como o Roy Carlson, e como a morte não perdoa gente assim (olha lá o segundo ítem), providenciou antes de mais nada um final trágico para o cidadão:



Por último e não menos importante, as pessoas que adoram o seu trabalho também correm riscos. Ouso dizer que é mais fácil essa turma ser pega de surpresa, afinal, exercem uma função a tanto tempo e com tanta dedicação que já se sentem muito confiantes e imune a acidentes. Pois é nesse tópico que vemos a morte mais cruel de toda a franquia (na minha opinião). Candice nunca imaginaria ter esse triste final fazendo uma coisa que tanto gostava:



Por enquanto é só. Sigam as dicas e até a próxima.

MOSAICO INDICA
Sobrevivendo a um filme de terror: Parte 1 || Parte 2
(Blog Porra, man!)

Premonição 5 (Final Destination 5)


João Linno
twitter.com/jlinno

Quem nunca ouviu a expressão sangue no zói! "sangue nos olhos" em algum momento da vida? Pois é o que define "Premonição 5", um filme que preza pelo show de sangue (que dessa vez ganhou um upgrade com o uso do 3D), mas deixar a desejar em interpretações e criatividade na construção da história.

A fórmula utilizada nesse quinto filme da franquia é a mesma de todos os outros: Um grupo de sobreviventes de uma grande catástrofe luta para escapar de estranhos "acidentes" que começam a acontecer. Parece que a própria morte está atrás de cada um deles, buscando levar as suas almas. A única diferença em "Premonição 5" é a descoberta de um novo método para sair da "lista da morte". Os personagens precisam matar alguém para mudar a ordem dos eventos e se salvar, ou seja, é matar ou morrer.

Quem acompanha a série premonição desde o início (como esse que vos fala) já deve ter percebido que a cada filme as mortes são mais elaboradas ao passo que a trama fica menos atraente. Certo que "Premonição" nunca foi uma obra prima do gênero (considero o primeiro filme apenas bom e os outros interessantes) e com cinco filmes no curriculum fica difícil agradar até mesmo os fãs que esperam mais do mesmo, mas aqui a repetição da fórmula cansa... e cansa muito.
As mortes continuam mirabolantes como deveriam ser, mas só isso não basta. O filme não tem ritmo, o elenco é sofrível e o roteiro, convenhamos, também não ajuda os pobres atores iniciantes. Não fosse o excelente o uso de 3D nas cenas sangrentas (o melhor para essa finalidade desde Resident Evil 4) o filme não teria muito do que se orgulhar. Outro ponto que pode ser considerado bastante positivo é o desfecho da história que consegue ser melhor do que todo o conjunto do filme (ver comentário no final do post).

No fim das contas, depois de limpar o sangue dos óculos o fã de "Premonição" vai se sentir satisfeito. Os efeitos especiais e a tensão de saber como será a próxima morte não deixam o espectador desgrudar os olhos da tela. Já quem prefere não ver sangue em abundância e objetos cortantes atirados em sua direção, é melhor passar longe.
Ps' Devo dizer que a morte de uma ginasta nesse filme foi a que mais me impressionou em toda a saga, mas falarei disso em outra oportunidade.

Premonição 5
Título Original: Final Destination 5
Direção: Steven Quale
Roteiro:Eric Heisserer, Jeffrey Reddick
Elenco: Nicholas D'Agosto, Emma Bell, David Koechner, Tony Todd
Duração: 95 min
Gênero: Suspense
Ano: 2011
[SPOILER ZONE]
Eu já tinha achado estranho o protagonista mencionar uma viagem à Paris, já que esse era o destino do grupo que morreu no avião do primeiro filme. A sacada de colocar o "Premonição 5" posicionado na linha do tempo antes do "Premonição 1" foi inteligente e causou uma boa surpresa a quem conhece a saga. A visão de Alex no primeiro filme é uma das melhores cenas de toda a saga e poder ver isso novamente, dessa vez por outro ângulo, foi divertido. Se faltou uma boa sacada para dar ritmo durante o filme inteiro, o final deu conta disso e de quebra proporcionou um fechamento digno.

O Homem do Futuro


João Linno
twitter.com/jlinno

A utilização de elementos do cinema fantástico em comédias é algo recente em filmes brasileiros. Depois de "Se eu fosse você 1 e 2" e "A Mulher Invisível" conquistarem o público com tramas que fogem um pouco dos padrões "globais", é a vez de "O Homem do Futuro" se apropriar de uma fórmula já desgastada pela indústria hollywoodiana para mostrar que o Brasil pode sim fazer ficção científica de um modo divertido e inteligente.

O filme conta a história de Zero (Wagner Moura, VIPs), um cientista excêntrico e mau humorado que está desenvolvendo um acelerador de partículas junto com o seu melhor amigo Otávio (Fernando Ceylão). O projeto revolucionário, financiado por uma grande universidade do Rio de Janeiro, deveria ser uma opção viável de energia alternativa, porém um acidente num dos laboratórios transforma um simples experimento científico numa louca viagem ao passado.
Zero então volta 20 anos no tempo, onde reencontra Helena Horpe (Alinne Moraes), uma antiga paixão da época de faculdade. Ele nunca se conformou com a perda da garota e tampouco conseguiu superar o que aconteceu na fatídica noite de 22 de novembro de 1991, onde foi humilhado no baile de formatura. Vemos então o que transformou João, um estudante outrora ingênuo e tranquilo em um homem amargurado e solitário nos dias atuais.

Com direção e roteiro de Cláudio Torres (o mesmo de "A Mulher Invisível" e "Redentor"), o filme trabalha com um humor leve e ritmo preciso a partir das aventuras de Zero. O personagem descobre da pior forma que alterando o passado poderá obter resultados desagradáveis no futuro (uma lógica que não é novidade para nós espectadores). O trabalho do cientista agora é tentar corrigir as falhas que cometeu na tentativa de ter de volta a mulher que amava.
Não é preciso destacar o grande talento de Wagner Moura na concepção do papel. O ator consegue desenvolver três versões de um mesmo personagem sem perder o completo domínio em cena. Sua parceira Alinne Moraes compõe uma personagem forte e atraente numa química perfeita com o protagonista. O restante do elenco inclui Maria Luisa Mendonça e Gabriel Braga Nunes em ótimas atuações.

Com boas referências à década de 90, que incluem jogos de futebol, músicas e programas de TV, "O Homem do Futuro" capricha nos detalhes de ambientação e não fica devendo nada a muitas produções estrangeiras que exploram a mesma temática. Cláudio Torres consegue através de uma mistura de gêneros (não comuns no Brasil) uma excelente história que garante diversão sem compromisso e agrada os fãs mais exigentes de ficção científica.



O Homem do Futuro
Título Original: O Homem do Futuro
Direção: Cláudio Torres
Roteiro: Cláudio Torres
Elenco: Wagner Moura, Alinne Moraes, Fernando Ceylão, Maria Luisa Mendonça, Gabriel Braga Nunes
Duração: 103 min
Gênero: Comédia | Ficção Científica
Ano: 2011
.

[Um filme, uma canção] It Must Have Been Love - Uma Linda Mulher


João Linno
twitter.com/jlinno
Em 1990, Richard Gere e a até então desconhecida Julia Roberts protagonizavam um dos clássicos da comédia romantica norte-americana. “Uma Linda Mulher” traz a história de um magnata que contrata por uma semana uma garota de programa que conheceu por acaso. Durante esse período, ela se transforma numa jovem elegante para poder acompanhá-lo nos seus compromissos sociais. No entanto, o que deveria ser somente uma relação “profissional” acaba se transformando num romance a medida que os dois vão se conhecendo.

É desse filme que vem um dos singles de maior sucesso na década de 90. “It Must Have Been Love”, canção composta por Per Gessle em 1987 e lançada pela dupla pop sueca Roxette, não foi criada exclusivamente para o filme, mas passou a integrar a sua trilha sonora a partir de um convite feito pela Touchstone Pictures à gravadora EMI. A canção também não fazia parte de nenhum álbum da dupla Roxette antes de ser incluída no filme e alcançar um sucesso estrondoso em todo o mundo. Vale a pena ouvir de novo: #anos90rules



Curiosidades:

"It Must Have Been Love" tornou-se o maior sucesso da trilha sonora de “Uma Linda Mulher”, passando duas semanas como #1 no ranking Billboard Hot 100.

Em 1996, Roxette gravou uma versão em espanhol intitulada “No Sé Si Es Amor” (ouça aqui)

Em 2006, a cantora Shirley Clamp gravou uma versão em língua sueca de "It Must Have Been Love" chamada "När Kärleken Föds" ("Quando Nasce o Amor") (ouça aqui)

A canção foi #1 na Austrália por 2 semanas e durante 12 semanas na Noruega e na Suíça.

A canção atingiu o Top 5 no Reino Unido, Suécia, Áustria, Alemanha, e o Top 20 na Itália.

Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine)


João Linno
twitter.com/jlinno

No ano de 2006, um filme despretensioso chamou atenção do público durante o festival de Sundance, maior vitrine do cinema independente nos Estados Unidos. A comédia intitulada “Pequena Miss Sunshine” obteve destaque internacional após divertir e emocionar a platéia do festival com as aventuras de uma família excêntrica durante uma louca viagem.

Na trama, conhecemos os Hoover, uma família natural do Novo México que extrapola os limites da anormalidade. Richard (Greg Kinnear, A última música), o “chefe da família”, é um palestrante motivacional que desenvolveu um método de auto-ajuda classificado como infalível, segundo ele. Richard é casado com Sheryl (Toni Collette, As Horas), uma dona de casa que aparentemente não suporta mais o tal programa motivacional que o marido tanto exalta.

No meio desse conflito estão os filhos do casal, Dawyne (Paul Dano, Cowboys e Aliens) e Olive (Abigail Breslin, Uma prova de amor). Dawyne resolveu fazer um voto de silêncio até conseguir ingressar na escola de pilotos da Força Aérea, já Olive quer se tornar uma miss. A garota vê a oportunidade de realizar o sonho quando recebe uma ligação convidando-a para participar de um concurso de beleza super disputado no sul da Califórnia denominado Little Miss Sunshine.
A família não passa por um bom momento. Além da crise no relacionamento de Richard e Sheryl, existem dois “hóspedes” na casa que não são dos mais desejáveis. Frank (Steve Carrel, Amor a toda prova, Eu meu irmão e nossa namorada) acabou de sair de um hospital psiquiátrico após ter tentado cometer suicídio. Já o pai de Richard, Edwin (Alan Arkin) foi expulso do asilo por ser viciado em heroína e agora está morando com ele. O que poderia sair de uma viagem com essa turma rumo à Califórnia?

Apesar de ser um road-movie com elementos que já vimos em tantos outros títulos, “Pequena Miss Sunshine” tem um mérito que supera todas as confusões do barulho situações hilárias que essas famílias aprontam. O excelente roteiro assinado pelo até então estreante Michael Arndt traz uma ótima mensagem sobre vitórias e derrotas e de como podemos lidar com as diferenças. O reconhecimento veio através do Oscar de melhor roteiro original em 2007, além de outras premiações menores.

Dirigido por Jonathan Dayton e Valerie Faris, “Pequena Miss Sunshine” é daqueles filmes simples, divertidos e emocionantes que de vez em quando surgem na comédia independente. Fugindo das apelações e mantendo um bom ritmo durante toda a trama, os diretores também estreantes no cinema mostram que é possível fazer uma comédia competente com um enredo não tão original.





MOSAICO INDICA
Performance de Olive Hoover - lematinee.wordpress.com
"De volta com os Greatest Scenes, que na realidade já tava há um bom tempo querendo postar esta. Apesar de ser um Spoiler (então se não assistiu o filme Pequena Miss Sunshine, melhor não prosseguir) eu considero uma das melhores cenas..." (leia mais)

Pequena Miss Sunshine
Título Original:Little Miss Sunshine
Direção: Jonathan Dayton e Valerie Faris
Roteiro: Dan Fogelman
Elenco: Abigail Breslin, Greg Kinnear, Paul Dano, Alan Arkin, Steve Carrel, Greg Kinnear, Toni Collete
Duração: 101 min
Gênero: Comédia
Ano: 2006
.

Amor a toda prova (Crazy, Stupid, Love)


João Linno
twitter.com/jlinno

O Amor é louco e estúpido. Partindo dessa afirmação, os diretores Glen Ficarra e John Requa consegue entregar ao público a melhor comédia romântica de 2011. A dupla, que antes só havia trabalhado no comando de "O Golpista do Ano", retorna com um filme maduro, divertido e repleto de lições sobre relacionamentos.

Na trama, Cal Weaver (Steve Carell, Eu meu irmão e nossa namorada) é um corretor bem sucedido e leva uma vida perfeita ao lado de sua linda esposa Emily (Julianne Moore, As Horas, Minhas mães e meu pai) e seus dois filhos. Ao descobrir que Emily o está traindo com um colega de trabalho (Kevin Bacon, X-men: First Class) sua vida perfeita desaba por completo. Depois de 25 anos de união com Emily, Weaver se entrega a depressão, passando noites no bar se lamentando pela perda da esposa. Numa dessas idas ao bar, Weaver conhece Jacob Palmer (Ryan Gosling, Diário de uma paixão), um tipo "boa pinta" que é especialista na arte de conquistar as mulheres. Ele passa a ser o seu "conselheiro amoroso", pois Weaver sequer tem noção de como se aproximar das mulheres após tanto tempo de casado.
O êxito da produção se deve muito a escolha do elenco. Steve Carrel e Julianne Moore formam um casal diferente e simpático. Os dois atores são opostos muito interessantes e incrivelmente talentosos. Ele com uma veia cômica quase involuntária e ela sempre impecável em papéis dramáticos. Completam o time, Marisa Tomei e Kevin Bacon em ótimas pontas e Emma Stone que surge em um momento crucial do filme.

O filme é a prova de que a comédia romântica é um gênero que pode ser reinventado ou ao menos melhor trabalhado. Para cada coinscidência inacreditável (típicas das comédias desse tipo), há um diálogo divertidíssimo entre os personagens utilizando um humor não forçado e referências a outros filmes. Uma brincadeira bem feita que se apropria dos clichês românticos e os usa a favor do próprio filme.
Sim, "Amor a toda prova" tem todos aqueles clichês de comédias românticas que já comentamos aqui. A própria estrutura do filme é um clichê absurdo: "Um quarentão traído pela mulher muda de vida após seguir os conselhos de um mestre da sedução". A diferença é a sutileza com que esses elementos são incluídos na trama e a excelente junção do roteiro criativo de Dan Fogelman (Enrolados) com as atuações impecáveis do elenco estelar.

Sendo assim, "Amor a toda prova" faz uma ótima mistura de gêneros e tem um bom resultado em todos eles. Boas piadas, cenas românticas e principalmente um bom foco em relacionamentos familiares. É um filme mais "pé no chão" em comparação a outras produções desse tipo e merece ser visto.



Amor a toda prova
Título Original: Crazy, Stupid, Love
Direção: Glen Ficarra e John Requa
Roteiro: Dan Fogelman
Elenco: Steve Carrel, Julianne Moore, Ryan Gosling, Kevin Bacon, Emma Stone, Marisa Tomei
Duração: 121 min
Gênero: Comédia Romântica
Ano: 2011

Entrando numa fria com o Blogger, Twitter e cia.


Olá amiguinhos, tudo bem?

Infelizmente, hoje não estou aqui para falar de cinema como de costume. O post é pessoal, mas envolve toda a estrutura desse blog que vos "fala". Peço a ajuda e compreensão de vocês.

Vamos ao problema: O blogger excluiu misteriosamente o perfil do Cine Mosaico do meu painel de administrador (ver imagem abaixo). Com isso, não tenho mais controle sobre a edição dos posts antigos, layout da página, lista de links, páginas secundárias e tudo mais. Pensei que era um problema temporário que tinha a ver com a atualização da plataforma, mas não. Isso já vem acontecendo desde o dia 15/08/2011. Enquanto o problema persiste, estou apenas publicando os textos sem ter acesso as configurações do blog, um fator que considero muito importante.
clique para ampliar
O problema é simples, mas o blogger faz questão de dificultar as coisas ao máximo. Nenhum email para contato, nenhum número de suporte, nenhuma resposta satisfatória, NADA! Ah! tem um fórum de usuários que não resolve nada, só faz repetir as mesmas recomendações de sempre: "certifique-se de que você está logado na conta correta", "entre em contato com o administrador do blog"... eu sou o administrador, e aí? Outro detalhe importante é que consigo visualizar normalmente o painel do google analytics com o mesmo email que utilizo para "blogar" (odeio essa palavra). Ou seja, é um problema específico do blogger.

Então é isso, amigos. Estou de mãos atadas. Fui "expulso" do meu próprio blog por causa da negligência de uma grande empresa que não consegue resolver um problema mínimo. O assunto é meio chato, eu sei, mas expor aos leitores o que está acontecendo foi a melhor maneira que eu encontrei para tentar solucionar essa questão. Talvez alguém do google leia isso aqui (sonhar não custa nada), ou alguém que conheça alguém do google, sei lá. Quem puder, compartilhe esse texto. É rápido, gratuito e pode ter algum retorno, ao contrário do suporte do blogger.


Entrando numa fria maior ainda com o Twitter

Como todo castigo é pouco, acabei de descobrir que a nossa conta do twitter (@cinemosaico) foi suspensa por alguma razão não especificada. Mandei um email para o suporte deles hoje (05/07/2011) e estou aguardando resposta. O jeito agora é esperar, esperar... Zzzzzz...

João Linno - Cinemosaico.com

O Filme Sérvio, a Censura e outros "assuntos polêmicos!"


João Linno
twitter.com/jlinno

Por quase toda a história da produção cinematográfica, alguns filmes foram proibidos pela censura de filmes ou organizações de revisão por razões políticas ou morais. Tipicamente, um filme proibido passa por edição para remover cenas explícitas, e depois é re-lançado. A discussão em torno dessa forma de censura voltou com bastante força quando o Ministério da Justiça proibiu a exibição do longa "A Serbian Film" em todo o Brasil, por afirmar que o filme incentiva a violência, pedofilia e outras atrocidades.

A seguinte lista inclui filmes que tenham, em algum momento, sido proibidos para exibição pública. Levamos em consideração a natureza da proibição, a recepção da crítica e a popularidade global do filme.

GROTESQUE
"Grotesque" é um horror japonês de 2009. A história segue a vida de um jovem casal que é submetido a torturas terríveis por seu seqüestrador insano. Por causa de cenas extremamente preocupantes, incluindo arrancar olhos e cenas de amputação, "Grotesque" é proibido em muitos países. O filme foi bastante criticado por sua narrativa que pouco explora o desenvolvimento de seus personagens, ao contrário dos horrores splatter de sucesso, como Hostel ou Saw. Como resultado, o filme recebeu diversas críticas negativas, e foi um fracasso comercial.
Após o lançamento, em 1992, Mikey foi banido em muitos países e ainda hoje é proibido no Reino Unido e alguns países da Europa. Muitas cenas explícitas de tortura e assassinato contribuiram para a proibição, bem como o caso real do assassinato de James Bulger, em 1993, onde dois garotos de 10 anos de idade o torturaram e assassinaram.

O filme narra a vida de Mikey Holt, um sociopata nove anos de idade que mata cruelmente seus pais adotivos e amigos. Muitos de seus cuidadores parecem morrer em "acidentes", fazendo com que Mikey se desloque de uma família para outra. O enredo do filme aborda principalmente as tentativas Mikey para evitar suspeitas, matando pessoas que desconfiam de suas tendências homicidas.

leia mais: Caso Venables e Thompson | O assassinato de James Bulger

A CENTOPÉIA HUMANA 2 (THE HUMAN CENTIPEDE 2)
[trailer]
Se você já viu ouviu falar do primeiro "Centopéia Humana" (que eu já comentei aqui), você não deve se surpreender que a sequência do filme (que mal foi lançada) já está sendo banida em muitos países. A linha central da trama envolve um cientista louco holandês que seqüestra um trio de turistas e cirurgicamente junta-os, boca ao ânus. O primeiro filme foi fortemente criticado por não retratar qualquer uma das vítimas no filme como algo além de objetos a serem brutalizados, degradadas e mutilados para a diversão e excitação do personagem central, bem como para o prazer do público.

"Centopéia Humana 2" tem estreia prevista para outubro de 2011, mas uma classificação para distribuição no Reino Unido já foi negada. O diretor Tom Six declarou que "a sequência contém muito mais sangue do que o original". O novo filme também contém uma maior "centopéia" envolvendo doze pessoas além de cenas de estupro e masturbação.

leia mais: Porque "Centopéia Humana 2" foi banido no Reino Unido

SCUM
[trailer]
Scum é a história dura e chocante da vida em uma prisão britânica (Borstal) para jovens infratores durante os anos 1970. O filme foi originalmente banido totalmente da televisão por causa de sua representações gráficas de racismo, estupro, suicídio e violência. Foi, no entanto, totalmente refeito em 1979, com a nova versão estrelada por Ray Winstone, uma jovem em seu primeiro papel de destaque, como Carlin. A versão refeita de Scum recebeu boas críticas e foi elogiado por sua descrição precisa de um regime brutal numa prisão.

O regime atual em borstals (reformatórios ingleses) no momento envolvem pouca ou nenhuma reabilitação, com muitos meninos sendo brutalmente espancado por guardas muito mais velhos do que eles. Os prisioneiros sobreviveram através da adoção de uma mentalidade de "cão-comer-cão", e o filme brilhantemente retrata isso através do personagem Winstone, mostrando como ele sobe ao topo da hierarquia e se torna o "daddy".

UM FILME SÉVIO (A SERBIAN FILM)
[trailer]
Proibido na Espanha, Noruega e Brasil, "A Serbian Film" é, sem dúvidas um dos filmes mais controversos de todos os tempos. Os fatores que contribuem para a proibição do filme incluem cenas de estupro infantil, incesto, necrofilia, mutilação e assassinato, entre outros. O filme recebeu críticas mistas dos críticos, alguns dos quais o condenou por sua extrema violência sexual. O enredo gira em torno de um ator pornô aposentado, que concorda em participar de um último filme por causa de problemas financeiros. Após o início das filmagens, ele percebe que entrou num projeto perturbador do qual não há escapatória.

leia mais: "Existem filmes mais chocantes", avalia curador sobre longa censurado no Panorama de cinema em Salvador

Entrevista: Diretor de 'Serbian Film' diz: 'Se quer entretenimento, não veja'

ASSASSINOS POR NATUREZA (NATURAL BORN KILLERS)
[trailer]
"Assassinos por natureza" foi lançado em 1994, dirigido pelo polêmico Oliver Stone. O filme foi uma adaptação de um roteiro escrito por Quentin Tarantino para o seu primeiro longa. O filme conta a história de Mickey Knox (Woody Harrelson) e Mallory Knox (Juliette Lewis) um casal que se une pelo desejo que um sente pelo outro e por amarem a violência. Eles matam algumas dezenas de pessoas em 3 semanas, mas sempre deixam alguém vivo para contar quem fez os crimes. O filme foi totalmente proibido na Irlanda, e teve a distribuição negada nos EUA. Depois de um corte de aproximadamente quatro minutos de imagens, a MPAA (Motion Picture Association of America), permitiu sua distribuição.

O filme é extremamente controverso, uma vez que glorifica os atos de assassinato, com os assassinos notórios aparecendo em capas de revistas e camisetas em várias cenas, quase como celebridades. Existem também alguns casos de assassinatos reais que podem ter sido inspirados pelo filme. O mais famoso é o massacre de Columbine High School. Eric Harris e Dylan Klebold mataram doze pessoas durante um tumulto, enquanto supostamente gritavam citações do filme. Eles também usavam roupas durante o massacre semelhante à de Mickey Knox na cena de abertura do filme.

A MORTE DO DEMÔMIO (THE EVIL DEAD)
[trailer]
Lançado em 1981, The Evil Dead narra a história aterrorizante de cinco estudantes universitários de férias em uma cabana isolada. Suas férias torna-se um pesadelo quando eles encontram uma fita de áudio que libera os maus espíritos. O filme de terror de baixo orçamento foi muito bem recebido pela crítica e bem-sucedido nas bilheterias.

Devido à sua violência gráfica e terror, The Evil Dead é proibido em vários países, incluindo a Finlândia, Alemanha, Islândia e Irlanda. Talvez a cena mais perturbadora é quando uma jovem é estuprada por uma árvore (?) possuída por um espírito maligno. Esta cena em particular, foi fortemente criticada por ser perversa e misógina, apesar do sucesso global do filme. Cenas fortes de desmembramentos também são mostrados, assim como várias cenas de tortura.

HOLOCAUSTO CANIBAL (CANNIBAL HOLOCAUST)
[trailer]
"Holocausto Canibal" é um filme de terror italiano, que até hoje é proibido em mais de cinqüenta países. Após seu lançamento, o diretor Ruggero Deodata foi preso e acusado de homicídio, depois que rumores sugeriram que "Holocausto Canibal" era um filme snuff (filme que contém cenas reais de assassinato). Mais tarde ele foi inocentado de todas as acusações, após provar que os atores que participaram do filme estavam vivos.

Filmado na Amazônia, o filme conta a história de quatro documentaristas de tribos que embrenham-se na selva para filmar indígenas. Dois meses mais tarde, depois que o grupo não retorna, o famoso antropólogo Harold Monroe viaja em uma missão de resgate para encontrá-los. Ele consegue recuperar as latas de filme perdidas, que revelam o destino dos cineastas desaparecidos.

Durante as filmagens, sete animais foram sacrificados. Um exemplo inclui uma cena onde um macaco foi decapitado, e os membros da tribo se ajuntam para devorar o seu cérebro. "Holocausto Canibal" também envolveu cenas de extrema violência, incluindo empalamento de vários personagens. É considerado como um dos filmes mais repugnante e controversos já feitos.

O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA (THE TEXAS CHAINSAW MASSACRE)
[trailer]
Após o lançamento em 1974, "O massacre da serra elétrica" foi banido em muitos países, e inúmeros cinemas pararam de exibir o filme depois de receber queixas sobre as cenas de extrema violência. O filme foi comercializado como uma história verdadeira para atrair um público mais amplo, embora o enredo seja totalmente ficcional. Na realidade, o filme foi inspirado pelo crimes do serial killer, Ed Gein, que ficou famoso por assassinar e coletar partes de suas vítimas, como mamilos, máscaras de pele e cabeças, e mantendo-as em sua casa.

O filme gira em torno de cinco amigos que, durante uma viagem até uma pequena cidade do Texas, são sistematicamente perseguidos e assassinados por um homem mascarado com uma motosserra em punho e sua família de canibais. Apesar de uma má recepção inicial do filme pela crítica na época de seu lançamento, "O massacre da serra elétrica" se tornou a maior bilheteria de filme independente de todos os tempos em pouco tempo. Ele é considerado como um dos filmes de terror mais influentes da história do cinema, e um pioneiro no gênero "slasher".

O EXORCISTA (THE EXORCIST)
[trailer]
"O Exorcista" foi lançado nos cinemas em 1973. O filme, desde então, teve um efeito avassalador sobre a cultura popular e é descrito por alguns como o filme mais assustador de terror de todos os tempos. É também uma das maiores filmes bilheterias de todos os tempos, arrecadando US$ 441million todo o mundo. "O Exorcista" foi proibido em muitos países por ser terrivelmente assustador, e em alguns casos por motivos religiosos. O filme afetou o público tão fortemente que, em muitos cinemas, os paramédicos foram chamados para tratar pessoas que desmaiaram e outras que entraram em estado de histeria. No Reino Unido, O "Exorcista" não estava disponível até 1990, quando passou pela British Board of Film Censura (BBFC), com uma classificação de 18 anos.

"O Exorcista" conta a história de uma jovem que se torna possuída por um demônio. Os eventos que cercam o comportamento da menina e exorcismo subseqüentes compõem o enredo principal. Ao contrário de outros itens na lista, violência excessiva não é um fator que contribui para seu status proibido. "O Exorcista" é um thriller psicológico e usa um enredo inteligente e até mensagens subliminares para aterrorizar o público.
O que você acha da proibição desses filmes? Será que a censura é mesmo a maneira mais eficaz de banir produções como essas? Opine.