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Colega de quarto (The roommate)

É muito comum para quem acompanha o cinema hollywoodiano passar pelo desapontamento de ver um filme planejado para estreia aqui no Brasil ser cancelado. Recentemente passei por isso com dois filmes em especial, e é sobre um desses que faço esta resenha. "Colega de Quarto" é um filme protagonizado por Leigthon Meester, a Blair Waldorf da série Gossip Girl. A atriz conquistou fãs com o papel da Queen B, como se auto define na série. Com tanto sucesso e destaque não demorou para ser convidada para fazer filmes, e conta já com mais dois trabalhos sem previsão de lançamento no Brasil, Country Strong e Monte Carlo.

No filme, Leigthon interpreta Rebecca Woods, uma garota aparentemente normal que logo faz amizade com Sara Webber (Minka Kelly500 dias com Ela), sua colega de quarto na Universidade Los Angeles. O que Sara não poderia imaginar é que Rebecca fosse se tornar obcessivamente protetora e faria de tudo para ser a sua única amiga.

O elenco ainda conta com carinhas conhecidas dos seriados de sucesso na atualidade. Katerina Graham da série The Vampire Diaries interpreta Kim Johnson uma antiga amiga de colegial de Rebecca, e Alyson Michalka do seriado Hellcats, uma amiga de Sara da Faculdade. O mocinho da história é Cam Gigandet (Burlesque) que interpreta Stephen Morterelli, namorado de Sara.

"Colega de quarto" é um suspense morno com um enredo comum, porém muito bem desenvolvido. Acredito que o mais interessante do filme seja mesmo a interpretação de Leitghon Meester. Rebecca é uma personagem totalmente diferente do papel que a deixou conhecida na série Gossip Girl. Uma pena não ter sido lançado nos cinemas por aqui.

Colega de quarto
Título Original: The Roommate
Direção: Christian E. Christiansen
Roteiro: Sonny Mallhi
Elenco: Leigthon Meester, Minka Kelly, Katerina Graham, Alyson Michalka, Cam Gigandet
Duração: 91 min
Gênero: Suspense
Ano: 2011

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[Cine Classic] A noiva estava preto (1968)

Depois de presenciar a morte do próprio noivo no dia do casamento, Julie Kohler (Jeanne Moreau) vive um estado de intenso desgosto. Julie e David, seu noivo, se conheciam desde a infância. O dia do casamento seria a realização de um sonho para ambos não fosse a tragédia que houve imediatamente após a cerimônia, ainda nas escadarias da igreja.

A tristeza de Julie é tão grande que a viúva até tenta o suicídio, mas é impedida pela mãe de cometer tal ato. Julia tinha tudo para se entregar outra vez ao luto, mas invés disso ela parte em busca dos cinco homens responsáveis pelo disparo que atingiu David naquele fatídico dia e destruiu todos os planos que ela tinha de viver o casamento dos seus sonhos.

"A noiva estava de preto" é baseado no livro homônimo de Cornell Woorich, autor norte americano responsável por clássicos do gênero suspense policial como "A Dama Fantasma" e "Janela Indiscreta". A paixão do diretor François Truffaut pelo gênero, assim como a influência direta de Alfred Hitchcock (que levou "Janela Indiscreta" para os cinemas) é vista com clareza no filme, desde as seqüências longas e sem cortes à trilha sonora produzida por Bernard Herrmann, um dos compositores favoritos de Hitchcock.

Com essa adaptação, François Truffaut trouxe para as telas de cinema um personagem forte, capaz de destacar ao máximo a atuação da competente Jeanne Moreau. A viúva demonstra mais do que desejo de vingança em suas atitudes no decorrer da trama. A moça age com uma frieza assustadora, aproveitando-se do próprio charme e beleza para seduzir os cinco homens da sua lista negra e matá-los um a um com métodos que variam desde envenenamento a morte por asfixia.

Apesar da temática, o filme não expõe uma violência exagerada. Todas as técnicas para amenizar as cenas de assassinato funcionam muito bem (com destaque para o ato final, onde só se ouvem os gritos da última vítima e a câmera permanece estática num ponto fora do contexto da cena). "A noiva estava de preto" é uma produção franco-italiana que envolve o espectador numa história rápida e precisa, motivada pela obsessão de uma mulher sedutora e misteriosa. Uma obra prima do suspense policial.

A noiva estava de preto
Título Original: La mariée était en noir
Direção: François Truffaut
Roteiro: François Truffaut, Jean-Louis Richard
Elenco: Jeanne Moreau, Jean-Claude Brialy, Michel Bouquet, Charles Denner, Claude Rich
Duração: 107 min
Gênero: Drama, mistério, crime
Ano: 1968

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Meia-noite em Paris (Midnight in Paris)

"Meia Noite em Paris" é mais do que uma declaração de amor de Woody Allen à cidade-luz como possa parecer à primeira vista. O filme vem com uma proposta ousada de dismistificar a arte da tão idolatrada capital francesa utilizando os próprios personagens que ajudaram a construí-la.

No filme, Owen Wilson – que representa com excelência o alter-ego do diretor – interpreta Gil Pender, um roteirista norte americano que resolve passar as férias em Paris com sua noiva Inez (Rachel McAdams, Uma manhã gloriosa). Gil vive um momento complicado onde tenta lidar com a personalidade difícil de Inez e com a visível diferença que há entre ele e o pai da moça. Como se não bastasse, Gil precisa aturar as interveções "pseudointelectuais" (termo que nunca sai de moda) de Paul (Michael Sheen), que rouba a cena como o famoso pedante da história.

Owen Wilson e (A loira) Rachel McAdams

Completamente encantado por Paris e suas refências culturais, Gil busca no clima da cidade uma inspiração para o novo romance que está escrevendo, que nada mais é que a materialização do seu próprio sonho. Assim como o protagonista do tal livro, Gil tem o sonho de viver na Paris dos anos 1920, onde grandes nomes da arte como Palo Picasso e F. Scott Fiztgerald circulavam pelas ruas da cidade.

Inexplicavelmente, o sonho de Gil se realiza numa de suas andanças noturnas pela cidade. Agora ele transita por duas realidades diferentes, tendo a possibilidade de depois da meia noite bater um papo com Zelda e Scott Fitzgerald (Alison Pill e Tom Hiddleston), receber conselhos valiosos de Ernest Hemingway e Gertrude Stein (Corey Stoll e Kathy Bates), se divertir com os excêntricos Pablo Picasso e Salvador Dalí (Marcial Di Fonzo e Adrien Brody) e flertar com a bela Adriana (Marion Cotillard).

ai ai Carla Bruni... *-*

Com tantos nomes valiosos em cena, fica impossível não mergulhar no universo fantástico criado por Woody Allen para a fita. Assim como o protagonista, somos convidados a conhecer uma Paris idealizada pelo diretor, cheia de cores e com um charme peculiar. A trilha sonora delicada (que parece interminável em algumas sequências) e os planos de câmera muito bem utilizados ajudam a compor o clima aconchegante da cidade.

O filme cativa com seus inúmeros diálogos descontraídos e um toque leve de humor. Os personagens, sobretudo as figuras históricas, são incluídos na trama de maneira genial. O espectador necessita de uma bagagem mínima para compreender certas situações e captar algumas referências, mesmo assim o filme mantém um tom leve e despretencioso. Mais uma vez Woody Allen entrega uma obra que condiz com o reconhecimento de sua carreira. Uma comédia fantástica em todos os sentidos que merece ser apreciada como um passeio turístico pelas ruas de Paris.

Meia-noite em Paris
Título Original: Midnight in Paris
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Elenco: Owen Wilson, Rachel McAdams, Corey Stoll, Kathy Bates, Adrien Brody, Michael Sheen, Carla Bruni
Duração: 100 min
Gênero: Comédia, romance, fantasia
Ano: 2011

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O filme dentro do filme

Se tem uma coisa da qual eu gosto é do conceito de um "filme dentro do filme". Esse recurso metalinguístico, que muitas vezes funciona como uma homenagem à sétima arte, está presente em inúmeras produções, desde "8 ½", de Fellini (que em 2009 ganhou uma releitura com o musical "Nine"), até outras mais recentes. A seguir, mais alguns exemplos de "cinema sobre cinema".

1.
Bastardos Inglórios
Como boa obra de Tarantino, Bastardos é um misto de referências cinematográficas. Basta lembrar que o clímax da trama se dá numa sala de cinema. Aqui, o filme-dentro-do-filme é uma propaganda nazista chamada "Stolz der Nation" (O Orgulho da Nação), e conta a história de Fredrick Zoller, um atirador de elite alemão. A exibição de Stolz der Nation é, aliás, o ponto chave de Bastardos Inglórios.

2. A Rosa Púrpura do Cairo

Nesse Woody Allen de 1985, Cecilia (Mia Farrow) é uma moça de vida difícil (leia-se dinheiro curto e um traste como marido) que encontra na paixão pelo cinema o seu escape. Certo dia, depois de já ter visto o romance "A Rosa Púrpura do Cairo" repetidas vezes, algo de surreal acontece com Cecilia: o protagonista sai do filme - literalmente mesmo - pra ficar com ela.

3. Abraços Partidos

O drama de Pedro Almodóvar trata do triângulo amoroso entre uma atriz (interpretada por Penelope Cruz), seu marido e um diretor de cinema. E esta trama se desenvolve paralelamente à produção da comédia "Garotas e Malas", o filme-dentro-do-filme.

4. Trovão Tropical

Dirigido e estrelado por Ben Stiller (motivo pelo qual eu não vi), a comédia conta com Robert Downey Jr., Jack Black e Tom Cruise no elenco. No filme, três superastros de Hollywood são contratados para protagonizar a adaptação para as telas da autobiografia de um veterano do Vietnã... o tal Trovão Tropical.

5. Saneamento Básico, o filme

Pra gente não ficar apenas nas produções estrangeiras, "Saneamento Básico" é um bom exemplo nacional de filme-dentro-do-filme. Na comédia, Camila Pitanga, Lázaro Ramos, Wagner Moura e Fernanda Torres são os moradores de uma cidade fictícia, que, com o objetivo de arrecadar dinheiro para a construção de uma fossa, decidem produzir um filme.

Mais algumas dicas que não couberam no post: "Sal de prata", "O amor não tira férias", "Rebobine, por favor" e a série "Pânico" (em especial o terceiro).

X-men: Primeira Classe (X-men: First Class)

As franquias que envolvem super-heróis têm em comum o fato de querer explorar a qualquer custo todas as possibilidades. Seqüências, remakes e rebots nesse segmento tornaram-se algo bastante comum, principalmente para filmes que não agradaram os fãs ou não renderam em bilheteria aquilo que era esperado.

É o caso de X-men, que nas duas últimas tentativas de trazer os mutantes da Marvel para as telas de cinema entregou ao público "X-men: O Confronto Final" e "X-Men Origens: Wolverine" os dois mais odiados filmes da franquia. Felizmente a nova investida da Marvel, que aposta novamente em uma história de origem, veio para tirar a má impressão deixada pelas adaptações anteriores e dar esperança de uma boa saga a partir desse novo grupo de mutantes.

"X-men: First Class" se passa no início dos anos 60, curiosamente a mesma época em que Stan Lee e Jack Kirby estrearam seus personagens, publicados pela primeira vez em setembro de 1963. No auge da Guerra Fria, eventos como a crise de mísseis em Cuba fazem com que Estados Unidos e União Soviética estejam prestes a iniciar o que seria a terceira Guerra Mundial. Nesse cenário, somos apresentados a Sebastian Shaw (Kevin Bacon), um ex-oficial nazista que tem grande interesse que esse conflito aconteça. Segundo ele, um evento dessa magnitude fortaleceria ainda mais os seus poderes mutantes, conseqüência de uma liberação enorme de energia atômica. Para combater o plano de Shaw, Charles Xavier em um trabalho conjunto com a CIA inicia um recrutamento de novos mutantes. A primeira classe.

A ambientação do filme e a inclusão dos mutantes nesse contexto é um dos pontos que merece destaque no filme. Um trabalho bem realizado por Matthew Vaughn ("Kick Ass") e sua equipe de roteiristas de peso que conta com Ashley Miller, Zack Stentz, Jane Goldman e Brian Singer de volta ao time após dirigir os dois primeiros filmes da franquia.

Apesar de se posicionar no conflito entre as grandes potências mundiais da época, a grandiosidade de "X-men: First Class" não está no conflito bélico e sim no caráter emocional de seus personagens. O grupo do professor Xavier é formado por adolescentes. Mutantes inexperientes que ainda estão passando por um processo de aceitação e descobertas. A utilização da personagem Mística (Jennifer Lawrence, "Um novo despertar") é o maior exemplo dessa fase que os jovens estão vivendo durante o treinamento.

"X-men First Class" consegue se destacar entre as demais adaptações da Marvel, pois além de manter uma coerência com o momento histórico em que o filme está inserido, trata as relações entre os personagens de maneira que toda a ação do filme é desencadeada sem forçar a barra. Digamos que é o filme mais 'humano' dos X-men, utilizando as motivações emocionais dos personagens para justificar os poderes que eles buscam aprimorar desde a formação do novo grupo.

X-men: Primeira Classe
Título Original: X-men: First Class
Direção: Matthew Vaughn
Roteiro: Ashley Miller, Zack Stentz, Jane Goldman, Brian Singer
Elenco: James McAvoy, Michael Fassbender, Kevin Bacon, January Jones, Jennifer Lawrence
Duração: 132 min
Gênero: Aventura
Ano: 2011

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Piratas do Caribe 4: Navegando em Águas Misteriosas

Uma das franquias de maior sucesso dos últimos anos lançou recentemente mais um capítulo. As desventuras do pirata Jack Sparrow conquistou milhões de fãs por todo o mundo. Uma espécie de anti-herói trambiqueiro, unindo os trejeitos cômicos, dado pelo brilhante interprete Johnny Depp ("Edward Mãos de Tesoura"), e um talento para a luta com espadas de fazer inveja. Estes talvez sejam os elementos responsáveis pelo sucesso da saga Piratas do Caribe.

Mas neste quarto filme, não vemos mais o personagem principal com todos estes elementos, falta ao Capitão Jack um ar mais trambiqueiro e enrolado, nos é dado um Jack mais amoro (não que ele não fosse, mas neste abusou da bondade), e confesso que isso desanima muito. Personagens queridos não aparecem mais, e se quer são citados. E somos forçados a aceitar muitos personagens novos. Nesta continuação Sparrow tem a companhia de um grande amor do passado a belíssima Angélica, vivida por Penélope Cruz (Nine). A filha bastarda do temido capitão Barba Negra (Ian McShane - Kung Fu Panda).

O enredo deste filme é mais uma vez recheado de aventuras, com histórias sobre verdade, traição e juventude. Jack começa sua jornada quando cruza com uma bela mulher de seu passado. Sparrow está em busca da Fonte da Juventude, e não sabe se a relação deles é amor, ou se ela apenas é uma cruel golpista que quer saber como chegar à fonte. No navio de Barba Negra, Sparrow preocupa-se em quem deve ficar atento: em seu antigo amor, ou em seu grande rival, o Barba Negra.

Por ser uma produção Walt Disney, consegue encantar pelos grandiosos efeitos especiais e pela bela fotografia. Mas deixa mesmo a desejar no quesito fidelidade as histórias passadas. Piratas do Caribe 4 é um ótimo filme para se entreter mais está longe de ser o melhor filme da saga.

Piratas do Caribe 4
Título Original: Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides
Direção: Rob Marshall
Roteiro: Ted Elliott, Terry Rossio
Elenco: Johnny Deep, Penélope Cruz, Geoffrey Rush, Ian McShane
Duração: 137 min
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia
Ano: 2011

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A Fera (Beastly)

Há um certo interesse da indústria de filmes hollywoodianos em resgatar velhos contos infantis e dar a eles uma nova cara para que a nova geração os conheça (e consuma). Esse interesse está relacionado fortemente com a falta de roteiros inovadores para cinema, e nisso as adaptações serviram como válvula de escape criativa, dada a produção gigantesca de filmes que existe no mercado atualmente.

Nesse sentido podemos ver bons resultados como "Enrolados", adaptação do conto de Rapunzel feito pela Disney em comemoração aos 50 anos do estúdio ou resultados lamentáveis como "A Garota da capa vermelha". "A Fera", versão moderna de um clássico da literatura, fica no meio termo, compensando a falta de criatividade na adaptação do conto com alguns momentos bonitos visualmente.

A história acompanha Kyle Kingson (Alex Petty), um jovem rico, bonito, inteligente e mimado, que possui uma personalidade detestável. Tudo muda na vida do rapaz quando ele é amaldiçoado por Kendra, uma colega de classe que, após ter sido humilhada por ele publicamente, o condena a viver com uma aparência horrível . Tal como o clássico "A bela e a fera", o feitiço lançado sobre a "besta" só pode ser quebrado quando alguém conseguir amá-lo de verdade.

Na verdade, o filme é uma adaptação de outra adaptação. "A Fera" é baseado no livro homônimo da autora Alex Flinn que por sua vez é uma releitura moderna do conto "A bela e a fera" só que ambientado em Nova York. O ponto interessante é que acompanhamos a história pela visão da fera e vemos como aquele feitiço afetou a vida do jovem e todos a sua volta. O rapaz, que outrora era o "rei do pedaço" bajulado por quase todos na faculdade, agora é obrigado a viver numa casa isolada para não ser visto daquela forma.

Nesse período, o filme tenta lançar algumas reflexões a respeito de amizade verdadeira, relações familiares e o valor da estética na sociedade de consumo, mas faltou alguma coisa. O filme teria tudo para evoluir bem a história original, com a vantagem do público se identificar facilmente com uma história de amor moderna que traz uma certa "lição de moral". Uma pena que elementos bons, ainda que bastante clichê, não tenham sido explorados de uma boa forma.

Tudo acontece rápido demais. Kyle vai do paraíso ao inferno em 20 minutos de filme, entre a sua eleição para presidente do conselho ambiental da faculdade e a maldição que Kendra lança sobre ele. O pai de Kyle, do qual ele herdou todo tipo de preconceito e que teoricamente seria um personagem muito importante na trama, quase não aparece.

A atuação de Alex Pettyfer como protagonista da trama é outro ponto que deixa a desejar. Não é de surpreender que seu nome esteja ligado a projetos ruins como "Garota Mimada" e "Eu Sou o Número Quatro". Por outro lado, fiquei feliz em ver Vanessa Hudges dominar a cena nos momentos em que aparece. Ao contrário de Pettyfer, a garota tem carisma e expressividade dignas da "bela" na história. Gostei de ver Mary-Kate Olsen no papel de bruxa adolescente, relembrando aqueles filmes bobinhos que a mesma fazia com sua irmã gêmea nos tempos de sessão da tarde.

"A fera" é uma produção que se sustenta pela presença de alguns personagens que conseguem preencher o vazio deixado pela fragilidade do roteiro. Não passa de um entretenimento simples e ingênuo que pode ser encarado como uma sessão da tarde romântica e descompromissada.

A Fera
Título Original: Beastly
Direção: Daniel Barnz
Roteiro: Alex Flinn, Daniel Barnz
Elenco: Alex Pettyfer, Vanessa Hudgens, Mary-Kate Olsen, Dakota Johnson
Duração: 92 min
Gênero: Romance
Ano: 2011

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[TOP 10] Personagens de Quentin Tarantino

Uma das marcas registradas de Quentin Tarantino são os seus personagens memoráveis. O diretor brinca com o fato de alguns deles terem ligações entre si, mesmo em filmes diferentes. Mia Wallace, de Pulp Fiction e A Noiva (Uma Thurman), de Kill Bill, por exemplo, seriam a mesma pessoa, que troca de nome quando troca de namorado. Já Vic Vega de "Cães de Alguel" seria irmão de "Vincent Vega" de Pulp Viction. Esses personagens são apenas alguns dos frutos do trabalho genial do diretor-roteirista. Abaixo estão alguns dos meus preferidos:

Bill é o alvo da vingança de Beatrix Kiddo (A Noiva) em "Kill Bill". Apesar de poucas aparições nos 2 volumes do filme, David Carradine domina a cena com bons diálogos e a imponência necessária para o papel.

Kurt Russel interpreta um rebelde inquiento e temperamental que utiliza o seu carro indestrutível para perseguir mulheres em "À prova de morte".

Michael Madsen é Vic Vega ou simplesmente Mr. Blonde, o membro mais cruel e impiedoso da equipe de ladrões em "Cães de Aluguel". O bandido é reponsável por uma das cenas mais memoráveis de todo o filme, onde Tarantino abusa da violência extrema.

A personagem de Uma Thurman em "Pulp Fiction" é uma ex-atriz viciada em drogas pesadas que, entre outras coisas, é responsável em levar Vicent Vega (John Travolta) a um estado de overdose durante o filme.

Mais uma vez, Uma Thurman rouba a cena. Dessa vez num papel que foi feito especialmente para ela. A história da noiva que deseja vingança a qualquer preço é uma mistura de referências a cultura oriental com uma dose extravagante de violência e sangue. Muito sangue.

Após presenciar o assassinato dos seus pais pelas mãos do impiedoso Coronel Hans Landa, Shosanna Dreyfus se refugia na França onde fica responsável por um cinema local. A sede de vingança leva a bela jovem a se unir com o Tenente Aldo Raine em uma missão ousada contra os nazistas.

Uma figura ameaçadora criada por Samuel L. Jackson. Jules é um dos mafiosos com a missão de fazer uma cobrança a mando do chefe, Marsellus Wallace (Ving Rhames). Quem não teria medo desse "cobrador" com cara de mau?

O personagem de Brad Pitt em "Bastardos Inglórios" é um dos mais brilhantes que já apareceram em filmes de Tarantino. Além de impor respeito aos seus liderados e causar temor nos oponentes, o Tenento Aldo Raine tem seus momentos hilários no filme com seu sotaque italiano forçado e um estilo bastante caricato.

O personagem muito louco e meio atrapalhado que ajudou a reerguer a carreira de John Travolta. Vicent Vega é daqueles que mesmo na condição de assassino profissional arranja um tempo para pesquisar cultura inútil da Europa, se acabar nas pistas de dança e de quebra irritar o seu parceiro Jules.

Desde a memorável cena de abertura de "Bastardos Inglórios", o personagem de Christoph Waltz demonstra a frieza de um militar nazista conhecido como "o caçador de Judeus". Poliglota, cruel, engraçado, cínico e observador, o coronel foi o antagonista ideal, apesar de ser um dos personagens fictícios criados por Tarantino para o filme.

* Qual é o seu personagem favorito nos filmes do Tarantino?

Sobrenatural (Insidious)

A história de uma família que começa a notar fenômenos sobrenaturais dentro de casa é nossa velha conhecida de filmes como Atividade Paranormal e Poltergeist. O clássico de 1982, aliás, parece ser a principal referência de Sobrenatural. .
No filme, uma família acaba de se mudar para uma nova casa. Tudo vai bem até que uma das crianças entra num coma sem nenhuma explicação médica aparente. Assustados por uma série de acontecimentos estranhos, o casal decide voltar para sua antiga morada, na esperança de que tudo volte a ser o que era. Mas logo se dão conta de que o problema pode não estar na casa. .
À primeira vista, Sobrenatural promete muito aos fãs do gênero: é dirigido por James Wan e escrito por Leigh Whannell, de Jogos Mortais, e produzido por Oren Peli, criador de Atividade Paranormal. Outro ponto encorajador é o elenco principal, formado por Rose Byrne (X-Men: First Class), Patrick Wilson (Uma Manhã Gloriosa) e Barbara Hershey (Cisne Negro). Porém, essa expectativa tende a ser frustrada no decorrer do filme, já que ele apresenta o famoso defeito de se perder totalmente do meio pro final. .
Enquanto nos minutos iniciais temos um bom clima, e até mesmo bons sustos (a cena do alarme é um exemplo), com o desenrolar da trama ficamos com a impressão de que fomos levados a ver outro filme, em muitas coisas diferente do "primeiro".
A principal causa desse declive é, provavelmente, um erro bastante comum: o de incluir pitadas desmedidas de humor. Para dar o tom de comédia um elenco secundário - espécie de trio caça fantasmas interpretado por atores em performances bem sofríveis - é súbita e desastradamente inserido. Junte-se a isso efeitos especiais, figurinos e cenários de qualidade duvidosa, e daí em diante tudo tende a piorar. Pra não dizer que não há elementos dignos de elogio, os realizadores usam a sugestão de maneira muito hábil. E é isso que confere uma bem sucedida atmosfera de tensão à primeira parte do filme (aquela que funciona).
Curiosidades:
- O roteirista Leigh Whannell tem um papel no filme (Specs, um dos "caça-fantasmas").
- Há um detalhe especial (uma referência) que desafia a atenção do espectador. Está na cena em que o personagem de Patrick Wilson, um professor, aparece sozinho em sua sala de aula. Tente descobrir!
Sobrenatural
Título Original: Insidious
Direção: James Wan
Roteiro: Leigh Whannell
Elenco: Patrick Wilson, Rose Byrne, Ty Simpkins, Andrew Astor, Barbara Hershey
Duração: 102 min
Gênero: Terror, suspense
Ano: 2011

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Um novo despertar (The Beaver)

No intervalo entre a depressão e uma possível volta por cima, uma terapia diferente mostra todo o seu potencial através de um personagem torturado emocionalmente. "Um novo despertar" traz Mel Gibson de volta às telas na pele de Walter Black, um executivo da indústria de brinquedos que após entrar em um estado depressivo enfrenta problemas com a família e em seu negócios.

Walter já havia tentado de tudo para se recuperar, desde consultas psiquiátricas à hipnoses e livros de auto-ajuda. Não importava o quanto ele se tentasse, nada parecia tirá-lo do fundo do poço. A reviravolta surge quando um fantoche de pelúcia encontrado no lixo passa a funcionar como válvula de escape para os problemas que assolavam Walter.

Andando tranquilamente com um castor de pelúcia na mão esquerda o tempo todo, o executivo inicialmente causa estranhesa dentro de casa e no escritório onde trabalha, mas logo as pessoas ao redor dele percebem que aquele tratamento pode ter um bom resultado e conseguem aceitar a condição (ridícula) daquele homem, com exceção do filho mais velho, que enxerga o pai como um louco irremediável.

Se considerarmos o título original do filme (The Beaver, "O castor"), temos uma ideia do foco principal da história. O objeto encontrado por Walter no lixo se torna mais do que um simples fantoche do qual ele não consegue se desfazer. O castor é o amigo, o conselheiro, o mentor, o fiel escudeiro, e mais do que isso, o castor é uma projeção ideal da personalidade frustrada de Walter. A história secundária que envolve o filho mais velho do empresário, Porter (Anton Yelchin), funciona para retratar o quanto a depressão de Walter afetou as relações familiares. O jovem tem até uma lista de características e manias que herdou do pai e tenta de todas as formas evitá-las para não ir pelo mesmo caminho.

"Um novo despertar" é uma fábula angustiante e otimista ao mesmo tempo na qual vemos a complexidade de um personagem sendo muito bem explorada. Através de um simples argumento, a diretora Jude Foster – que interpreta a esposa de Walter Black – consegue mostrar um conflito arrasador entre um homem e ele mesmo e sua recuperação através das suas próprias mãos.

Um novo despertar
Título Original: The Beaver
Direção: Jude Foster
Roteiro: Kyle Killen
Elenco: Mel Gibson, Jodie Foster, Anton Yelchin, Jennifer Lawrence
Duração: 92 min
Gênero: Drama
Ano: 2011

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