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Caça às Bruxas (Season of the Witch)

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João Linno / @JLinno

O que aconteceu com Nicolas Cage? De antemão, esse não é um post destinado a questionar o seu talento como ator (vide filmografia) e sim suas últimas escolhas de filmes, que não estão acrescentando nada a sua carreira. O último exemplo é "Caça às Bruxas", longa dirigido por Dominic Sena (Terror na Antártida, 60 segundos). No início do filme, temos uma boa ambientação no contexto da época, mostrando as moças acusadas de bruxaria e o ritual de "purificação" executado pela igreja da época. Na sequência, algumas cenas de batalha da chamada "guerra santa", completam o primeiro momento do filme.

Curiosamente, o restante do filme não dialoga com a sequência inicial que poderia evoluir para um ritmo bem empolgante se mantivesse a mesma ideia. Na trama, Behmen (Nicolas Cage) é um experiente guerreiro que lutou vários anos nas cruzadas. Após perder a fé na igreja e abandonar o campo de batalha, ele resolve retornar a sua terra natal na companhia do seu amigo Felson (Ron Perlman). Ambos se deparam com a fome e a peste negra que assolam grande parte da população. Segundo os moradores da localidade e o clero, a peste é conseqüência de uma maldição lançada sobre eles por uma bruxa (interpretada pela bela atriz Claire Foy). A única solução seria levar a garota a um monastério de uma cidade distante onde seria decidido o seu futuro, sendo o sacrifício da mesma a alternativa mais desejada pela maioria. Cabe a Behmen, Felson e um grupo de homens, a missão de levar a garota ao seu destino.

O filme então se resume a tragetória sonolenta do grupo rumo ao monastério. A boa escolha do elenco que inclui Christopher Lee (O Senhor dos anéis) não foi suficiente para alavancar a história. Ron Perlman e Nicolas Cage estão bem carismáticos em cena, mas não parecem se importar com os acontecimentos malignos (mortes sem explicação, aparição de lobos, etc.) que acontecem durante a viagem, isso compromete bastante a credibilidade da história. As frases de efeito pronunciadas pelos personagens são até divertidas, mas é questionável se elas se encaixam com a ocasião. Se eles não têm medo da "maldição da bruxa", porque eu (espectador) vou ter? O filme fica então nesse impasse de terror no início, aventura, drama, ação e uma "comediazinha" no meio e o final... bem... os que se arriscarem em assistir, saberão do que estou falando.

Histórias ligadas às cruzadas, idade média e bruxaria já renderam muito material para o cinema - alguns inesquecíveis como "Ben Hur" e "Joana Dark" - são temas que despertam no mínimo curiosidade do público. O grande problema de "Caça às Bruxas" - além da perda de foco durante o desenrolar da trama - é que o diretor falhou em tentar trazer um desfecho absurdo para tentar surpreender o público. A tática foi um tiro no pé, pois foi o que estragou de vez a tentativa do filme ser levado a sério até mesmo pelos menos exigentes, que não dormiram durante a projeção. Para completar, os efeitos especiais ficaram devendo bastante, principalmente nos momentos finais onde o grupo tem que enfrentar a última batalha contra as forças do mal. Entretanto, ainda não perdi a fé no Nic e enquanto ele estiver fazendo filmes, eu estarei lá para ver, ainda que isso me custe mais 103 minutos perdidos na minha vida.

Cantoras-Atrizes: O melhor (e pior) dessa combinação no cinema

João Linno / @JLinno

Você já deve ter visto em alguma ocasião, cantoras arriscando uma ponta (ou papel principal) em filmes. Nessa jornada dupla, algumas delas se saíram bem e outras nem tanto. Confira abaixo uma lista das mais famosas aparições dessas cantoras/atrizes no cinema:

Björk - Dançando no escuro
Dançando no escuro é um drama musical sobre uma imigrante chamada Selma, que está lutando para pagar uma operação para impedir o filho de ficar cego. O filme foi aclamado pela crítica em 2000, onde Björk recebeu o Palma de Ouro de Melhor atriz. Inicialmente, o filme seria apenas escrito e produzido pela cantora, o diretor Lars von Trier a convenceu de interpretar o papel de Selma no filme.

Madonna - Evita
Além de cantora, dançarina e compositora, Madonna também participou de vários filmes, tanto como atriz, bem como diretora. Em "Evita", Madonna interpreta Eva Perón, uma das mais famosas primeiras-damas da América Latina. Com direção de Alan Parker e elenco de estrelas que inclui Antonio Banderas e Jonathan Pryce, "Evita" fez grande sucesso apesar de ser considerado por muitos argentinos uma ofensa a memória de Eva Perón.

Alanis Morissette - Dogma

(Leia a crítica do Mosaico aqui) Numa atuação curta e silenciosa nesse filme de Kevin Smith, Alanis interpreta Deus (numa versão nada convencional). Como não poderia deixar de ser, o filme gerou uma grande polêmica na época de lançamento. A cantora também participou de diversas séries de TV incluindo “Sex and the city”, “American Dreams” e “Weeds”.

Whitney Houston - O guarda-costas
Primeiro filme da carreira de Whitney Houston que interpreta Rachel Marron, uma grande cantora e atriz, que está recebendo cartas anônimas e ameaçadoras. Frank Farmer (Kevin Costner) é então contratado para fazer a sua segurança e logo nasce uma paixão entre os dois. O filme arrecadou cerca de U$$ 150 milhões no mundo todo. Mesmo que você não tenha visto o filme, com certeza conhece a trilha sonora:

Mariah Carey - Glitter
Seguindo a mesma linha, Mariah Carey faz nesse filme o papel de uma cantora rumo ao estrelato. O filme foi um fracasso total de público e crítica, sendo considerado pelos mais radicais um dos 10 piores filmes de todos os tempos.

Jennifer Lopez - Selena
Principal papel da carreira de Jeniffer Lopez como atriz. Em “Selena”, ela interpreta a cantora Selena Quintanilla-Pérez, personagem que lhe rendeu uma indicação para um prêmio do Globo de Ouro “Melhor Atriz - Filme Musical ou Comédia” em 1998. Além de cantora e atriz, Jennifer Lopez é compositora, produtora musical, dançarina, estilista e produtora de televisão.

Britney Spears - Crossroads
A princesa do pop em sua primeira aparição como protagonista em um longa metragem. Na trama, Britney é Lucy, uma das três amigas que embarcam em uma viagem rumo à Califórnia. Crossroads é mais uma aventura sessão da tarde com adolescentes sonhadoras, que com muito marketing e o hype dos videoclipes de Britney na época (leia-se MTV), conseguiu chegar ao circuito mundial.

Beyoncé - Obsessiva (Obsessed)
Em “Obsessiva”, Beyoncé interpreta a esposa de Derek Charles (Idris Elba), um empresário de sucesso que vê sua carreira ameaçada por uma sedutora estagiária (Ali Larter). O filme foi um grande sucesso de bilheteria nos EUA. Apesar da história repleta de clichês e um roteiro nada criativo, a presença da cantora foi o suficiente para o filme arrecadar 28,5 milhões de dólares.


Hannah Montana Miley Cyrus - A Última Música
Aos 18 anos, Miley Cyrus representa a força da Disney com o público jovem. Em "A Última Música" Miley interpreta uma jovem rebelde que vai passar o verão com seu pai numa calma cidade costeira. Assim como Beyoncé em Obsessed, o filme foi bem recebido pelos fãs da cantora teen (arrecadando cerca de USS 88,9 milhões em todo o mundo).

Em Breve...
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Cher e Christina Aguilera - Burlesque

Cher, vencedora do Oscar em 1987 por “Feitiço da Lua”, em parceria com a cantora pop Christina Aguilera protagonizam "Burlesque". O filme conta a história da jovem Ali (Christina Aguilera) que ao tentar escapar de seu passado vazio se vê realizando performances numa boate de Los Angeles, dirigida por Tess (Cher). O filme vem sendo bastante elogiado, principalmente a trilha sonora que já ganhou o Globo de Ouro esse ano. Estreia prevista para 11 de fevereiro no Brasil.


Beyoncé - Remake de “Nasce uma Estrela”

Não há muitas informações a respeito da produção, somente que deverá ser dirigido por Clint Eastwood e protagonizado pela cantora pop Beyoncé. O filme será a quarta versão do drama musical “Nasce uma estrela” de 1937.

E na sua opinião, qual cantora se destacou e pode se mostrar uma excelente atriz? E qual cantora JAMAIS deveria ter arriscado uma participação em filmes?

Algumas trilhas sonoras legais.

Deise Luz / @DeiseLuz

Minha nova obsessão é procurar boas trilhas sonoras de filmes. E, não por coincindência, as melhores trilhas sonoras têm me parecido aquelas de alguns dos filmes que eu mais gosto.

Selecionei cinco pra esse post:

1. As Virgens Suicidas (EUA, 2000)

O filme de estreia da diretora Sofia Coppola é baseado no livro homônino de Jeffrey Eugenides e conta a história dos Lisbon, família conservadora que vive num subúrbio americano dos anos 70. As vidas do casal Lisbon e das suas filhas - Lux, Therese, Mary e Bonnie - se transformam após o suicídio da mais jovem delas, Cecilia. A trilha sonora foi concebida pelo duo francês Air e sem dúvida caiu como uma luva. É melancólica e bonita. Não tem como ouvir Playground Love sem se sentir novamente imerso no mundo de Lux Lisbon e suas irmãs. Além desta, há também uma trilha secundária com canções dos anos 70 (nela estão especialmente as músicas que ouvimos na cena em que as Lisbon trocam telefonemas com os garotos da vizinhança). Aqui você fazer o download da trilha.

2. O Fabuloso Destino de Amelie Poulain (França, 2001)

Quase todo mundo que vê O Fabuloso Destino de Amelie Poulian fica encantado não apenas com a sensibilidade da história, com a atuação doce de Audrey Tautou ou com a fotografia que realça a beleza do cenário francês, mas também com a trilha sonora. O filme de Jean Pierre Jeunet encanta pelas canções, todas compostas pelo multiinstrumentista francês Yann Tiersen (também responsável pela trilha do ótimo Adeus, Lenin). É novamente um desses casos em que a trilha cai como uma luva, e como diz esse site, algumas músicas parecem saídas de uma caixinha musical parisiense. Download disponível aqui.

3. Na Natureza Selvagem (EUA, 2007)

Mais um caso de adaptação literária, Na Natureza Selvagem (ou Into the WIld), dirigido pelo também ator Sean Penn, é baseado no livro homônimo do jornalista Jon Krakauer, e conta a história verídica de Christopher McCandless, um jovem recém-formado que se aventura pelos Estados Unidos da América até chegar ao Alasca. Pra quem gosta de rock, e pra quem gosta de Perl Jam, é um prato cheio. A trilha é toda interpretada por Edie Vedder e soa como um disco da banda (embora seja o primeiro trabalho solo do vocalista). Download aqui.

4. Pequena Miss Sunshine (EUA, 2006)

Outra trilha sonora sempre muito elogiada é a do filme Pequena Miss Sunshine, que conta a história de uma família bem excêntrica composta por desajustados (como exemplo temos Dwayne, o adolescente que lê Nietzsche e faz um voto de silêncio), os Hoover, que percorre o caminho do Novo México até a Califórnia em uma Kombi amarela com o objetivo de levar a caçula para um concurso de beleza. A trilha foi inteiramente composta pelo grupo DeVotchKa (conhecido por misturar música romena, grega, eslava, bolero e mariachi com raízes do folk e punk americanos) em parceria com o compositor de trilhas Mychael Danna e alguns outros músicos. Confira aqui.


5. [500] dias com ela (EUA, 2009)

[500] dias com ela (leia crítica do Mosaico aqui), do diretor Marc Webb, chamou a atenção do público por subverter alguns dos lugares comuns da comédia romântica. O filme gira em torno do relacionamento de Tom Hansen e Summer Finn, que não é exatamente o mar de rosa que podemos ver em outros filmes típicos do gênero. Assim com as características peculiares do filme, o que também chama a atenção é a trilha sonora. Tem, entre outros, The Smiths, Simon and Gurfunkel, Feist, Regina Spektor, Carla Bruni e Wolfmother. E, claro, She & Him, o dueto composto por M. Ward e pela protagonista-atriz-cantora-e-linda Zooey Deschanel, que faz uma versão de "Please, Please, Please Let Me Get What I Want" dos Smiths. Uma outra versão que agrada - e que gerou esse clipe fofo - foi a de Meaghan Smith para "Here Comes Your Man", do Pixies. Download aqui.

Atração Perigosa (The Town)

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Felipe Martins / @felippemcc

"Atração Perigosa (The Town)" marca mais uma produção do ator, diretor e redator Ben Affleck, que traz em seu novo trabalho um suspense policial que utiliza toques de drama e romance em seu enredo. No filme, Doug MacRay (Ben Affleck), é um irrepreensível criminoso, participante de um grupo de ladrões de banco que se orgulham de roubarem e sempre saírem impunes. Sem vínculos pessoais, Doug não teme perder alguém próximo. Mas tudo mudou no último trabalho do grupo, quando fez de refém uma gerente de banco, Claire Keesey (Rebecca Hall).
A quadrilha descobre que Claire mora muito próxima a eles, por isso o grupo de criminosos decide que será necessário vigiá-la. Doug fica responsável por isso, e logo se apaixona pela bela mulher. Decidido a ficar com ela, resolve sair da quadrilha para viver com seu amor em outro estado, o que acaba ocasionando um desentendimento com o restante do grupo de criminosos e com o chefe da quadrilha.
Já Claire começa a se recuperar do assalto no qual foi feita de refém justamente quando conhece o bastante charmoso Doug. Sem perceber que ele é o mesmo homem que dias antes a tinha aterrorizado. Surge então uma atração imediata entre eles, e pouco a pouco se transforma em um romance que poderá conduzi-los a um destino perigoso e até mesmo mortal.
O filme discute o nascimento de um amor em meio a muitas mentiras e problemas. Possui um enredo comum e cenas previsíveis, porém ainda pode ser considerado um bom filme para gênero devido à ótima atuação do elenco principal e da qualidade das cenas de perseguição. Além de atuar como protagonista, Ben Affleck assina como diretor e co-redator. O filme conta ainda com a participação de Jeremy Renner (Guerra ao terror) e Blake Lively (série Gossip Girl).

Enrolados (Tangled)

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João Linno / @JLinno


Flynn Ryder é o bandido mais procurado e sedutor do reino. Um dia, em plena fuga, ele se esconde em uma torre. Lá conhece Rapunzel, uma jovem que tem um enorme cabelo dourado, de 21 metros de comprimento. Rapunzel deseja deixar seu confinamento na torre e, para tanto, faz um acordo com Flynn. Ele a ajuda a fugir e ela o ajuda a escapar de seus perseguidores.

Dirigido por Nathan Greno e Byron Howard, "Enrolados" recorre aos típicos contos de fada (marca registrada da Disney) ao contar a história da famosa princesa dos cabelos longos. O filme é o 50º longa-metragem dos estúdios Walt Disney e fez jus a ocasião especial trazendo grande parte dos elementos que a Disney implantou em seus desenhos desde a fundação. O resultado é fantástico. Os musicais no meio das cenas, que em alguns filmes aparecem do nada, são feitos de forma muito divertida e não soa forçado, temos o romance proibido, o príncipe encantado (para as meninas), cenas de ação (para os meninos) e uma boa mensagem (para os adultos que são obrigados a levar a pirralhada as crianças para o cinema).
Um ponto interessante (ou não) é que a Disney lançou o longa no Brasil somente com cópias dubladas. Eu não costumo falar mal da dublagem brasileira em filmes desse gênero. Para mim, é quase lei que animações (no estilo Pixar, Disney, etc) e filmes em 3D, DEVEM SER vistos dublados no cinema. No caso das animações, a mania das distribuidoras nacionais de colocar artistas globais para dublarem seus principais personagens é que às vezes causa estranheza. Em "Enrolados", a bola da vez foi Luciano Huck. Definitivamente, o jeito garanhão, simpático e sarcástico de Flynn Ryder não casou com a voz do apresentador. Ficou tão forçado que fiquei esperando um "-loucura, loucura, loucura..." em algum momento do filme (o que seria até legal).
"Rapunzel", obra original de autoria dos Irmãos Grimm, é mais um dos contos dos irmãos adaptados pela Disney, como foi "Branca de Neve" (1937), "Cinderela" (1950), "A Bela Adormecida" (1959) e "A Princesa e o Sapo" (2009) e já faz um tempo que a Disney vem "modernizando" essas histórias. Com "Enrolados" não foi diferente. A História clássica tomou novos rumos e ganhou alguns novos personagens muito divertidos (destaque para o sapinho camaleão de estimação de Rapunzel). A tecnologia 3D contribui bastante com essa nova roupagem da história. Um entretenimento para agradar toda a família. A Disney completa 50 anos em grande estilo.

Ps' "Quem gostou faz barulho, caldeirã...ooooo!!!" - Tá bom. Parei.

Além da vida (Hereafter)

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João Linno / @JLinno

Lidar com a crença das pessoas em fenômenos sobrenaturais não é nada fácil, talvez por isso o espiritualismo ainda seja um assunto explorado com bastante cautela em obras cinematográficas. Pensar que cada espectador tem uma visão diferente a respeito do tema e que grande parte é adepto de alguma religião dificulta ainda mais a tarefa de contar uma história delicada sem cair na futilidade. "Além da vida (Hereafter)", novo trabalho do experiente diretor Clint Eastwood (Invictus, Gran Torino) apresenta ao público três situações onde o contato com a morte se apresenta de maneiras distintas.

Inicialmente, somos apresentados a Marie LeLay (Cécile De France), uma jornalista francesa que presencia um tsunami durante suas férias na Indonésia. Desde então, a vida de Marie não é mais a mesma. A terrível experiência de ter sido arrastada pela terrível onda gigante faz com que ela passe a ter visões o tempo todo, o que acaba atrapalhando sua carreira e vida pessoal.

Em paralelo, conhecemos George Lonegan (Matt Damon), um norte-americano que também viu a morte de perto, e a partir disso, desenvolveu um dom de se comunicar com os mortos. E por último, o filme mostra o drama de Marcus, um garoto inglês muito tímido, que ao perder o seu irmão gêmeo se fecha completamente a qualquer relação com as outras pessoas. As histórias se passam simultaneamente e apesar dos três personagens centrais viverem em localidades diferentes (França, EUA e Inglaterra), todos eles são tratados com igual importância e muita proximidade.
A direção e competência do roteiro - escrito por Peter Morgan (Frost/Nixon) - faz com que as histórias desenvolvam uma convergência natural, e o final - que poderia facilmente cair no simples clichê - é muito bem desenvolvido. O grande trunfo do diretor foi se desprender da espetacularização (presente em muitas obras do mesmo tema), focando nos dramas pessoais dos personagens. O filme cumpre o seu papel e escapa da superficialidade ao tratar com respeito um assunto ligado a tantas polêmicas.