Uma história de amor imprevisível marcada pela insanidade de um personagem icônico. Assim é “Balada de amor e ódio”, novo filme do diretor Alex de La Iglesia. Explorando a riqueza artística do ambiente circense e a loucura de um palhaço cheio de traumas e decepções, o filme trabalha harmoniosamente uma dualidade de sentimentos como o próprio título sugere.
O filme se inicia em 1937 numa Espanha marcada pelo terrorismo civil e uma sangrenta luta pela liberdade. Nesse cenário, o circo local tenta continuar o seu show mesmo com as forças franquistas aterrorizando o país do lado fora. Em menor número e com menos armamento, os republicanos buscam “voluntários” para reagir aos ataques.

Entre os homens convocados para o contra-ataque está um dos integrantes do circo, o palhaço triste (Santiago Segura). Armado apenas com um facão e ainda vestido a caráter, o palhaço consegue fazer um bom estrago nas forças inimigas até ser preso e posteriormente morto. Ele deixa para trás um filho que viria a seguir a mesmo caminho, mas de uma forma completamente inusitada.
36 anos depois da morte do pai, Javier (Carlos Areces) decide ingressar na equipe de um circo em Madrid. No local, Sérgio (Antonio de La Torre), mais conhecido como o Palhaço Gracioso, é a principal atração, isso faz com que ele trate os demais com enorme desprezo. Nem mesmo sua esposa, a bela trapezista Natalia (Carolina Bang), escapa dos seus ataques de loucura.

Numa estranha relação de violência e sedução, Javier fica exatamente no meio desse conflito ao se apaixonar por Natalia. À medida que o triângulo se forma, a inocência de Javier dá lugar a uma obsessão pela garota, tornando-o uma figura desprezível. A sorte é que essa transformação é dada de maneira sutil e com uma motivação crível.
É difícil definir a que gênero pertence “Balada do amor e ódio”. Num primeiro momento, o filme explora o contexto da guerra civil em sequências repletas de sangue e uso de linguagem chula e logo depois se volta para um romance intenso, passando-se por terror trash em seus momentos finais. Pode ser confuso para alguns e incômodo para outros, mas isso só reforça o que o filme é: uma produção tecnicamente impecável com roteiro ousado e impactante.
![]() | Balada do amor e do ódio |
| Título Original: Balada triste de trompeta | |
| Direção: Alex De La Iglesia | |
| Roteiro: Alex De La Iglesia | |
| Elenco: Carlos Areces, Antonio de la Torre, Carolina Bang, Manuel Tallafé | |
| Duração: 107 min | |
| Gênero: Drama | |
| Ano: 2011 |


Jow disse...
bom
20 de agosto de 2011 15:00
Leo disse...
legal
20 de agosto de 2011 15:00
Marcio Melo disse...
Quando li a respeito do filme me interessei na hora. Pelo que você escreveu parece ser, no mínimo, curioso.
21 de agosto de 2011 08:22
Elton Telles disse...
Parece ser um filme bem atípico e sempre fico curioso por essas fitas. Mtas pessoas torceram o nariz para o resultado, mas outras engrandecem "Balada...". Espero que chegue aqui para tirar meu próprio veredcito.
abs!
21 de agosto de 2011 12:17
Adecio Moreira Jr. disse...
Nossa, que "trasheira". O.o
21 de agosto de 2011 14:08
Alan Raspante disse...
Vou esperar o lançamento em DVD.
22 de agosto de 2011 13:48
Cine Mosaico disse...
É bem trash mesmo, propositalmente.
22 de agosto de 2011 17:47
Cine Mosaico disse...
Eu considero um espetáculo visual com uma história bem louca.
Não é todo mundo que vai gostar do resultado.
22 de agosto de 2011 17:48
Cine Mosaico disse...
Vale a pena conferir, Marcio.
É um filme bem diferente do "convecional".
22 de agosto de 2011 17:48
Cine Mosaico disse...
Espero que goste, Alan.
22 de agosto de 2011 17:49
Kamila disse...
Conheço pouco do Alex de la Iglesia, mas gostei do seu texto. Me deixou curiosa!
23 de agosto de 2011 21:01
Cine Mosaico disse...
Se puder, assista esse Kamila =)
24 de agosto de 2011 08:51
Surprise Link disse...
olá,
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25 de agosto de 2011 01:00
tecg1 disse...
Você conhece o irmão do Ocioso? Não! Então venha se divertir com o http://www.tedioso.com
25 de agosto de 2011 02:33
Renato_al disse...
é um exelente filme, algo que sem duvidas o Tarantino gostaria de ter feito.. Alex de la iglesia é foda, os outros filmes dele sao muito bons tambem.
25 de agosto de 2011 18:37
Cine Mosaico disse...
Gostei da sua comparação com o Tarantino.
É um filme bem excêntrico. Do jeito que ele gosta.
26 de agosto de 2011 08:05