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[Um filme, uma canção] Your Song - Moulin Rouge


Uma história de amor entre um jovem escritor e uma bela cortesã no reduto boêmio de Paris. "Moulin Rouge" explora um mundo regado a sexo, drogas e glamour dentro da boate que é a sensação da capital francesa. Lá os personagens capricham em suas performances musicais e entregam ao público um musical de primeira grandeza.

A canção escolhida desse filme é uma composição de Bernie Taupin (letra) e Elton John (música). "Your Song" foi o primeiro single de sucesso de Elton John, isso em 1967. A música faz parte do segundo albúm da carreira do cantor, intitulado "Elton John". No filme, Ewan McGregor se encarrega de interpretar essa bela canção num momento chave da trama, onde seu personagem e a jovem Satine (Nicole Kidman) finalmente ficam "a sós":

YOUR SONG (ELTON JOHN)
[Letra]
[Tradução]
[Cifra - Versão Elton John]
[Cifra - Versão Filme]
[Post - A mais bela canção de amor de todos os tempos]
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O Silêncio de Lorna (Le Silence de Lorna)

Lorna (Arta Dobroshi) é uma imigrante albanesa que deseja, juntamente com seu namorado belga, iniciar um novo negócio: uma lanchonete. Para conseguir dinheiro e de quebra a nacionalidade belga, ela aceita um casamento arranjado com Claudy (Jérémie Renier), um dos capangas do mafioso Fábio (Fabrizio Rongione). Após esse golpe, Lorna é convencida a "vender" sua nacionalidade recém adquirida a um russo através de outro falso casamento dentro das condições impostas pelo rapaz. Tudo por dinheiro.

Logo no início do filme, a relação entre Lorna e Claudy se mostra bastante estranha. Um misto de carência e piedade que deixa a impressão que a jovem está cuidando de um irmão mais novo ou algo do tipo. O rapaz é um dependente químico, um doente terminal. Um pobre-coitado que depende da companhia dela para tudo e não consegue lidar com a possibilidade de viver sem a moça. O embate do filme está na forma com que Lorna pretende se livrar de Claudy para só assim seguir o "negócio" com o russo, seu novo marido de mentirinha.
Dirigido pelos renomados cineastas Luc Dardenne e Jean-Pierre Dardenne, o filme apresenta características bem marcantes que já foram vistas em outros trabalhos dos irmãos. O uso de câmeras de mão, simulando a visão do personagem principal, um ritmo de filme com poucas reviravoltas e muitos conflitos internos e uma dura crítica a sociedade européia. Lorna é a representação da fragilidade de alguém que outrora se aproveitou da condição impotente de outras pessoas numa sociedade igualmente cruel.

Interessante perceber como o filme expõe as brechas que o sistema social de primeiro mundo possui. A instituição, que certamente foi criada com a melhor das intenções, acaba sendo um meio para legitimar uma situação nada agradável. O que deveria ser mais social e humanitário torna-se facilitador das atitudes mais cruéis – como a enfermeira que testemunha e acelera o processo de divórcio, a indiferença com relação às drogas ilícitas e a facilidade do aborto no sistema de saúde público.
É um filme forte com um tom bastante realista, quase não tem trilha sonora e a ambientação é sufocante para representar a tensão em que aqueles personagens vivem. A conclusão da trama é o único ponto que incomoda. Parece que a dupla de diretores não tinha ideia de como fechar uma história de conteúdo tão pesado de maneira que tantas imagens fortes ficassem vivas na mente do espectador após os créditos.

Deixar o final de um filme em aberto pode ser um recurso bastante interessante quando bem construído. Nesse caso, a conclusão (ou a falta dela) quebra toda aquela imagem de jogo de interesses mostrada ao longo do filme, focando numa loucura repentina da personagem principal. Ainda assim, "O Silêncio de Lorna" merece atenção por trazer questões sociais que merecem ser discutidas, colocando o espectador no centro de um conflito severo numa sociedade altamente racionalizada.


O Silêncio de Lorna
Título Original: Le Silence de Lorna
Direção: Luc Dardenne, Jean-Pierre Dardenne
Roteiro: Luc Dardenne, Jean-Pierre Dardenne
Elenco: Arta Dobroshi, Jérémie Renier, Fabrizio Rongione, Alban Ukaj
Duração: 153 min
Gênero: Drama
Ano: 2008
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Como arrasar um coração (L'arnacoeur)

É meus caros, estou eu aqui mais uma vez a falar de uma comédia romântica. E esta, apesar de ser francesa e não hollywoodiana como a maioria, não deixa nada a desejar no quesito, gargalhadas, desventuras e lógico, clichês. A película é protagonizada pelos atores Romain Duris ("O Albergue Espanhol" - 2002) e Vanessa Paradis (cantora e esposa do ator Johnny Depp).

Alex (Roman Duris), junto com a sua irmã Mélanie e seu cunhado Marc, administram juntos um negócio bem diferente: uma agência especializada em separara casais infelizes. O trio recebe a missão de impedir que Juliette (Vanessa Paradis) e Jonathan se casem, o problema é justamente que eles só separam casais em crises e estes aparentam ser um casal perfeito. Precisando desesperadamente do dinheiro, pois como um bom conquistador charlatão está devendo dinheiro a uma espécie de agiota, Alex aceita a proposta e aproveita os dias em que Juliette está sozinha para se aproximar dela, tornando-se o seu guarda-costas.
Encantei-me com a qualidade técnica deste filme, que pode ser comparada a de grandes produções norte-americanas desse gênero. O elenco é divertidíssimo, especialmente os coadjuvantes que são tão bons quanto ao casal principal, e por isso vale a pena citá-los, Julie Ferrier ("Paris" - 2008) como irmã de Alex, François Damiens ("O Pequeno Nicolau"), no papel do cunhado de Alex e Andrew Lincoln (protagonista do seriado "The Walking Dead" - 2010) como o noivo americano de Juliette.

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Como Arrasar um Coração
Título Original: L'arnacoeur
Direção: Pascal Chaumeil
Roteiro: Laurent Zeitoun, Jeremy Doner
Elenco: Romain Duris, Vanessa Paradis, Julie Ferrier, François Damiens
Duração: 105 min
Gênero: Comédia romântica
Ano: 2009

Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds)

Desde o seu primeiro longa, Cães de Aluguel (1992), Quentin Tarantino é reconhecido e respeitado entre os cinéfilos devido o seu estilo excêntrico e pela competência do trabalho atrás das câmeras. "Bastardos Inglórios" é uma junção bem sucedida de todos os elementos que consagraram a carreira do diretor ao longo dos anos, tendo como complemento um cenário que o permitiu se superar no uso de referências a diferentes culturas e até mesmo a outros filmes.

A história se passa durante a Segunda Guerra Mundial, onde um grupo de soldados judeu conhecido como Bastardos Inglórios se reúne para atormentar a vida dos nazistas e tirá-los do poder. A equipe é liderada pelo Tenente Aldo "Apache" Raine (Brad Pitt, "O curioso caso de Benjamin Button") e conta com integrantes impiedosos na arte de eliminar os adversários ou qualquer indivíduo que cruze o seu caminho.
Enquanto isso, Shosanna Dreyfuss (Mélanie Laurent, "O Concerto") após ver de perto a execução de sua família pelas mãos do coronel Hans Landa (Christoph Waltz, "Água para Elefantes"), foge para Paris. Lá a jovem se disfarça como operadora e dona de um cinema local, enquanto planeja uma maneira de se vingar dos nazistas.

"Bastardos Inglórios" apresenta um dos melhores roteiros de Tarantino, conhecido por incluir em seus filmes um texto ágil e com bons diálogos. No filme, figuras reais como Adolph Hitler (Martin Wuttke) e Joseph Goebbels (Sylvester Groth) se juntam aos personagens fictícios e esse elenco dá uma verdadeira aula de interpretação. Além disso, o diretor abusa de referências culturais que vão desde os duelos clássicos westerns até os filmes asiáticos com temática vingança (que também serviram como base para a franquia Kill Bill).
A violência, outra marca forte de Tarantino, também está presente na trama, dessa vez em doses mais moderadas e que casam perfeitamente com momentos importantes da trama. O filme é conduzido num ritmo frenético, surpreendendo no desfecho de cada um dos capítulos. A trilha sonora é um show à parte. As cenas da Segunda Guerra ao som de David Bowie funcionou perfeitamente, além de composições do consagrado Ennio Morricone.

"Bastardos Inglórios" é o sétimo longa da consagrada carreira de Tarantino. Um filme envolvente em todos os aspectos que demonstra a versatilidade do cineasta. Ação, violência e até doses de humor fazem parte dessa grande obra cinematográfica que aborda um momento crucial da história através de uma visão bastante incomum.



Bastardos Inglórios
Título Original: Inglorious Basterds
Direção: Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino
Elenco: Brad Pitt, Melanie Laurent, Christoph Waltz, Eli Roth
Duração: 153 min
Gênero: Guerra | Drama | Aventura
Ano: 2009
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Thor

A Marvel Studios resolveu explorar no cinema todo o potencial que os heróis da sua franquia possuem junto ao público amante dos quadrinhos. Após os sucessos da franquia "Homem de Ferro", outro membro da equipe "Os Vingadores" chega às telonas, deixando os fãs na expectativa para o grande lançamento de 2012.

"Thor" conta a história de um jovem que, por causa de uma decisão arrogante e precipitada, foi banido do reino de Asgard por seu pai, o rei Odin (Anthony Hopkins, "Você vai conhecer o homem dos seus sonhos"). Thor era o sucessor quase certo ao trono, mas ao provocar a ira do pai, foi mandado à Terra para aprender uma lição e se tornar digno de utilizar seus poderes outra vez.
Desde os primeiros filmes, a Marvel busca humanizar ao máximo os seus super heróis. Tony Stark e Peter Paker, por exemplo, eram pessoas "comuns" que adquiriram a condição de heróis com o tempo. As explicações para as transformações em heróis envolvem quase sempre uma dose de ciência e tecnologia. Essa estratégia de transportar os heróis para uma realidade próxima a nossa serve para que o público se identifique com o personagem. No caso de "Thor", a magia está presente desde o início do filme e o artifício para envolver o público é mandar o protagonista para a Terra.

Infelizmente, o filme cai no erro de tentar relacionar magia e ciência e em alguns momentos isso soa forçado. Jane Foster, cientista interpretada por Natalie Portman (Cisne Negro, V de Vingança) aparece o tempo todo com seu caderninho de anotações e nunca fica claro o que ela está pesquisando e que respostas ela realmente quer. Além disso, a "química" entre ela e Thor e a tentativa de incluir elementos cômicos na história não deram muito certo.
As cenas de batalha, entretanto, foi um ponto bem construído na trama, principalmente as que têm como cenário o reino mágico de Asgard. Entre os personagens, vale destacar o antagonista Loki, o "deus da trapaça", interpretado por Tom Hiddleston. Suas aparições em determinados momentos da história não permite que as atenções sejam voltadas exclusivamente para o protagonista (o que acontece por vezes em "Homem de Ferro") e deixa claro que o nível das atuações no filme está quase no mesmo patamar, incluindo os atores mais renomados Anthony Hopkins e Natalie Portman.

"Thor" não é o melhor filme da Marvel Studios até o momento, mas dentro das possibilidades é uma obra que pode agradar tanto os aficionados em adaptações de HQ quanto o público que não é familiarizado com esse universo.


Thor
Título Original: Thor
Direção: Kenneth Branagh
Roteiro: Ashley Miller, Zack Stentz
Elenco: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Stellan Skarsgard, Anthony Hopkins
Duração: 114 min
Gênero: Aventura
Ano: 2011
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[Um filme, uma canção] Falling Slowly - Once


Poucos diálogos, muita música. Pode-se dizer que a trilha sonora é a verdadeira protagonista de "Once - Apenas uma vez". No filme, Glen Hansard interpreta um rapaz que sabe o que é sofrer de amores por alguém. Ele ajuda o pai numa assistência técnica de aspiradores de pó e nas horas livres ganha uns trocados tocando seu violão e cantando nas ruas de Dublin, Irlanda. Suas canções, que sempre trazem resquícios de uma antiga paixão, chamam a atenção de uma jovem que trabalha como vendedora de flores também no centro da cidade, interpretada por Marketa Irglova.

A paixão pela música coloca frente a frente esses dois talentosos jovens, que em pouco tempo já demonstram uma afinidade impressionante. O encontro dos dois no filme proporciona belos momentos como a canção "Falling Slowly", que é apenas o início de uma bela parceria que se estende durante todo o filme. Clique no player abaixo e entenda porque a trilha de "Once" conquistou um espaço entre as minhas favoritas:


CURIOSIDADES

- As 10 canções que compõem o filme são de autoria de Glen Hansard.

- O projeto do filme nasceu em 2005, em um show da banda "The Frames" em Dublin. O diretor John Carney encomendou a Glen Hansard, líder da banda, a compor algumas canções para que, a partir delas, o roteiro fosse desenvolvido. Depois de diversos encontros entre os dois, o resultado foram em 10 canções inéditas e um roteiro de 60 páginas.

- As filmagens duraram apenas 17 dias.

- Filme vencedor do Oscar 2007 de Melhor canção original por "Falling Slowly".

– Vencedor do Festival de Sundance de 2007 como melhor filme pelo público.
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As patricinhas de Beverly Hills (Clueless)

Sucesso da década passada e com cara de clássico da Sessão da Tarde, Clueless (pessimamente traduzido no Brasil como "As patricinhas de Beverly Hills) é uma comédia de 1995 que traz Alicia Silverstone no papel da popular adolescente Cher.

O filme foi inspirado num livro de Jane Austen, Emma, romance de 1815 cuja personagem título é descrita como "bonita, inteligente, e rica", mas principalmente mimada e habituada a manipular situações.

Um dos pontos fortes do filme, além das boas atuações, são os diálogos. Esse post do blog Escreva Lola Escreva reúne alguns dos melhores. O chato é que a versão dublada - que, creio eu, foi a que a maioria de nós conheceu - tira a graça de boa parte deles. Por exemplo, na cena em que Christian (Justin Walker) pergunta: "Você gosta de Billie Holiday?", a Cher responde: "Adoro ele!". Com a dublagem a resposta mudou para "adoro!", simplesmente.

Tudo bem que sou suspeita pra falar (sou fã de Clueless desde criança, do tipo que o tinha em VHS e via repetidas vezes até decorar as falas), mas acho que o mérito desse filme é ser tão competente no que se propõe. Não consigo pensar em muitas outras comédias adolescentes que entretenham tão bem e com personagens tão carismáticas. Amy Heckerling, diretora e roteirista, merece elogios pelo ritmo ágil que consegue manter ao longo dos 96 minutos de filme.

Algumas curiosidades

- Já que os diálogos são uma marca registrada do filme, vale destacar uma das marcas registradas dos diálogos: o uso do "whatever", expressão que Clueless ajudou a popularizar e que é usada até hoje.

- Em 2009 houve boatos de que uma sequência do filme seria feita, com a manutenção de Alicia Silverstone e Paull Rudd no elenco.

- Clueless foi um dos primeiros trabalhos de notoriedade da atriz Britanny Murphy, conhecida por filmes como "Sin City" e "Os garotos da minha vida", e que morreu em 2009, com apenas 32 anos.

- Na trilha sonora tem Supergrass, Radiohead e Beastie Boys.

- O filme ocupa a página 847 do livro "1001 filmes para ver antes de morrer".

Dica

Os delírios de consumo de Becky Bloom (EUA, 2009) tem alguns pontos em comum com Clueless: o consumismo e o fato de ser, também, uma comédia que vale a pena.

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As Patricinhas de Beverly Hills
Título Original: Clueless
Direção: Amy Heckerling
Roteiro: Amy Heckerling
Elenco: Alicia Silverstone, Stacey Dash, Brittany Murphy, Paul Rudd.
Duração: 96 min
Gênero: Comédia
Ano: 1995

Reencontrando a Felicidade (Rabbit Hole)

"Um dia, a dor em seu coração pode ser arrancada e transformada em um tijolo que você levará em seu bolso. De vez em quando, você vai olhar pra ele e se perguntar: O que é isso? E logo vai lembrar novamente do que aconteceu. Vai incomodar no início, mas você se acostuma com o tempo."

Ao perguntar à mãe se a dor de perder um filho pode ser esquecida algum dia, Becca (Nicole Kidman) talvez não esperasse uma resposta tão forte e sincera. Segundo Nat (Diane Wiest), não se pode esquecer um episódio como este, mas tentar conviver com isso e seguir em frente.

"Reencontrando a Felicidade", drama dirigido por John Cameron Mitchell (Shortbus - 2006), conta a história de um casal de classe média que passa por um momento complicado na relação. Os dois estão tentando se recuperar da tragédia que aconteceu com o filho há 8 meses. A morte do garoto, que era filho único, desestruturou não só a relação do casal, como também os laços entre Becca, sua mãe e sua irmã.

A história se desenrola à medida que as diferenças do casal vão se manifestando em tela. Becca quer se livrar das lembranças do filho e não permite a aproximação de ninguém que queira trazer uma palavra de conforto (sobretudo religiosa). Já Howie, seu esposo, busca auxílio de outras pessoas para suportar a dor, mas não quer que as lembranças do filho se percam com o tempo. Esse conflito é interessante e ao mesmo tempo estranho ao passo que ambos procuram um ponto que possa justificar suas atitudes no relacionamento. Na verdade, nenhum deles esqueceu o acontecido. Nenhum deles quer esquecer.

O filme passa longe de ser um melodrama ou guia espiritual sobre perda de entes queridos. Mesmo assim, a sua maneira de mostrar os fatos é tão delicada quanto o próprio tema em questão. Grande parte dessa carga dramática do filme vem do desempenho do casal protagonista interpretado por Nicole Kidman e Aaron Eckhart. Ambos estão muito bem em cena e transmitem a emoção necessária para sensibilizar o espectador.
"Felicidade" não seria a palavra mais apropriada para o título de um filme como este. Não que os personagens não estejam querendo reencontrá-la, como sugere o título. Acontece que o caminho é árduo (e infinito, eu diria) até esse objetivo. Felizmente, o filme não segue uma "fórmula auto-ajuda" de como lidar com as dores do luto. Aliás, respostas acerca desse tema o espectador não vai ter, nem mesmo no final (ou seria um novo início?).


Reencontrando a Felicidade
Título Original: Rabbit Hole
Direção: John Cameron Mitchell
Roteiro: David Lindsay-Abaire (obra teatral)
Elenco: Nicole Kidman, Aaron Eckhart, Dianne Wiest, Miles Teller
Duração: 91 min
Gênero: Drama
Ano: 2011
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Exposição fotográfica "Havana dos nossos olhos"

Será realizada em Salvador a 1ª exposição fotográfica "Havana dos nossos olhos". O evento reúne diversas imagens da capital cubana sob o olhar de profissionais do audiovisual, sob a curadoria da jornalista Carollini Assis. A exposição é composta por trinta fotografias coloridas, em sépia e em preto-e-branco, feitas entre março e abril de 2010, durante um curso de Realização Cinematográfica na Escuela de Cine y Televisión de San Antonio de Los Baños por fotógrafos do Brasil, Chile, Colômbia, Cuba e Espanha.

A abertura da exposição acontece dia 16 de maio, segunda, às 19 horas, no espaço da Livraria da Faculdade 2 de Julho (Salvador - BA). A mostra, que é gratuita, permanece em cartaz até dia 23 de maio. A partir do dia 28, a mostra segue para o Sindicato dos Bancários, integrando a II Convenção Baiana de Solidariedade a Cuba, com as presenças de Carlos Rafael Zamora Rodriguez - Embaixador de Cuba no Brasil; Socorro Gomes - Presidente do Cebrapaz e do Conselho Mundial da Paz – CMP; Muniz Ferreira, historiador; Maísa Paranhos, historiadora e Carollini Assis, jornalista, que falará sobre terrorismo midiático. A iniciativa é da Associação José Martí Bahia e Núcleo do Cebrapaz – Bahia.


Evento: Mostra fotográfica coletiva Havana dos nossos olhos
Local e Data: Faculdade 2 de Julho (16/05 a 23/05)
Sindicato dos Bancários (28/05 a 10/06)
Curadoria: Carollini Assis
Fotógrafos: Carlos Maristany (Cuba), Carollini Assis (Brasil), Daniel Restrepo (Colômbia), Giovanny Echeverry (Colômbia), Juan Carlos Llapur (Cuba), Mark Blásquez (Espanha), Melina Vasconcelos (Brasil) e Toño Chouza (Espanha)
ENTRADA FRANCA
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O Albergue Espanhol (L'Auberge Espagnole)

Uma celebração à vida e novas descobertas no velho continente. Assim é "Albergue Espanhol", do diretor e roteirista Cédric Klapisch. Com uma história simples e roteiro bem amarrado, o francês consegue um bom resultado tendo como pano de fundo uma das mais famosas cidades européias.

O filme conta a história de Xavier (Romain Duri), um estudante francês que recebe de um chefe do governo uma ótima proposta emprego caso aceite se mudar provisoriamente para a Espanha. Durante sua estadia em Barcelona, Xavier se dedicaria aos estudos da economia espanhola, além de ter a oportunidade de aprender um novo idioma. O jovem não pensa duas vezes. Deixa a mãe e a namorada na França e parte rumo a uma aventura que lhe reserva boas surpresas.

Logo que pisa no território espanhol, o jovem se dá conta que não será tão fácil viver longe da sua terra natal. Há poucos apartamentos disponíveis para aluguel na cidade, isso o obriga inicialmente a se hospedar na casa de Anne Sophie e Jean Michel, um casal que conheceu no aeroporto da cidade. Felizmente, Xavier encontra vaga num albergue estudantil, uma moradia diferente de tudo que ele havia imaginado.

O lugar não é um exemplo de conforto, pelo contrário. Um pequeno e bagunçado apartamento no centro de Barcelona, onde seus moradores tiveram que aprender a conviver sem desrespeitar o espaço um do outro. No local vivem cinco estudantes de diferentes locais da Europa: um alemão, um italiano, uma espanhola, uma inglesa e um finlandês. O francês Xavier chega para completar o time, marcado pela mistura de nacionalidades.
O ponto-chave do filme é a forma com que os personagens (tão diferentes entre si) conseguem conviver num espaço tão limitado como essa pequena república estudantil. Fica claro ser uma analogia do diretor às próprias nações da União Européia ali representadas. Num mundo perfeito, Espanha, Itália, Alemanha, Inglaterra, Finlândia e França viveriam respeitosamente como aqueles estudantes.

Interessante ressaltar que mesmo falando de imigrantes e globalização, o filme não cai no erro de estereotipar nenhuma nacionalidade. Um bom exemplo de que o diretor pensou nessa possibilidade foi incluir um personagem "engraçadinho" que tenta fazer isso durante o filme e é rejeitado pelos demais.

Tudo no filme é mostrado de forma leve e descontraída, desde um professor catalão que se recusa a dar aulas em castelhano, a uma jovem inglesa que quer só "dar uns pegas" num americano. "O Albergue Espanhol" é um bom retrato da juventude européia com o mérito de conseguir retratar a convivência entre diferentes povos sem qualificar este ou aquele país.



O Albergue Espanhol
Título Original: L'Auberge Espagnole
Direção: Cédric Klapisch
Roteiro: Cédric Klapisch
Elenco: Romain Duris, Judith Godrèche, Audrey Tautou, Cécile De France, Kelly Reilly, Cristina Brondo, Federico D'Anna, Barnaby Metschurat
Duração: 122 min
Gênero: Drama | Comédia | Romance
Ano: 2002

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Across the Universe

Encantadoramente maravilhoso. Não encontro palavras melhores que essas para descrever o quanto gostei desse filme. "Across the Universe" é um musical com canções dos Beatles. A película tinha basicamente dois caminhos a seguir, ou seria um fracasso por estar tão ligada a imagem de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, ou poderia ser um ótimo trabalho. O único questionamento que me fiz foi: "porque ninguém pensou nisso antes?" E a resposta que me vem é sem dúvida satisfatória: " Tinha que ser em um momento certo, com uma produção certa, para assim sair um grande trabalho", como de fato ocorreu.

O filme conta à história do jovem Jude (Jim Sturges - "A Lenda dos Guardiões"), um rapaz de Liverpool que decide largar mãe, namorada e emprego para viajar até os EUA em busca de notícias sobre o paradeiro de sue pai. Lá, cria uma forte amizade com Max (Joe Anderson - "O Amor Acontece") e juntos se mudam para Nova Iorque. Em uma visita da irmã de Max, Lucy (Evan Rachel Wood - "Tudo Pode Dar Certo") apaixona-se pela garota e juntos vivem uma bela história de amor.

O enredo é contado pelos distintos caminhos percorridos pelos personagens até que todos estejam reunidos já pela metade da história. No filme ainda temos a jovem Prudence (T.V. Carpio), a cantora Sadie (Dana Fuchs) e o músico Jo-Jo (Martin Luther McCooy). O filme conta também com as participações especiais de Bono, vocalista do U2, Joe Cocker e Salma Hayek.


Muito atento à década em que se passa, o filme representa muito bem um mundo imerso na Guerra do Vietnã, com todos os conflitos da década de 60 retratados no drama, inclusive as organizações contrarias a guerra e as suas manifestações nas ruas. Conta também com um figurino muito bem elaborado.

A bela trilha sonora, com as músicas dos Beatles muito bem representadas, são colocadas dentro dos acontecimentos do filme por muitas vezes são o próprio diálogo. O filme passeia pela mais variadas fases da banda de garotos de Liverpool, do seu rock inicial até as músicas de sua fase mais psicodélica. Entre as minhas favoritas interpretações estão: I Wanna Hold Your Hand, interpretada por Prudence para um amor não correspondido, e "Let It Be" cantada por um garotinho escondido atrás de um carro no meio das explosões da guerra.

Dou nota 9 (nove) a esse belo filme da diretora Julie Taymor (mais conhecida pela direção do musical "O Rei Leão na Broadway"), e finalizo indicando-o a todos como um grande trabalho que merece ser assistido.


Across the Universe
Título Original: Across the Universe
Direção: Julie Taymor
Roteiro: Julie Taymor, Dick Clement
Ian La Frenais
Elenco: Evan Rachel Wood, Jim Sturgess, Joe Anderson
Duração: 133 min
Gênero: Drama | Música | Aventura | Romance
Ano: 2007

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[Resultado da Enquete] Grandes mães do cinema

O cinemosaico homenageia hoje aquelas mulheres especiais que não medem esforços para levar felicidade aos lares de todo o mundo: as mães. O post a seguir é resultado de uma enquete que fizemos recentemente na qual perguntamos "Quais foram as personagens-mães mais marcantes do cinema?". Selecionamos as 10 mães cinematográficas mais lembradas entre os leitores. Veja:
Amizade, independência e solidariedade, são sentimentos que unem a família de Antonia. Na história, a memorável personagem de Willeke van Ammelrooy vive numa pequena fazenda do interior da Holanda onde passa seu último dia de vida relembrando vários momentos marcantes cercada das pessoas que mais ama. (via @DeiseLuz e @FlavioCiso)

A infância do cantor Ray Charles teria sido muito mais complicada sem a presença de Aretha Robinson. A mãe do garoto lutou para dá-lo a melhor educação mesmo em situação financeira ruim. Além disso, a mãe do garoto foi fundamental para ajudá-lo a superar os traumas da perda de visão aos 7 anos de idade. (via #PatriciaNascimento)

A personagem de Drew Barrymore vive os dilemas de ter engravidado ainda na adolescência. A jovem é obrigada a casar e por conta da gravidez, desiste provisoriamente de se tornar escritora. (via @amaurirenan)

Mãe de três filhos, profissional inovadora e empreendedora de sucesso. Erin Brokovich (Julia Roberts) cativa o público com sua persistência e vontade de crescer mesmo em tempos de crise. (via #LynnColling e @jussarapromo)

Mary (Mo'nique) é a mãe de Clarisse "Precious" Jones, uma garota obesa, pobre e com dificuldades de se relacionar. Grande parte dessas características de "Precious" são consequências dos inúmeros abusos morais cometidos por seus pais dentro de casa. Um não-exemplo de mãe a seguir. (via @erickacris)

Mais de 50 anos se passaram e a obra de Hitchcock ainda é considerada por muitos o melhor thriler de todos os tempos. A história gira em torno de uma secretária que durante uma fuga para se casar erra o caminho e vai parar num velho motel administrado por um simpático rapaz. Norman Bates, no entanto, demonstra ser atormentado pela figura repressora de sua mãe, que é a responsável por um desfecho surpreendente na história. (via @msdenardin)

Uma mulher que ajudou o filho a superar as dificuldades na infância e o ensinou que uma deficiência nas pernas não poderia ser motivo do mesmo deixar de sonhar. Durante todo o filme, Forrest sempre lembra dos ensinamentos da mãe. A Sra. Gump (Sally Field) foi uma figura fundamental na formação do caráter do filho. (via @LyanaMunt @erickacris)

Selma é uma imigrante do leste europeu que vai para os Estados Unidos junto com o filho. Mesmo lutando contra uma doença hereditária que afetará a sua visão e a do menino, Selma encontra tempo para demonstrar todo o seu amor pela música, em performances emocionantes durante o filme. Um trabalho notável da cantora Björk. (via @raspante)

Senhora Muller é mãe de um garoto negro do Bronx que desconfiam estar sendo abusado sexualmente por um padre numa escola tradicional católica. Uma rápida e inesquecível interpretação de Viola Davis que lhe rendeu a indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante. (via @JLinno)

Em meio a tempos de repressão na Ditadura Militar, a estilista Zuzu Angel (Patrícia Pillar) foi até as últimas consequências para descobrir a verdade sobre o desaparecimento do seu filho. (via #Deusaharthor)

Seja no cinema ou na vida real, as mães merecem todo o nosso reconhecimento.
Espero que tenham gostado da lista.
Obrigado a todos que participaram. Até a próxima!
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