O filme Morning Glory (título no Brasil: Uma Manhã Gloriosa) chegou aos cinemas em 2010 sob a direção de Roger Michell (Notting Hill, Venus). A história acompanha Becky Fuller (Rachel McAdams), uma produtora de televisão talentosa e cheia de energia que, após ser demitida de um emprego em Nova York, aceita a posição de produtora executiva do “Daybreak”, um programa matinal de baixa audiência em Nova Jersey.

Determinada a salvar o programa, Becky contrata o lendário âncora Mike Pomeroy (Harrison Ford), um jornalista premiado que despreza o formato de programa matinal e prefere hard news. Ao lado da âncora veterana Colleen Peck (Diane Keaton), Becky precisa lidar com egos inflados, improvisos ao vivo e a pressão da diretoria para melhorar os números de audiência.

O roteiro, escrito por Aline Brosh McKenna (O Diabo Veste Prada), aposta no humor leve e nas situações caricatas do mundo do telejornalismo. O contraste entre o rigor de Pomeroy e a energia otimista de Becky gera diálogos afiados e momentos genuinamente engraçados. Rachel McAdams entrega uma protagonista carismática e determinada, enquanto Harrison Ford surpreende no papel de um âncora ranzinza – uma atuação que foge de seus personagens mais conhecidos.

Diane Keaton também brilha como a apresentadora que já viu de tudo no formato matinal. O trio tem boa química e sustenta a narrativa, mesmo quando o roteiro recorre a clichês do gênero “bastidores da TV”.

A direção de Roger Michell mantém um ritmo ágil, e a fotografia captura bem o caos controlado de uma produção ao vivo. Embora não seja uma obra‑prima, Morning Glory cumpre o que promete: entretenimento leve e bem‑humorado para toda a família.

Para quem gosta de comédias sobre o universo da televisão ou busca um filme descompromissado para uma sessão da tarde, Uma Manhã Gloriosa é uma escolha agradável. A crítica do Cinemosaico recomenda a sessão – de preferência com uma xícara de café ao lado.