As comédias românticas são um dos gêneros mais queridos do cinema, mas também um dos mais previsíveis. Quem já assistiu a mais de uma dúzia sabe que certos clichês são praticamente obrigatórios. Do encontro acidental ao gesto grandioso no aeroporto, essas fórmulas se repetem década após década – e continuam funcionando. Neste artigo, listamos alguns dos clichês mais comuns que definem (e por vezes limitam) as comédias românticas.

O encontro acidental (meet-cute). É talvez o clichê mais emblemático. Os protagonistas se encontram de forma inusitada: esbarram na rua, trocam de malas, dividem um táxi ou se enfrentam por um táxi. Esse encontro geralmente termina em uma discussão ou em um momento constrangedor, mas já fica claro que há uma química especial.

A identidade falsa. Muitas comédias românticas envolvem um dos personagens escondendo quem realmente é. Pode ser uma jornalista se passando por outra pessoa, um executivo fingindo ser um trabalhador comum, ou um herdeiro que omite sua fortuna. Quando a verdade vem à tona, a confiança é abalada – mas tudo se resolve no final.

O triângulo amoroso. Não pode faltar um triângulo (ou quadrado) amoroso. A protagonista se vê dividida entre dois interesses românticos: um que parece perfeito no papel, mas não desperta paixão; e outro que é imprevisível, mas a faz sentir viva.

A grande declaração pública. O clímax é quase sempre um gesto público e grandioso. Pode ser correr atrás da pessoa no aeroporto, interromper um casamento, ou fazer um discurso em frente a uma multidão. É o momento em que o amor vence todos os obstáculos.

Esses clichês são tão antigos quanto o próprio gênero. Ainda assim, quando bem executados, conseguem emocionar e entreter. Afinal, parte da graça de uma comédia romântica é justamente saber o que vai acontecer – e torcer para que aconteça.

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