Em 2011, Wes Craven trouxe de volta a icônica franquia de terror que ajudou a redefinir o gênero nos anos 90. 'Pânico 4' (ou 'Scream 4') chega aos cinemas mais de dez anos após o terceiro filme, trazendo de volta Sidney Prescott (Neve Campbell), Gale Weathers (Courteney Cox) e Dewey Riley (David Arquette) para uma nova rodada de assassinatos em Woodsboro.

O longa-metragem segue a estrutura clássica da série: uma abertura chocante, regras para sobreviver a um filme de terror moderno e um assassino mascarado que parece estar sempre um passo à frente. Desta vez, o alvo inclui uma nova geração de jovens conectados, o que rende boas piadas sobre a cultura do Twitter, Facebook e dos filmes de terror 'rebootados'.

Kevin Williamson, roteirista original, retorna para escrever um texto que tenta equilibrar o slasher tradicional com a autoparódia. Em vários momentos, a sensação é de déjà vu, mas as cenas de suspense são eficientes e algumas mortes são criativas. O terceiro ato reserva reviravoltas que os fãs vão apreciar, mesmo que não sejam tão impactantes quanto as revelações do primeiro filme.

O elenco novo – Emma Roberts, Hayden Panettiere, Rory Culkin – se sai bem, e a dinâmica entre os personagens mantém o interesse. O diretor Wes Craven demonstra domínio do ritmo, ainda que o filme se estenda um pouco na metade final.

No fim, 'Pânico 4' é uma sequência respeitosa que entrega sustos e nostalgia para quem acompanha a série desde o início. Não revoluciona, mas diverte. Para os fãs do gênero, é uma sessão obrigatória.

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