O Diabo Veste Prada é um daqueles filmes que definiram uma geração. Lançado em 2006, adaptado do livro de Lauren Weisberger, o longa-metragem dirigido por David Frankel conquistou crítica e público ao retratar com humor e inteligência os bastidores do mundo da moda.
Inspirado no best-seller homônimo, o filme oferece um olhar afiado sobre a indústria da moda e as relações de poder nos altos escalões. David Frankel dirige com elegância, mas são os atores que elevam o material a um novo patamar.
A trama acompanha Andy Sachs (Anne Hathaway), uma jovem recém-formada que consegue um emprego como assistente de Miranda Priestly (Meryl Streep), a temida editora-chefe da revista Runway. O que parece ser uma grande oportunidade logo se transforma em um verdadeiro teste de resistência, enquanto Andy precisa lidar com as exigências absurdas e a personalidade intimidadora de sua chefe.
O grande trunfo do filme é, sem dúvida, a atuação de Meryl Streep. Sua Miranda Priestly é fria, calculista e elegante, capaz de intimidar com um simples olhar. A famosa cena do "cinto azul" se tornou um dos momentos mais icônicos do cinema dos anos 2000. Anne Hathaway também brilha, mostrando a transformação de Andy de uma ingênua aspirante a jornalista para uma profissional de alta performance que precisa questionar seus próprios valores.
O figurino, assinado por Patricia Field, é outro grande destaque. As roupas contam a história da evolução de Andy e simbolizam seu mergulho no universo fashion. O filme levanta questões atemporais sobre ambição, ética, identidade e o preço do sucesso. Até onde vale a pena ir para realizar os próprios sonhos? O Diabo Veste Prada não oferece respostas fáceis, mas apresenta um retrato cativante e, por vezes, ácido dessa jornada.
Mais de uma década e meia depois, o filme continua relevante, ganhando novas interpretações. Mais do que um simples filme sobre moda, é um estudo de personagem e uma crítica social envolvente. Imperdível.

Excelente filme! Meryl Streep está simplesmente fantástica. O final então, nem se fala. Um dos melhores exemplares do cinema da década.