Sem Limites (Limitless, 2011) é um filme dirigido por Neil Burger que nos apresenta Eddie Morra (Bradley Cooper), um escritor nova-iorquino que enfrenta um bloqueio criativo e uma vida pessoal desastrosa. Tudo muda quando ele conhece o ex-cunhado Vernon (Johnny Whitworth), que lhe oferece uma amostra de NZT-48, uma droga experimental que supostamente permite que o cérebro utilize 100% de sua capacidade.
Após tomar a primeira pílula, Eddie experimenta uma transformação radical: a mente fica clara, as conexões são feitas num instante, e ele consegue aprender novas habilidades e resolver problemas complexos com facilidade. Ele começa a escrever um romance brilhante, investir na bolsa de valores e ascender socialmente. Porém, os efeitos colaterais são perigosos: dores de cabeça, lapsos de memória e uma sensação de dependência. Além disso, outras pessoas descobrem o poder da droga e fazem de tudo para obtê-la.
A trama é um thriller psicológico que levanta questões éticas sobre o aprimoramento cognitivo e os limites do ser humano. Bradley Cooper entrega uma atuação convincente, passando da vulnerabilidade à autoconfiança exagerada. A direção de Neil Burger utiliza recursos visuais interessantes, como planos subjetivos e movimentos de câmera que representam o estado alterado de Eddie. A trilha sonora também contribui para o clima tenso e frenético.
Apesar de empolgante em muitos momentos, o filme peca por um roteiro que prioriza o ritmo em detrimento do aprofundamento dos personagens coadjuvantes. A trama se desenrola de forma previsível em alguns pontos, e o desfecho pode deixar um gosto de "quero mais" – no sentido de que algumas questões ficam em aberto. Ainda assim, Sem Limites é uma obra que entretém e gera discussão sobre o uso de substâncias para potencializar a mente.
Para quem gosta de ficção científica com pés na realidade, é uma boa pedida. Recomendo assistir sem expectativas exageradas e aproveitar a viagem alucinante que o protagonista nos proporciona.
