Em 2011, o diretor Neil Burger entregou um thriller de ficção científica que prende a atenção do início ao fim. Sem Limites (Limitless) acompanha Eddie Morra (Bradley Cooper), um escritor fracassado que descobre uma droga experimental chamada NZT, capaz de desbloquear o potencial máximo do cérebro. O que parece uma solução milagrosa rapidamente se transforma em uma jornada perigosa, repleta de consequências imprevistas.
A atuação de Cooper é um dos pontos altos: ele transita com naturalidade entre a insegurança inicial de Eddie e a confiança arrogante que a droga proporciona. O filme utiliza efeitos visuais criativos para representar a mente turbinada do protagonista, com telas flutuantes, mapas mentais e uma edição acelerada que traduz o estado alterado de consciência.
O roteiro, baseado no livro The Dark Fields de Alan Glynn, mantém um ritmo ágil e equilibra suspense, ação e momentos de humor. Embora não se aprofunde nas questões éticas do uso de substâncias que amplificam a inteligência, a trama oferece entretenimento inteligente e algumas reviravoltas bem construídas.
A fotografia de Jo Willems e a trilha sonora de Paul Leonard-Morgan contribuem para o clima de tensão crescente, especialmente na segunda metade, quando Eddie precisa lidar com inimigos poderosos e os efeitos colaterais da NZT. O desfecho deixa margem para interpretação, mas fecha a história de forma satisfatória.
Para quem busca um thriller com premissa original e ritmo dinâmico, Sem Limites é uma excelente pedida. Não é uma obra-prima, mas cumpre o que promete: entreter e fazer pensar. Vale a pena conferir.
