Globo de Ouro 2012

News | Veja os indicados ao Globo de Ouro 2012

Filme mudo e em preto e branco lidera a lista com 6 indicações

Gato de Botas

Crítica | Gato de Botas (Puss in Boots)

Spin-off divertido com um toque latino

Operação Presente

Crítica | Operação Presente (Arthur Christmas)

Um presente de natal para crianças e adultos

Best-sellers no cinema: ver ou não ver?

Deise Luz / @Deiseluz

Esta semana ganhei de presente uma cópia piratex de "Comer, Rezar, Amar", o que levantou em mim a velha questão: ser ou não consumidora deste tipo de mercado informal? Mentira. A questão que se levantou em mim foi a das adaptações de livros de auto ajuda para o cinema. Como proceder? Há duas possibilidades: assumo meu preconceito e sigo firme e forte ignorando essas produções, ou deixo de ser rabugenta e decido dar uma chance a a elas? Afinal, né, se tantas pessoas gostam, porque não considerar que pode sim haver algo de bom por ali?

Daí que pensando em quais foram os últimos sucessos cinematográficos do gênero (auto ajuda/best-sellers), cheguei aos seguintes títulos:

Comer, rezar, amar (Eat, pray, love - 2010)
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Ganhei o filme, mas ainda não vi. Então o que posso dizer todo mundo sabe: é a velha história da mulher rica-bonita-bem-e-sucedida, mas que, por algum desses mistérios da vida, não está de todo feliz, e parte em busca da descoberta dos pequenos prazeres que fazem a diferença etc etc... Se eu fosse elencar motivos favoráveis para ver o filme, estes seriam Javier Bardem (que interpreta um brasileiro) e James Franco (que eternamente me remeterá ao Harry Osborn de Spider-man), e se eu fosse elencar um motivo desfavorável este seria Julia Roberts, porque eu realmente implico gratuitamente com a moça.

Marley & Eu (Marley & Eu - 2008)
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Esse todo mundo já viu, mas admitindo a possibilidade de alguém não tê-lo visto, podemos concluir que a tal pessoa não teria muita dificuldade em advinhar-lhe a sinopse. Casal que adota cachorro; cachorro que muda a vida do casal. O motivo para vê-lo e para não vê-lo seria, para mim, exatamente o mesmo: é um filme sobre cachorro. Quem gosta de cachorro vai querer ver, mas, por outro lado, pode se arrepender um bocadinho, já que esse tipo de filme (sobre relação de companheirismo envolvendo cãezinhos) sempre acaba em lágrimas pra quem é sensível demais (meu caso).

O Caçador de Pipas (The Kite Runner - 2007)
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Não sei muito sobre ele não, mas minha amiga disse que é mega triste.

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E vocês, tem preconceito com os best-sellers adaptados pro cinema?

Toy Story 3 (2010)

♪  ♪  ♪  ♪  ♪  ♪  ♪  ♪ (8/8)
Felipe Martins / @felippemcc

Qual a criança que nunca imaginou que seus brinquedos têm vida? É a brincadeira favorita de todas elas, que sempre os imagina como seus heróis e vilões favoritos. Surge daí a ideia para a turma da Pixar criar sua primeira animação e inovar no mercado 3D. Sucesso desde o primeiro filme, em 1995, Toy Story agradou principalmente as crianças e adolescentes.
Posteriormente em 1999 a continuação da história conquistou um novo público. Não só as crianças da época, mas também os seus antigos admiradores que já eram adolescentes e adultos. Muitas especulações sobre a possibilidade de um terceiro filme surgiram na ocasião, mas nada foi confirmado. 11 anos depois do segundo filme (15 anos depois do primeiro) foi lançado Toy Story 3, um dos mais amados filmes de animação dos últimos anos que fez muito marmanjo se emocionar.
Na história, Andy já está mais velho e prestes a entrar na faculdade. Com isso, surge a necessidade de se desfazer dos seus brinquedos, mas essa tarefa não será nada fácil, já que o garoto tem um apego muito grande a eles. Então a dúvida: doar os brinquedos ou guardá-los no sótão? Pouco antes de se despedir de sua casa e guardar os brinquedos, Andy não imagina que um pequeno incidente vai mudar de vez o rumo dos seus pequenos amigos.
Com o enredo leve e recheado de clichês do cinema, mais uma vez a turma de brinquedos do Andy conquistou adultos e crianças, tornando-se a maior bilheteria de filmes de animação de todos os tempos. Grande é a possibilidade de levar o Oscar de melhor animação, mas o pessoal da Pixar quer mais, recentemente lançaram uma campanha para que o filme concorra também ao Oscar de melhor filme, repetindo os feitos de A Bela e a Fera (1991) e Up Altas Aventuras (2009).

Bilionários por acaso: A criação do Facebook

João Linno / @JLinno

"Uma história de sexo, dinheiro, genialidade e traição" (não necessariamente nessa ordem). Bilionários por acaso, livro que deu origem ao tão aguardado filme A Rede Social, narra a história por trás da criação de uma das maiores empresas do segmento de internet, o Facebook. Atualmente, essa é a maior rede social do mundo, com cerca de 574 458 400 milhões* de usuários cadastrados, mas nem sempre foi assim.

Eduardo Saverin e Mark Zuckerberg, ambos estudantes de Harvard, iniciam ainda na faculdade um projeto que iria mudar para sempre a vida dos dois. O thefacebook (como era chamado inicialmente), era apenas mais um site que tinha o objetivo de conectar os estudantes de Harvard através da internet e acabou se transformando num grande império entre as empresas de web, num universo até então pouco explorado, as redes sociais.

Partindo do ponto de vista de personagens distintos, o livro revela os bastidores de uma história cheia de situações que nos levam a refletir como uma amizade pode morrer em virtude da ganância de uma das partes - a velha história do "amigos, amigos, negócios à parte". Eu diria que dinheiro, traição e até mesmo um pouco de sorte, são os elementos que guiam a narrativa (não se engane com o "Uma história de sexo..." no subtítulo).

Ben Mezerich consegue de maneira genial abordar as questões presentes na criação do site, sem se prender aos detalhes técnicos. Portanto, se você não é um nerd ou tampouco entende de programação, pode ler numa boa. Bilionários por acaso não é a história de um site, é uma história de vida e tal como um organismo vivo, é feito de emoções, amizades e rivalidades, ideias e sentimentos, coisas que nenhuma linguagem de programação podem transcrever.

* dados do http://www.facebakers.com/facebook-statistics/ (em 26/11/2010)

TOP 10 - Famosos em Springfield

Barbara Bahia / @BinhaBahia

New York que nada, badalado mesmo é Springfield!

A cidade que os artistas mais freqüentam é, sem sombra de dúvidas, Springfield. Também não poderia ser diferente, já que a cidade possui entre os seus habitantes a ilustre família Simpson.

Criada em 17 de Dezembro de 1989 por Matt Groening, Os Simpsons é a série animada mais duradoura da história. O desenho já faturou 18 prêmios Emmy, o mais concorrido da televisão americana, e foi aclamado como o melhor programa de TV no século 20 segundo a revista americana Time em 1999. Os Simpsons ficaram tão famosos que os artistas chegam a pedir para participarem da série.

Veja a nossa lista com os 10 mais famosos que participaram da série Os Simpsons:

 1°) J K Rowling (Autora de Harry Potter)
» The Regina Monologues (4º episódio da 15ª temporada)

2°) Michelle Obama (Primeira-dama Americana)
» Stealing First Base (15º episódio da 21ª temporada)

3°) Paul McCartney
» Lisa the Vegetarian (5° episódio da 7ª temporada) 

4°) Metallica
» The Mook, the Chef, the Wife and Her Homer (1º episódio da 18ª temporada)

5°) Tom Hanks
» Os Simpsons - O Filme

6°) Blink 182
» Barting Over (11º episódio da 14ª temporada)

7°) Ronaldo "Fenômeno"
» Marge Gamer (17º episódio da 18ª temporada)


8°) Rolling Stones
» How I Spent My Strummer Vacation (2º episódio da 14ª temporada)

9°) Arnold Schwarzenegger
» Os Simpsons - O Filme

10°) Green Day
» Os Simpsons - O Filme

Harry Potter e as Relíquias da Morte | A pré-estreia

♪  ♪  ♪  ♪  ♪  ♪  ♪  ♪ (8/8)
Felipe Martins / @Felippemcc

"O menino que sobreviveu, caminha até a morte." (Lord Voldemort)

Fiquei encarregado aqui no Blog de cobrir a pré-estreia deste filme (nada mais justo, já que sou fã da saga, enquanto os outros colaboradores não são). Porém, não dá para falar somente da tão esperada pré-estreia considerando apenas o dia em que aconteceu. A expectativa em torno do sétimo filme da franquia foi um episódio à parte. Enquanto a Warner Bros cumpria o seu papel de divulgação convencional do filme, fãs de todo o mundo se uniam para divulgá-lo em meios "menos" comercias. Uma prova disso foram às constantes #Hashtags no twitter, que, durante mais ou menos um ano, indicavam que em breve o filme estrearia. Além, é claro, de comunidades no Orkut, sites de fãs, encontros reais, dentre outros.
Na minha empreitada para conseguir um bom lugar durante a sessão, cheguei no shopping por volta das 16h da quinta-feira, dia 18/11/2010. Muitos fãs já estavam lá caracterizados como personagens específicos da série, ou como estudantes de magia comuns. Uma grande animação tomava conta do grupo, muitos jogos e brincadeiras para passar o tempo, já que a sessão só iniciaria as 23h:55min. Pelo visto, todo o sacrifício valeu a pena, já que o filme agradou bastante aos fãs da série que estavam presentes.
Eu, @inaiarabianca, @vonpiro e os demais pottermaníacos.
A frase inicial desta postagem foi extraída de uma das falas do Lord Voldemort no livro Harry Potter e as Relíquias da Morte (e provavelmente estará na parte 2 do filme homônimo) e resume bem o que vemos nesse filme. Pela primeira vez o trio bruxo que protagoniza a franquia não está em Hogwarts (um dos colégio-internato para educação bruxa), no qual a maioria dos acontecimentos eram ambientados nos outros filmes/livros.
Este filme mostra a maturidade de Harry Potter (Daniel Radcliffe), Hermione Granger (Emma Watson) e Rony Weasley (Rupert Grint) neste começo de guerra. A busca pelas horcrux (objetos responsáveis pela imortalidade do Lord das Trevas) é o centro do filme. Porém outros acontecimentos dão uma pitada de drama à película, como a separação do trio e o passado de Alvo Dumbledore.
Duas coisas são incontestáveis. A primeira é que, até então, esta é a parte mais bem adaptada da saga, principalmente devido a divisão em duas partes do último livro. E a segunda, é que a personagem Hermione Granger muito bem interpretada por Emma Watson carrega em si o desenrolar da história. Entre o trio principal é a mais preparada.
O clima sombrio sempre presente no longa, junto as inúmeras perdas de personagens queridos, fortalecem a maturidade da história e ambienta o início de uma guerra que ocorrerá em sua totalidade na parte 2. Os recursos técnicos, como trilha sonora e fotografia são espetaculares, tanto que este último tem grandes chances de quem sabe, finalmente levar um Oscar. 

Entrevista com Eden Wiedemann

Barbara Bahia / @BinhaBahia

A publicidade utilizando os recursos presentes nas mídias sociais é um fenômeno em ascensão no Brasil. As empresas têm se adaptado a nova realidade mercadológica e parecem ter percebido a importância de novas estratégias para novos consumidores. Eden Wiedemann sabe bem o que isso significa. Com quase 15 anos de atuação no mercado publicitário e pouco mais de um ano e meio trabalhando com mídias sociais, Eden investe tempo e dedicação na Agência Dani Mirella para buscar soluções criativas de comunicação para clientes cada vez mais exigentes. Nessa entrevista, Eden Wiedemann fala sobre essa nova realidade e seu trabalho frente a uma agência que é referência no segmento de mídias sociais:
CINEMOSAICO - Qual a sua formação, especialidade e atuais projetos?

Eden Wiedemann - Eu sou publicitário. Atualmente eu trabalho como planner na Dani Mirella, que é uma agência voltada ao planejamento de criação em mídias sociais, e tenho projetos para conseguir ganhar dinheiro com isso, estamos bem encaminhados (risos).

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@cinemosaico - Você se define na web como um publicitário, cínico, nerd e ácido. Como funciona essa mistura no desenvolvimento dos seus trabalhos?

@RealEden - Me causa mais problemas do que me traz vantagens (risos), na verdade eu diria que eu tenho uma boca maior do que devia, mas mesmo assim é interessante. O meu jeito de ver o mundo de forma crítica faz com que eu consiga buscar soluções diferentes, ver as coisas fora da caixa. Quando eu digo que sou cínico, cretino, etc e tal, é mais uma forma de fazer as coisas de um modo diferente e tentar fugir do lugar comum, isso ajuda muito quando se está trabalhando num universo novo como as mídias sociais. Não me causou problemas de fato. De vez em quando a turma tira minha senha do twitter, me coloca de castigo por alguma coisa que eu falei, nada de mais (risos).
@cinemosaico - Ao longo de sua carreira, com quais marcas/clientes você já trabalhou?

@RealEden - Eu vou resumir à Dani. A Dani Mirella atende hoje bons clientes, temos projetos para a Kraft (Club Social, BIS), trabalhamos também com a VIVO, Walmart, Plaza Shopping, Shopping Tacaruna, Rede Globo, Renaut... Temos muitos projetos em desenvolvimento e alguns eu não posso contar, senão os clientes puxam minha orelha. Mas atualmente a Dani trabalha mais com clientes nacionais do que locais. A agência fica em Recife/PE, mas nós atendemos clientes de todo o Brasil.

@cinemosaico - Alguma história curiosa durante esses anos de publicidade?

@RealEden - São muitas (risos). Uma história interessante, ainda falando sobre mídias sociais, aconteceu quando eu (com minha boca grande demais) estava no twitter e falei mal de um cliente, achando que naquela hora da noite ele não veria. Cinco minutos depois o cliente me ligou e eu tive que pedir desculpas oficialmente e prometer que nunca mais iria twittar nada de errado a respeito dele.
@cinemosaico - A publicidade online tende a fortalecer a publicidade tradicional em quais aspectos?

@RealEden - Eu não diria fortalecer, mas também acho que não irá enfraquecer. Os dois tipos de publicidade (tradicional e online) têm características diferentes. Durante uma das minhas palestras eu citei um exemplo interessante: Se alguém quer comprar um C3, não vai diretamente ao site da Citroën para decidir se compra ou não, ele vai perguntar aos donos de C3 o que eles acham do carro. E como a pessoa fica sabendo que o C3 existe? Sim, através da mídia tradicional, logo, as duas mídias se complementam. Existem produtos que são lançados exclusivamente para as mídias sociais, mas eu ainda acho que isso é balela, a mídia tradicional ainda funciona muito bem e as coisas vão andar juntas durante muito tempo.
@cinemosaico - Quais são os cases de publicidade mais bem sucedidos da web na sua opinião?

@RealEden - Internacional, eu gosto muito da campanha australiana "Melhor emprego do mundo", foi fantástica. Campanhas nacionais eu gosto da "árvore de BIS" e o "porto cai na rede", que nos rendeu bons resultados.
@cinemosaico - No universo das novas mídias, quais ferramentas tem realmente um grande potencial para a publicidade e quais são apenas "modinhas"?

@RealEden - Falar em modinha é complicado porque todo dia surge uma nova modinha e eu acho que todas elas têm potencial, depende da forma que são utilizadas.  Já conseguimos fazer uma campanha no formsprings, inclusive bem antes da FIAT fazer a maior coletiva do mundo, e os resultados foram muito bons. As pessoas também dizem que o Orkut vai se acabar e isso não é verdade, as classes C, D e E ainda estão bem presentes no Orkut, as classes A, B e parte da C está apenas migrando para o facebook, e o twitter também tem tudo para se fortalecer ainda mais. Na verdade é tudo um processo de substituição: tínhamos o MIRC, que foi substituído pelo ICQ, logo depois veio o MSN e hoje temos Twitter. Eu falo mais com as pessoas pelo Twitter do que pelo MSN hoje em dia. Recentemente aconteceu um episódio curioso lá na agência. Um de nossos clientes foi nos fazer uma visita e tocou duas vezes a campainha do escritório, como ninguém atendeu, ele tuitou: "pessoal da @danimirella, venham atender a campainha", rapidamente foi umas quatro pessoas atendê-lo (risos).
@cinemosaico - O que é mais gratificante nas suas experiências em palestrar sobre Marketing?

@RealEden - Às vezes eu me divirto mais do que o pessoal que assiste. Eu gostaria muito que as pessoas fossem mais participativas, mas elas ainda têm aquele medinho de falar besteira, o que é uma pena. Eu defendo sempre que não existe "o especialista", logo, qualquer pessoa pode dar uma idéia que eu não tinha percebido, pode achar uma nova vertente, uma falha num projeto meu, ou até me dar uma boa sugestão. As minhas palestras em algumas faculdades ajudam a turma a perceber um universo que eles não tinham captado ainda, isso é muito interessante.

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@cinemosaico - Já que em sua profissão é necessário conhecer lugares, tendências, ler muito e estar sempre se atualizando, queremos saber algumas das suas preferências:

Filme favorito: Que pergunta capciosa... A gente tem um projeto na Dani que se chama clube do filme, onde toda semana nós fazemos comentários sobre cinema e destacamos os cinco filmes que mais impactaram durante aquela semana, é difícil falar apenas um. Peixe Grande (Tim Burton), talvez seja o que me causou mais impacto. Toda vez que eu assisto eu choro que nem criança (risos).
Um Livro: Eu sou muito fã de Bernard Cornwell, então eu vou falar uma trilogia. A trilogia do Graal, que eu acho fantástica

Uma viagem: Eu sou meio "consumistazinho",  então os parques da Disney são uma boa opção pra bagunçar um pouco.

Uma paixão nerd: Séries. Eu acompanho 28 séries. Levo o notebook até no banheiro para ver (risos).

Uma frase: "Até um pé-na-bunda lhe empurra pra frente."
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Conheça mais do trabalho de Eden Wiedemann em:
http://umpassinhoafrente.com.br
http://twitter.com/realeden

Momento #riceguy no "Queremos falar de música"

João Linno / @JLinno

Olá pessoas! Querem saber os Cd's que ando ouvindo ultimamente e aqueles que marcaram minha vida de alguma forma? Visitem o http://queremosfalardemusica.blogspot.com/ e confiram a minha participação no blog dessa turma.
 
O "Queremos Falar de música", foi criado pela blogueira (e guitarrista) Marina Benetti com colaboração de seus amigos (e também músicos) Wanderson Rodrigues, Jonathan Freyburg e Gregori Oliveira, quatro amigos apaixonados por música que, ao invés de falar de cinema, teatro, livros, política (como nós do mosaico), abriram um espaço para falar somente de música, que também faz parte da nossa mistura de temas, não é mesmo?

#ficadica

Juntos pelo Acaso - Choro, fraldas e altas confusões

♪  ♪  ♪  ♪  ♪  ♪  ♪  (4/8)
João Linno / @JLinno

Você é uma daquelas pessoas que não espera muita coisa de uma comédia romântica? Eu também. Esse gênero está longe de ser a preferência da maioria dos homens na hora de ir ao cinema (exceto quando a patroa está junto). Felizmente de uns tempos pra cá, alguns desses filmes tem fugido um pouco da fórmula conto de fadas engraçadinho, justamente para alcançar um público maior - o mesmo aconteceu com as animações que agora não são mais restritas ao público infantil. No caso das comédias românticas, as dificuldades enfrentadas pelo casal é mais explorada, deixando o filme com um ar familiar e mais próximo a realidade do espectador, como visto em 500 dias com ela.
Juntos pelo Acaso é um bom exemplo de como uma comédia romântica pode ter todos aqueles clichês e mesmo assim divertir, emocionar e fazer o público refletir em algumas questões importantes que estão mais próximas do que podemos imaginar. O filme conta a história de Holly Berenson (Katherine Heigl), dona de uma pequena padaria local e o coordenador de esportes Eric Messer (Josh Duhamel), ambos são padrinhos da menina Sophie, filha de um casal de amigos em comum. Holly e Eric têm que deixar as diferenças de lado quando ficam com a guarda da criança, agora órfã, após os seus pais sofrerem um grave acidente de carro.
A princípio pode parecer uma completa mistura de tudo aquilo que já vimos em tantos outros filmes, a exemplo do casal que se detesta mas é "forçado" a se aturar por uma causa maior, mas algumas questões merecem destaque por terem sido abordadas, como a adoção, luto e amizade. Por mais que os clichês estejam embutidos no filme, não há exageros e nem soluções mágicas, a atuação de Josh Duhamel e Katherine Heigl, atores não tão conhecidos do grande público, é bem divertida, parecem bem a vontade como pais adotivos de Sophie (aliás, as trigêmeas Alexis, Brynn e Brooke Clagett, que fazem Sophie, brilham em cena). Juntos pelo Acaso é dirigido por Greg Berlanti, roteirista dos inéditos Lanterna Verde e Fúria de titãs 2. Filme leve e divertido, sem apelações.

Ps' Era esse ou Comer, rezar, amar. Não tive escolha.

Escola de Rock - Rock and Roll!!!

♪  ♪  ♪  ♪  ♪    ♪  (6/8)
João Linno / @JLinno

A primeira vista, Escola de Rock parece mais um daqueles filmes que se tornaram um gênero à parte no cinema norte-americano: a relação entre professores e estudantes em seus conflitos dramáticos. Felizmente, o filme foge desse conceito mais do que batido quando conhecemos os personagens em cena. O protagonista da trama é Dewey Finn (Jack Black), um guitarrista totalmente pirado que vive em função do Rock. Sua paixão pela música é tão absurda que seus próprios colegas de banda se sentem envergonhados com a sua postura, o que ocasiona a sua expulsão do conjunto.
Desempregado, Dewey aceita um emprego como professor substituto em uma escola ultra-conservadora. As crianças, acostumadas a testes rigorosos e avaliações o tempo todo, são surpreendidas pelo novo método de ensino do professor louco por música, que ao perceber que as crianças já faziam aula de música clássica, começa a mudança radical, substituindo o piano pelo teclado, o violão clássico pela guitarra pesada, transformando os pequenos alunos em novos amantes do rock.

A direção da comédia Rock and Roll fica por conta Richard Linklater, responsável por ótimos trabalhos no cinema como Antes do amanhecer (1995) e Waking Life (2001). O sucesso de Escola de Rock só comprova a maior característica do diretor: versatilidade. Aqui, ele trabalha muito bem as referências do gênero musical que para muitos é uma paixão incontrolável. De forma eficiente, o diretor pega todos os estereótipos que fazem parte desse universo e transforma em um produto leve, ousado, original e muito bem-humorado. Outro ponto interessante é que todas as crianças da banda tocam de verdade os seus próprios instrumentos. Para quem curte Rock, essa comédia é diversão garantida.

A Fantástica fábrica de chocolate - Versão Tim Burton

♪  ♪  ♪  ♪  ♪    ♪  (5/8)
João Linno / @JLinno

O excêntrico diretor Tim Burton traz de volta o seu estilo visto nos sucessos Edward Mãos de Tesoura e Batman, para um clássico do cinema infantil, Roald Dahl A Fantástica Fábrica de Chocolate. Na história somos apresentados a Willy Wonka (Johnny Depp), proprietário da famosa Chocolates Wonka e Charlie (Freddie Highmore), um menino pobre e de bom coração. Há muito tempo afastado de sua família, Wonka promove um concurso internacional para que crianças conheçam sua fábrica.

Cinco crianças de sorte, entre elas Charlie, encontram os bilhetes dourados em barras do chocolate Wonka e ganham uma visita guiada à lendária fábrica que ninguém nunca visitou em 15 anos. Maravilhado com tudo o que vê, Charlie fica cada vez mais fascinado pelo mundo de Willy Wonka e sua fantástica fábrica de chocolate.


Assitir a esse filme esperando ver o mesmo clássico de 1971 é um erro, a versão do Tim Burton é muito ousada e algumas vezes até agressiva (foi um ponto que eu curti muito), fugindo do tom de fábula infantil do original. Não teria sentido refilmar A Fantástica Fábrica de Chocolate como uma mera repetição do clássico - até porque quem procura isso pode assistir o clássico na TV ou pegar numa locadora. Tim Burton quis inovar,  e para isso não exitou em arriscar, o que fica claro quando ele desloca o foco da história de Charlie pra Willy Wonka (que foi uma criança frustrada) e também na falta da célebre musiquinha dos oompas lommpas.


O que muitas pessoas não enxergaram (ou não quiseram enxergar) é que o filme trata de ética, solidariedade, honestidade, respeito ao próximo e valores familiares, numa época em que as crianças precisam ver isso em tela de uma forma menos fantasiosa. No mais, o filme cumpre o seu objetivo, não repete a primeira versão, passa uma boa mensagem (ainda que a linguagem utilizada seja mais dura que a convencional para o público infantil), é perfeito visualmente e Johnny Depp está impecável em sua atuação. Sou fã dos dois filmes, cada um do seu jeito e na sua época.

Busca Implacável - Alguém segura esse coroa!

♪  ♪  ♪  ♪  ♪  ♪  ♪  (6/8)
João Linno / @JLinno

"Não sei quem você é. Não sei o que você quer. Se for resgate, vou avisando, não tenho dinheiro. Só tenho a habilidade adquirida em uma longa carreira nas sombras. Habilidade que faz de mim um pesadelo para gente como você. Se soltar minha filha agora, tudo estará resolvido. Não irei atrás de você; sem procura nem perseguição. Se não soltar, vou atrás de você, vou encontrá-lo e vou te matar." 

Com estas singelas ameaças a um bando de seqüestradores, o ex-agente do governo Bryan Mills (Liam Neeson) começa as mais longas 96 horas de sua vida - e a caçada à temível quadrilha que levou sua filha, Kim.


Mills havia desistido de trabalhar para o governo no trabalho de espionagem. Para garantir uns trocados, Bryan junta-se a um grupo de antigos colegas prestando serviços como guarda-costas de celebridades. Mills dedica a maior parte do seu tempo a tentar se aproximar novamente da sua filha Kim, com quem não tinha muito contato devido ao antigo trabalho.


A vida tranquila de Bryan sai de controle quando Kim lhe pede autorização para ir a Paris com uma amiga e lá, as duas acabam sendo sequestradas por um bando de albaneses que praticam tráfico de mulheres. Conhecendo a maneira que esse tipo de bando age (cerca de 96 horas depois do sequestro, as garotas são drogadas e transformadas em prostitutas), Mills parte para a Europa numa missão alucinante.


Liam Neeson está em plena forma nesse papel, as suas expressões e tom de voz são de grande categoria, além da sua total frieza na hora de executar os inimigos. As sequências gravadas nas ruas de Paris estão ótimas e o filme não perde o ritmo em momento algum. Os 90 minutos de filme são repletos de ação e não decepciona, apesar da temática simples. Quem curte filmes nesse estilo, não pode deixar de ver.