Bons filmes de animação fora Disney, Pixar e cia.

João Linno / @JLinno

A muito tempo os longas de animação deixaram de ser "coisa de criança". A maior preocupação com a maturidade do roteiro além da evolução técnica observada nas novas produções (até mesmo nas de baixo orçamento), foram responsáveis pelo crescimento do gênero principalmente nas salas de cinema. Contrariando a ideia que se tinha de animações para cinema, quando a Disney dominava o mercado com seus musicais animados em 2D, os anos 2000 iniciaram com uma variedade de longas que trazem além de qualidade técnica e elementos que agradam as crianças, histórias com mais profundidade, dignas de filmes live action. Hoje, 28 de outubro dia internacional da animação, separei alguns do meus filmes preferidos que se destacam pela originalidade e maturidade de suas histórias:

As Bicicletas de Belleville (2003)


O filme já cativa o espectador pela protagonista. Madame Souza é uma senhora portuguesa muito simpática que faz de tudo para agradar o seu neto, inicialmente um garoto atrapalhado e melancólico. Na história, ela se dedica exclusivamente ao menino e em certo momento o presenteia com um cachorro, que faz o garoto mudar a sua visão de mundo completamente. Mais tarde quando o mesmo cresce e se apaixona pelo ciclismo, a vovó lhe compra uma bicicleta. Às vésperas de um campeonato de ciclismo na cidade, o garoto é sequestrado e Madame Souza parte para uma jornada surreal cheia de referências a nossa sociedade. O longa é uma animação francesa.

A viagem de Chihiro (2001)


Sou suspeito para falar, pois sou muito fã do Hayao Myazaki e todos os seus filmes, mas de longe A viagem de Chihiro é o meu favorito. Essa bela animação foge completamente aos padrões do gênero. A história de uma garota que se perde durante uma mudança juntamente com seus pais e acaba descobrindo um mundo mágico e misterioso, acumulou a maior bilheteria em sua época de lançamento no Japão. Curiosamente, a Disney foi a responsável em dar projeção mundial a esse filme após comprar os seus direitos de sua exibição, mas isso não tira o fato de ter sido idealizada e produzida no Japão.

Ponyo (2008)


Mais uma do Hayao Myazaki. Dessa vez contando a história de uma amizade que começa no mar. Ponyo é uma peixinha dourada que ao conhecer um garoto chamado Sosuke, imediatamente mantém um vinculo de amizade com ele. A amizade entre os dois é tão grande que Ponyo resolve se tornar humana só para ficar mais tempo ao lado de seu amigo. O filme tem o enredo leve e simples, mais fácil de ser assimilado pelo público infantil, mesmo assim não deixa de falar com eficiência a respeito de família, valores e amizade.

Mary e Max (2009)


Uma história de amizade que explora uma chance remota de encontro entre duas pessoas em lados opostos do mundo. O filme acompanha dois personagens solitários, cujas vidas se cruzam pelo maior dos acasos: uma página aleatória aberta em uma lista telefônica. Motivada por uma dúvida infantil, a australiana Mary Daisy Dinkle, 8 anos, decide escrever ao nova-iorquino Max Jerry Horowitz, 44 anos. À partir disso, se inicia uma emocionante relação que perdura por mais de uma década. O tom depressivo, com personagens nada "bonitinhos" e nem "fofinhos" não chega a incomodar, pelo contrário, a fotografia é lindíssima com cenários obscuros e ricos em detalhes. Uma das mais bonitas animações que já vi, sem dúvidas.

Valsa com Bashir (2008)


Episódios da Guerra do Líbano nos anos 80 nunca antes relatados, memórias delirantes e bem pesadas, um documentário que põe o "dedo na ferida", tudo isso em forma de animação. Valsa com Bashir, retrata as tentativas de Folman, um veterano da Guerra do Líbano de 1982, de recuperar suas memórias perdidas dos eventos que marcaram o massacre de Sabra e Shatila. Escrito e dirigido por Ari Folman, o documentário animado, traz ainda uma alegoria aos campos de concentração que dizimaram um número enorme de judeus, negros, ciganos e homossexuais. Vencedor do globo de ouro de melhor filme estrangeiro.

Persépolis (2007)


Outro longa de animação made in France. A história do filme se inicia pouco antes da Revolução Iraniana, quando a protagonista Marjane atinge a adolescência, e acaba quando ela é uma expatriada de 22 anos. Uma ótima animação e de importante relevância para compreender as questões contemporâneas relativas ao Irã. Revela um panorama da crescente opressão sobre esse povo, realizada por seus próprios irmãos e consegue mostrar de forma bem-humorada, mas reflexiva, a opressão e discriminação sobre a mulher iraniana.

------------------------------------
TEM QUE LER:

Mary and Max - por Deise Luz (Blog Sete Faces)
Mary and Max - por Marcio Melo (Blog Porra, man!)

Momento nostalgia - Celulares que você já teve, ou não.

João Linno / @JLinno

O grande desenvolvimento da tecnologia nos tempos atuais é responsável em transformar os objetos de desejo do momento em tecnologias obsoletas em um espaço cada vez mais curto de tempo, mas nem sempre foi assim. Com os aparelhos de telefonia móveis, por exemplo, houve um maior investimento em pesquisa e desenvolvimento a partir do século 21 para que hoje você pudesse desfilar por aí com seu celular com câmera, Touch Screen, alto falante, internet e outras facilidades. Acompanhe agora em 20 fotos, uma linha do tempo que conta a evolução dos celulares até os dias atuais. Será que você já teve algum desses?


O primeiro celular: Motorola DynaTAC 8000X (1983)

Este aparelho só foi comercializado a partir de 1983, mas já em 1973 ele marcou presença quando a Motorola o apresentou como seu protótipo de primeiro telefone móvel. O DynaTAC pesava quase um quilo, tinha uma hora de bateria e armazenava até 30 telefones em sua memória.

Primeiro celular para carro: Nokia Mobira Senator (1982)


Um telefone para carros que pesava quase 10 quilos; lembra mais um aparelho de rádio do que um telefone móvel, não é mesmo?

Fama soviética: Nokia Mobira Cityman 900 (1987)


Foi o primeiro telefone móvel para a rede da NMT (operadora nórdica de telefonia). Ficou famoso quando o líder soviético Mikhail Gorbachev foi fotografado usando o aparelho. O Cityman pesava 800 gramas e tinha um preço astronômico de US$ 6.635 (em valores atuais!).

Primeiro celular GSM: Nokia 101 (1992)


Foi o primeiro celular com tecnologia GSM a ser comercializado. E também introduziu o formato "candybar" para celulares. Tinha uma tela monocromática, antena externa e uma agenda que armazenava até 99 números.

Touch Screen: IBM Simon Personal Communicator (1993)



Este aparelho foi uma das primeiras tentativas de comercializar um smartphone viável. O Simon só foi vendido nos Estados Unidos e ficou conhecido por não apresentar botões físicos. Utilizava um visor sensível ao toque e uma caneta stylus opcional para navegar entre as funções. Foi comercializado por US$ 899.

Primeiro celular com flip: Motorola StarTAC (1996)

A Motorola já foi conhecida por criar designs inovadores para celulares e o StarTAC foi um dos exemplos. Um dos primeiros celulares estilosos, que combinava leveza e dimensões enxutas, com funções básicas de um celular. E mesmo tendo sido lançado há mais de 10 anos, o StarTAC ainda é menor e mais leve que muitos celulares e smartphones por aí.

Primeiro Smartphone: Nokia 9000 Communicator (1996)

Apesar de pesar 397 gramas, ter somente 8MB de memória e um visor monocromático, este aparelho foi o primeiro smartphone comercializado. Aparentava ser um celular comum, mas ao ser aberto exibia uma segunda tela e um teclado QWERTY.

O case restart colorido: Nokia 5110 (1998)

Em meados da década de 1990, os celulares de estilo candybar da Nokia estavam por toda parte. Sem dúvidas o mais popular foram os coloridos Nokia 5110, os primeiros a introduzir cases removíveis coloridos e até com estampas. Além da boa qualidade do aparelho e da vida útil da bateria, foi também um dos primeiros celulares a trazer o famoso jogo da Cobra (Snake Game).

Primeiro com câmera: Sharp J-SH04 (2000)

Embora nunca tenha sido lançado na Austrália, este modelo foi o primeiro no mundo a trazer uma câmera digital. Este celular com corpo longo integrava um sensor de imagem CMOS com 110,000 pixels e visor colorido de 256 cores.

E-mails: RIM BlackBerry 5810 (2002)

O primeiro aparelho móvel da linha Blackberry, o 5810 simplesmente adicionou a telefonia móvel às características já existentes nos dispositivos anteriores da RIM, embora ainda não tivesse um alto-falante e um microfone, o que exigia o uso de um headset para funcionar.


PDA e telefone combinados: Palm Treo 600 (2003)

Aclamado por integrar funções de um PDA com um telefone móvel, o Treo 600 tinha também um teclado QWERTY, visor colorido botão de navegação com 5 direções e rodava o sistema operacional Palm OS 5.

Telefone para jogos: Nokia N-Gage (2003)

A tentativa da Nokia no setor de games não foi muito bem sucedida. Lançado originalmente como um concorrente para o Nintendo Game Boy, o N-Gage sofreu com seus fracos controles, um estranho design e jogos que rodavam em cartões multimídia padrão (MMC). Além disso, também era um telefone – que você precisava segurar de lado, pois o alto-falante e microfone ficavam nas beiradas do aparelho.

O2 XDA IIs (2004)

Também integrava funções completas de um PDA com um telefone móvel. Trazia teclado QWERTY e custava US$ 1.390. Mas possuía uma boa gama de funções organizacionais e opções de conectividade wireless.

Fino: Motorola RAZR V3 (2004)

Sem dúvida um dos mais populares aparelhos de celular já lançado. Inspirado no StarTAC, o V3 trazia uma estilosa cobertura de alumínio anodizado, câmera VGA, compatibilidade quad-band e Bluetooth. Até hoje é fácil encontrar pessoas usando este aparelho. Só de pensar que eu já quis ter um desse...

Celular iTunes: Motorola ROKR E1 (2005)

Embora tenha agitado o mercado devido a sua integração com o iTunes, o aparelho desapontou quem achou que fosse encontrar o verdadeiro "iPod phone". Sua fusão entre mobilidade e música era limitada por uma lenta conexão USB 1.1, uma capacidade de até 100 músicas e uma câmera VGA.

Motorola MOTOFONE F3 (2007)

Custando apenas US$ 60 este aparelho foi o celular mais barato já vendido na Austrália. E tinha um interessante conceito: trazia um visor de papel eletrônico (EPD). Esta tela possuía uma aparência de papel, que consumia menos energia, também era fino e leve. O visor não tinha uma backlit, pois utilizava uma tecnologia gerada por uma tinta eletrônica.

Apple iPhone (2007)

A primeira versão do iPhone foi a 2G em 2007, que não trazia funções básicas como mensagens MMS e gravação de vídeo. Depois disso vieram as versões 3G e 3GS. Sua popularização se deve a sua amigável interface touchscreen e a grande variedade de aplicativos disponíveis na App Store.

Zoom óptico: Samsung G800 (2008)

O primeiro celular com câmera de 5MP e com zoom óptico de 3x, lançado na Austrália. Embora fosse parrudo, o desempenho do zoom era excelente para um celular e também trazia flash Xenon, ótimo para fotos em ambientes com pouca iluminação.

Celular do Google: HTC Dream (2009)

Inicialmente lançado nos Estados Unidos como o T-Mobile G1, o modelo HTC Dream foi repaginado especificamente para o mercado australiano. Possui um teclado QWERTY completo, interface touchscreen, trackball e um sistema operacional que pode ser personalizado pelo usuário.

Objeto de desejo - IPHONE 4 (2010)

O Iphone 4 foi lançado oficialmente a dois meses no Brasil e conquistou de fato o público apesar de algumas falhas constatadas no sinal da antena. O novo modelo da apple possui Filmagem em HD, design mais fino, tela em alta definição, câmera frontal que permite conversas em videoconferência, enfim, tudo que um amante de tecnologia deseja em um aparelho portátil.

__

Atividade Paranormal 2

♪ ♪ ♪ ♪ ♪ ♪ (6/8)
Felipe Martins / @Felippemcc

O enredo da casa mal assombrada filmado de forma caseira conquistou o público.Na produção do primeiro filme não havia se pensado na produção de uma franquia. Não fosse o grande sucesso de Atividade Paranormal 1, principalmente devido ao baixíssimo custo - especula-se que custou apenas US$ 11.000 com arrecadação de US$ 62,5 milhões em todo o mundo - essa ideia não seria cogitada.
Atividade Paranormal 2 custou muito mais do que o antecessor, cerca de US$ 14,8 milhões, porém ainda é considerado um custo baixíssimo se comparado as grandes produções cinematográficas. A maioria dos filmes que após o seu sucesso se resolve fazer uma ou mais sequências geralmente nos deixa com um pé atrás, por não temos muitas referências positivas desses acontecimentos (A Bruxa de Blair que o diga). E foi exatamente com este pensamento que entrei na sala do cinema para assistir a esta sequência, ainda mais porque não gostei nenhum pouco do primeiro filme.
A continuação ainda preserva o ar de caseiro presente em Atividade Paranormal 1, porém agora temos mais câmeras, desta vez, câmeras de segurança, nos dão mais detalhes da casa e dos acontecimentos paranormais. Além disso, temos mais personagens que no primeiro filme. Dessa vez, a trama é composta pelo casal Daniel e Kristi, o bebê do casal, a filha adolescente de Daniel, Ali, e os figurantes Katie e Micah (protagonistas do primeiro filme). Esses elementos deram uma narrativa mais veloz em relação ao antecessor.
Muitas ainda são as cenas em que nada acontece, e o suspense sempre acaba com o nascer do sol. Fica mesmo para os últimos 20 ou 30 minutos, dos 90, as cenas de suspenses seguidas de sustos. E claro a ligação que foi feita entre as duas histórias foi muito bem desenvolvida, preservando a fidelidade a primeira história e esclarecendo o que não ficou tão claro. Já que a história se passa dois meses antes do antecessor.
Por fim considero o filme superior ao primeiro e também a muitos filmes de terror e suspense que já assisti, ficando na lista de meus filmes favoritos do gênero.

Tropa de Elite 2 - O inimigo agora é outro

João Linno / @JLinno

Essa é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com nomes, datas e acontecimentos reais terá sido apenas coincidência. (será?)

Sabe aquele filme violento, contestado por muito pseudocults e "defensores" dos direitos humanos e tachado por muitos como fascista? Pois é, ele está de volta. Confesso que tive medo da continuação de Tropa de Elite, talvez por ter construío uma boa imagem do primeiro filme e achar justo o seu enorme sucesso (apesar da pirataria). Porém, o diretor José Padilha de forma impecável, mostra ao espectador um local tão sujo e perigoso que nem o BOPE entra, o governo.

Tropa de Elite 2. Nascimento troca o uniforme do BOPE por terno e gravata
"Tropa de Elite 2" dá um verdadeiro tapa na cara (estilo BOPE) nos homens que são pagos para combater a injustiça e a violência mas na verdade formam alianças com o tráfico e apadrinham as milícias, o subtítulo "O inimigo agora é outro" trata justamente disso. Após ser promovido à subsecretário de segurança pública do Rio de Janeiro, o tenente coronel Nascimento acha que pode resolver todos os problemas relacionados a segurança transformando o BOPE em uma verdadeira máquina de guerra. O problema é que há muitos interesses escondidos e no desenrolar da história, a máscaras dos verdadeiros "culpados" começam a cair.


O roteiro de "Tropa de Elite 2" foi escrito com base no best-seller Elite da Tropa do escrito em parceria por Cláudio Rodrigo Pimentel, ex-capitão do BOPE, André Batista, major da Polícia, Cláudio Ferraz, delegado, e pelo antropólogo Luiz Eduardo Soares. Juntos, os quatro criaram uma história baseada em fatos e acontecimentos - a CPI das Milícias na Assembleia do Rio de Janeiro, os inquéritos, as ações criminosas, além de histórias colhidas ao longo das pesquisas - e personagens reais - cujos nomes foram mudados a fim de evitar processos judiciais.

Uma pena que o lançamento de "Tropa de Elite 2", previsto inicialmente para agosto, foi adiado para outubro após o primeiro turno das eleições, aliás essa mudança não foi questionada por José Padilha em nenhum momento. Parece que o mesmo já previa a polêmica e discussão que a sequência de Tropa de Elite fomentaria nas universidades, escolas, em redes sociais na internet e até mesmo nas conversas entre amigos. Os bordões do Capitão Nascimento e cia. deram lugar a um discurso muito mais amadurecido, onde o principal alvo são os políticos, (as maracutaias) e a politicagem que envolve o poder público brasileiro.

Ps' SEJA DIGNO E ASSISTA NO CINEMA


Smurfs - o Filme

Felipe Martins / @Lippemcc

Parece que está na moda reaproveitar o sucesso de personagens de desenhos animados e levá-los as telas do cinema. Experiências não tão bem sucedidas como a do anime Dragon Ball deixam o espectador um pouco desconfiado da qualidade desse material e agora chegou a vez dos queridos personagens azuis - e não me refiro a Avatar - ocuparem esse espaço.

O filme dos Smurfs, com lançamento previsto para 2011, começa com Gargamel (Hank Azaria) finalmente encontrando a vila. No desenho seu desejo era transformá-los em ouro, no filme, Gargamel quer capturar os Smurfs para tê-los como amuletos. Assustados, liderados pelo Smurf desastrado, os pequeninos entram numa gruta proibida. Como é lua cheia, eles acabam transportados por um portal para o Central Park, em Nova York. Lá, Desastrado, Ranzinza, Smurfette, Gênio, Papai Smurf e Valente encontram refúgio com o casal vivido por Neil Patrick Harris e Jayma Mays.


Teorias de Conspiração surgem em quase tudo que faz sucesso e com os nossos amiguinhos azuis não poderia ser diferente. Para alguns estudiosos políticos, os Smurfs eram considerados comunistas, devido à comunidade dividir fraternamente tudo o que produz, não havendo classes sociais, vestem o mesmo tipo de roupa (calças e touca branca), exceto o seu líder, este veste as mesmas peças, porém na cor vermelha. E a palavra "Smurf" seria na verdade uma sigla em inglês: S.M.U.R.F.= Socialist Men Under Red Father/ Homens Socialistas sob o comando do "Papai Vermelho". No caso, o Papai Smurf é quem manda na comunidade dos pequenos seres azuis.

Os Smurfs no Brasil são conhecidos graças a uma série de desenhos animados transmitidos pela TV GLOBO nas décadas de 80 e 90. Os personagens foram criados pelo desenhista de quadrinhos belga Peyo Culliford, em 1958. Em 1981, a NBC lançou o desenho animado dos personagens, que teve nada menos que 421 episódios produzidos, além de muitos prêmios Emmy faturados. Agora é esperar pra ver se o filme terá um sucesso tão grande como a série.

Entrevista com Zeca Forehead

Barbara Bahia / @BinhaBahia

Hoje, o MC entrevista traz o ilustre José Carlos Neto, mais conhecido como Zeca Forehead. Zeca é (entre outras coisas) publicitário, diretor de arte, desenhista, ilustrador, redator, editor de texto e vídeo, diretor em televisão, locutor, jogador de videogame, revendedor da Avon e discotequeiro. Confira o papo que tivemos com essa grande figura baiana:

Cinemosaico - Apresente-se: nome, idade, cidade onde mora, onde viveu... o que achar que cabe, fique a vontade!!!
Zeca - Sou Zeca, mas me batizaram José Carlos Neto. "Forehead" é apelido que esse povo da rua botou. Moro em Salvador, nasci aqui mesmo, em Periperi (um bairro do subúrbio ferroviário).


CM - Sua ilustração (própria) favorita?
Zeca - É difícil dizer. Mas atualmente gosto de uma que fiz dos Retrofoguetes, e uma de Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta. Além de serem grandes bandas, são pessoas excelentes e amigos formidáveis.

CM - Quais os seus softwares favoritos para ilustrar?
Zeca - Adobe Illustrator pra definir traços e cores, e photoshop pra artefinalizar. Mas sem umas horinhas de lápis e papel, nada disso vai adiante.

CM - Qual é sua campanha publicitária predileta e por que?
Zeca - São muitas viu. Mas estou adorando ver Patrícia Travassos mandar o pessoal tomar Actívia e obrar adoidado. Falando sério, acho esse conceito da OI de "o ligador" bem interessante. E olha que eu já fui cliente deles e hoje os odeio.


CM - Para você, qual é a grande promessa da música pop gringa e brasileira?
Zeca -Lá fora gosto muito de Jeremy Irons & The Ratgang Malibus, uma banda de rock setentista muito massa que conheci há pouco tempo. E aqui no Brasil, é tanta coisa na cena independente que me encanta, que fica até difícil dizer – mas tenho escutado muito uma ótima banda chamada Nevilton.

CM - O que nao pode faltar em sua geladeira?
Zeca -Uma barra de Alpino.Várias na real.

CM - Quando foi que você descobriu que tinha talento para o desenho?
Zeca- Eu tenho? Que nada! Sou um farsante!


CM - O que o levou ao mundo da blogosfera?
Zeca - De vez em quando pinta uma vontade de escrever ou postar alguma foto ou vídeo. Aí mantenho um blog pra colocar algo de vez em quando. É simplezinho, de pobre, mas é limpo.

CM - Quando surgiu a paixão para virar um discotequeiro?
Zeca - Na real eu nunca pretendi ser um discotequeiro (aliás, acho esse termo mais adequado pra me classificar do que DJ – eu não crio nada, só invento umas sequências de músicas e vou apertando o play), mas essa coisa toda começou quando os amigos elCabong (a.k.a. Luciano Matos0 e Janocide (a.k.a. Jan Balanco) me chamaram pra discotecar na festa que eles produziram por 5 anos, a Nave.

CM - Qual é o seu estilo? (música)
Zeca - Rock por formação. Mas quando discoteco no sensacional Baile Esquema Novo, rola até lambada.

CM -Qual foi o maior mico de sua vida?
Zeca - Eu ia dizer que foi tomar um quedão no palco da Concha Acústica do TCA cheia, durante o show de uma banda que tive (torci o pé correndo no palco – eu era vocalista), mas acho que o pior foi uma vez que me fizeram beijar a bunda de Rita Cadillac. Fiquei muito envergonhado. Ela foi gentil comigo.

CM - Livre: grita, chora, reclama, manda beijo...
Zeca - Alô Tidinha, do mercadinho Stephany na Federação. Beijão pra você, continue fazendo esses hamburgers maravilhosos.

________________________________________

Conheça mais do trabalho e da vida de Zeca Forehead:

http://zecaforehead.blogspot.com/

http://zecadesouza.blogspot.com


http://www.flickr.com/photos/forehead_jr/

TWITTER: @ZecaForehead

[Perfil] Robert De Niro

João Linno / @JLinno

"Há uma certa combinação entre anarquia e disciplina no meu método de trabalho". (De Niro)

De Niro nasceu em Nova York e estudou na NY High School of Music and Art. Preparou-se para o palco com a influente Stella Adler, e em diversas produções fora do circuito da Broadway. Considerado um dos atores mais versáteis do cinema contenporâneo, Robert De Niro tem na bagagem atuações inesquecíveis em filmes como Poderoso Chefão II, Taxi Driver e A Última Batalha de um Jogador. Sua total imersão em um papel dramático é melhor exemplificada no personagem envelhecido de Jake La Motta em Touro Indomável (1980), no qual levou o Oscar de melhor ator no mesmo ano.


Para muitos críticos, De Niro é o melhor ator de sua geração no quesito filmes dramáticos, precedido por Marlon Brando e sucedido por Edward Norton e Sean Penn. Apesar de toda essa carga dramática que o acompanha, ele é capaz de impressionar em papéis cômicos e leves, como visto no excelente Entrando numa fria ao lado de Ben Stiller, onde interpretou o pai carrasco Jack Byrnes.


Além de ator, Robert De Niro assina algumas produções como diretor (O Bom Pastor, A Cartada Final) e produtor (Fiel, Mas Nem Tanto, Um grande garoto) e possui a sua própria produtora, a Tribeca. Sem dúvidas um dos maiores talentos que o cinema hollywoodiano possui.

Top 10 - Artistas que começaram a carreira ainda na infância

Felipe Martins / @Felippemcc



1º DREW BARRYMORE
Talvez essa seja uma das mais lembradas quando se fala em artistas que começaram mirins. A pequena menina de ET- O Extraterrestre (1982), continuou sua carreira e hoje é uma atriz consagrada por seus papeis em muitas comédias românticas (Como se fosse a primeira vez -2004) e até em papeis mais dramáticos (Os garotos da minha vida - 2001).

2 º MICHAEL JACKSON
Esse não é nenhuma novidade mesmo. O Rei do Pop que partiu em junho de 2009, iniciou a sua carreira no Jackson5 aos 11 anos de idade. Em 1971 deu início a sua carreira solo e com o álbum Thriller (1982) alcançou o topo do álbum mais vendido da história.

3º SANDY
É, nesse Top também tem artista nacional. Sandy Leah Lima deu início a sua carreira com o irmão Junior, juntos formaram a dupla Sandy e Jr (1990). Como dupla encerrou a carreira em 2007. Este ano lançou o primeiro trabalho em carreira solo com título Manuscrito.

4º MACAULAY CULKIN
Em 1990 fez o filme Esqueceram de mim (Home Alone), sucesso imediato, o ator fez fama e dinheiro apenas com 10 anos, arrecadando a quantia de 17 milhões de dólares. Fez muitos outros filmes de sucesso até 1994, depois sua carreira despencou. Seu último trabalho foi na série Kings em 2009.

DAKOTA FANNING
Começou a carreira aos 5 anos em comercias de TV. Em 2000 participou de um episódio do seriado CSI e aos 8 anos foi indicada ao Screen Actors Guild Award por sua atuação em Uma Lição de Amor (2002). Este ano participou dos filmes Eclipse e The Runaways.

6º BRITNEY SPEARS
Aos 13 anos apresentou o programa The Mickey Mouse Club (Disney – EUA). O sucesso veio em 1998 com o single Baby One More Time , em seguida lançou o primeiro álbum homônimo ao primeiro single e já na primeira semana vendeu mais de 125 mil cópias. A cantora passou por altos e baixos durante os anos que seguiram. Atualmente ainda possui o título de princesa do Pop que lhe foi concedido.

7º LINDSAY LOHAN
Seu primeiro filme foi em Operação Cupido (1998) nele interpretou duas personagens, irmãs gêmeas. Participou de muitos outros filmes de sucesso como Confissões de uma adolescente em crise (2004) e Meninas Malvadas (2004).

8º KIRTEN DUNST
Em 1994 fez sucesso com o filme Entrevista com o Vampiro, no qual interpretava Claudia, uma menina vampira, recebendo uma indicação ao globo de ouro. Em 2002 interpretou Mary Jane o par romântico de Peter Parker em O Homem-Aranha.

9º ANAHÍ
Uma das mais famosas personalidades Mexicana, iniciou a carreira no programa Chiquilladas aos 2 anos. Fez inúmeras novelas e filmes no México. No Brasil alguns de seus trabalhos foram exibidos pelo SBT. Entre eles O Diário de Daniela, no qual interpretou a vilã Amélia e Rebelde, onde foi à protagonista Mia Colluci. Atualmente segue em carreira solo, vendeu mais de 250 mil cópias do disco Mi Delírio e é considerada a princesa do pop latino.

10º LEONARDO DICAPRIO

Nas telonas começou em 1991 no filme de terror Criatura 3. Alcançou o grande sucesso ao interpretar em 1997 o protagonista Jack de Titanic. Recebeu indicação ao Oscar por melhor ator pelos papeis nos filmes O Aviador (2005) e Diamante de sangue (2007). Seu atual papel no cinema é como o protagonista de A origem.