News | Veja os indicados ao Globo de Ouro 2012

Filme mudo e em preto e branco lidera a lista com 6 indicações

Globo de Ouro 2012 Globo de Ouro 2012

Crítica | Gato de Botas (Puss in Boots)

Spin-off divertido com um toque latino

Gato de Botas Gato de Botas

Crítica | Operação Presente (Arthur Christmas)

Um presente de natal para crianças e adultos

Operação Presente Operação Presente

[Cine Classic] 8 1/2

Alexandre Silva

8 1/2 é uma obra prima do cinema italiano do renomado diretor Federico Fellini. O filme contra a história de Guido Anselmi (Marcello Mastroianni), um diretor de cinema em crise de ideias prestes a rodar um filme que se vê pressionado e envolvido pelo produtor, pela mulher, pela amante e pelos amigos numa rede de pressões. Ele mergulha numa crise existencial, delírios e flashs do passado que vêm a sua cabeça diariamente misturando o passado com o presente, ficção com realidade.

Um aspecto bastante relevante é a fotografia do filme. Apesar da película se passar em preto e branco, é bastante encantadora. Planos de fundos belíssimos e subjectivos. A trilha sonora orquestrada que dá um ar lírico as cenas.8 1/2 é um filme metalinguistico pois é uma filme que fala sobre um filme. Outra característica da obra fílmica é o personagem principal Guido Anselmi ser baseado no próprio Frederico Fellini, uma espécie de alter-ego personificado.

Um ótimo filme. Uma obra que revolucionou o cinema e influenciou filmes das décadas posteriores. Enfim, uma tradução perfeita do ser humano, sob aspecto do “o que é” cinema, “como é” cinema, “porque” cinema, “onde” cinema… Algo muito próximo da classificação: o cinema antes de 8 1/2 e o cinema depois de 8 1/2.

Meu malvado favorito (Despicable Me)

♪  ♪  ♪  ♪  ♪
João Linno / @JLinno

Gru é um vilão no mínimo diferente. Com suas poderosas armas e gigantescos veículos, desfila pela cidade fazendo valer a sua fama de mal encarado. As coisas mudam quendo ele vê o seu reinado ameaçado por um novo vilão, o esperto Vetor que da noite pro dia ganha destaque na imprensa internacional ao roubar uma das pirâmides do Egito e substituí-la por uma réplica idêntica.

O plano de Gru para voltar a ser o vilão nº 1 do mundo é simplesmente roubar a lua. Para isso, o mesmo precisa primeiramente invadir a fortaleza de Vetor e pegar uma arma de raio encolhedor, uma tarefa nada fácil. Porém, o novo vilão demonstra uma certa "queda" pelos biscoitinhos caseiros vendidos pelas garotinhas Margo, Edith e Agnes que vivem num orfanato da região. As três meninas tem perfis completamente diferentes: Margo, a garota mais velha do grupo e também a mais responsável e desconfiada, Edith é a garota rebelde, sempre com um gorro cor-de-rosa é a única que curte as invenções perigosas de Gru, já Agnes é a personagem gracinha do filme, com seus olhos grandes (estilo gatinho do Shrek) sempre consegue tudo o que quer.

Gru vê a grande oportunidade de invadir o QG do seu inimigo utilizando as garotas como cobaias, para isso o mesmo resolve adotar as três, sem saber as consequências que isso iria trazer. Vivendo com o vilão, as três meninas (depois de muita bagunça na casa nova) desenvolvem uma bonita relação familiar, ponto do filme que com certeza conquistou os adultos que assistiram. Gru aos poucos perde a imagem de vilão mal encarado e passa a aceitar sua condição de novo pai das meninas.

O filme consegue desenvolver bem os personagens de forma a criar uma grande empatia com o público. Até mesmo o desvio de caráter de Gru é explicado em pequenos flashbacks, onde ele era menospresado pela mãe mesmo criando coisas geniais ainda criança. Isso é feito de forma que a história não fique chata nem dramática demais, pelo contrário, a mãe de Gru é utilizada como mais um elemento cômico do filme. Meu malvado favorito é uma boa escolha para quem quer diversão e uma história interessante. Não chega a ter tanta profundidade no roteiro quanto outras animações recentes como Toy Story 3 e Ponyo, mas diverte as crianças e conquista os adultos com eficiência.


-------------
Ps' A partir da próxima crítica de filmes teremos um sistema de avaliação (nota para o filme). Vou pensar em algo que não seja estrelinhas, ovos ou controles remotos. Até a próxima =)

Os Mercenários - Ballet para macho!

João Linno / @JLinno

"Grupo de mercenários é contratado para infiltrar-se em um país da América do Sul e retirar o poder das mãos de um descontrolado ditador.Quando a missão começa, os integrantes do grupo começam perceber que as coisas não serão fáceis, e se deparam com traições e uma extensa rede de mentiras. Além do objetivo principal, uma vida inocente é colocada em risco e os mercenários têm de encarar desafios ainda mais duros, que podem até mesmo destruir a equipe."

Os astros do cinema explosivo se reunem mais uma vez para matar (literalmente) a saudade dos fãs, que durante anos tiveram que se contentar com filmes de ação à base de pura computação gráfica. O filme em questão se chama "Os Mercenários", uma reunião de brucutus dos filmes explosivos da década de 80 somados a alguns brucutus da atualidade. Silvester Stallone assina como diretor e um dos roteiristas além de ser o grande astro do filme e grande responsável em unir toda essa galera. Ele conta com parceiros de peso já consagrados no cinema de ação e sem dúvidas é essa "assembléia" de astros a grande respónsável em despertar o interesse do público e manter o filme em primeiro lugar nas bilheterias mundiais.


Com Jason Statham (Carga Explosiva), Jet Li (Cão de Briga), Dolph Lundgren (Soldado Universal), Randy Couture (3 vezes campeão mundial dos pesos pesados do UFC), Steve Austin (ex-lutador de Wrestling Profissional), Terry Crews (Gamer) e Mickey Rourke (O Lutador) no elenco, é impossível não elevar o nível de testosterona do filme ao máximo. Os atores pareciam estar muito à vontade em cena, o que trouxe um bom clima para o filme. A verdade é que nenhum deles decepcionou, cada luta foi minimamente calculada e mesmo com tantos astros no elenco, teve espaço para todo mundo aparecer (e bem). Como se não bastasse, Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger ainda fazem uma "senhora" ponta numa das cenas para delírio dos fãs. Nos anos 80/90 quem não sonhava em ver essa turma reunida num filme como esse?

Stallone conseguiu colocar na história tudo o que os fãs gostam nesse tipo de filme: lutas marciais, facas, tiros, explosões (muitas explosões), além de uma boa dose de humor. As sequências de ação não ficaram devendo nada em relação aos clássicos do gênero como Rambo, Duro de Matar e Predador. Bom filme (pra quem gosta).

------------------------
"Uma mulher assistindo Os Mercenários equivale a um homem assistindo Sex and the city" (Eduardo Spohr)

Rock in Rio 2011 - Quem não pode faltar?

João Linno

O quarto Rock in Rio realizado no Rio de Janeiro irá acontecer em dois finais de semana de 2011 – nos dias 23, 24 e 25 de setembro e 30, 1º e 2 de outubro. Desta vez, o festival será no Parque Olímpico Cidade do Rock, em Jacarepaguá. O espaço ainda será construído pela prefeitura, com um investimento de mais de R$ 40 milhões. O local também será aproveitado na Olimpíada de 2016.

A organização ainda não anunciou as atrações, mas deixou claro que dará bastante espaço aos músicos brasileiros e afirmou que serão ao todo 108 bandas. Seguindo a expectativa do evento, preparamos uma lista de bandas e artistas do rock que marcaram época no festival e não podem faltar em 2011:

AC/DC

Já na primeira edição do evento, o grupo australiano exigiu como condição para poder tocar no festival usar um sino de meia tonelada, tocado pelo vocalista Brian Johnson na canção "Hells Bells". O aparato veio de navio, porém, era muito pesado para a estrutura do palco, obrigando um dos cenógrafos do festival a fazer, secreta e apressadamente, um sino de gesso para a ocasião. A banda interrompeu as gravações do disco Fly on the Wall, que seria lançado meses depois, para tocar no festival, como parte da turnê do disco Flick of the Switch (1983). O encerramento do show foi marcado pelo disparo de dois canhões, um de cada lado do alto do palco, em "For those about to rock".
 
Iron Maiden

Os integrantes da banda consideram sua aparição no evento uma das experiências mais marcantes de suas carreiras. Parte da turnê World Slavery Tour 84/85, do disco Powerslave (1984), esta foi a segunda maior plateia da história do grupo, que tocou para 200 mil pessoas (a maior foi na 3ª edição do evento, onde a banda se apresentou para 250 mil pessoas). A banda foi a única atração estrangeira a fazer um único show, ao invés de dois. O show foi incluído na versão em DVD do vídeo Live After Death.

Guns n' Roses

A banda mais aguardada do Rock in Rio II (1991), se apresentou em 2 shows e fez, na opinião de seu líder e vocalista Axl Rose, "uma de suas melhores apresentações em todos os tempos". Foi o primeiro show com o baterista Matt Sorum e o tecladista Dizzy Reed, e algumas das músicas apresentadas eram inéditas, que seriam lançadas nos álbuns Use Your Illusion I e Use Your Illusion II no final do ano. A banda repetiu a dose no Rock in Rio III também no Rio de Janeiro numa noite de público recorde, 250 mil pessoas.

Ozzy Osbourn 

Ozzy veio promover seu disco de 1983, Bark at the Moon no Rock in Rio 1. No que foi qualificado como "falha de organização", sua apresentação foi marcada logo antes da de Rod Stewart. Ao assistir dos bastidores a passagem de som do cantor escocês, Osbourne disse haver pensado que seria vaiado e expulso do palco, pois seu estilo era diametralmente oposto ao do ex-vocalista do The Faces, e não acreditava que fãs do primeiro pudessem apreciar sua música. Ao contrário, Osbourne foi aplaudido como poucas vezes em sua carreira e declarou que jamais vira público tão versátil e caloroso como o carioca. O contrato de Ozzy incluía uma cláusula proibindo-o de comer qualquer tipo de animal vivo no palco, em referência ao famoso episódio em que Osbourne decapitou um morcego a dentadas em um show de 1982; um fã atirou uma galinha no palco, e Ozzy a deu para dos roadies. Ozzy também se apresentou usando uma camisa do Flamengo (presente dado por um fã) - o momento chegou a virar capa de revista no Brasil. Outro momento marcante do show foi o solo de bateria sem baquetas de Tommy Aldridge.

Scorpions 

A banda paricipou da primeira edição do evento em 1985. Os alemães vieram promover a turnê do disco Love At First Sting. No show do dia 15/01, o vocalista Klaus Meine pegou uma grande bandeira do Brasil e a tremulou para delírio da plateia. No show do dia 19/01, o guitarrista Matthias Jabs usou uma guitarra parecida com a que está no logotipo do festival e com pequenas bandeiras do Brasil estampadas nela. A banda filmou a visita ao Rio e algumas imagens foram editadas no videoclipe da versão ao vivo de "Still Loving You" (que na época era parte da trilha sonora da novela Corpo a Corpo), lançada no disco World Wide Live, seis meses depois do show.

E na sua opinião, quais bandas de rock são indispensáveis para que o evento seja um grande sucesso? Deixe nos comentários. Ah, aproveita e vota na enquete que está na coluna direita do blog. Até a próxima!
------------------
fontes: Portal Abril Entretenimento / Wikipédia


Esse post está concorrendo ao Link Premiado. Se você gostou, Vote!

Lavoura Arcaica (2001)

João Linno

Um drama dirigido por Luiz Fernando Carvalho e baseado em um romance de Raduan Nassar publicado em 1975. O filme conta a história de André (Selton Mello), que resolve abandonar o lar devido a severidade do seu pai (Raul Cortez) e a "super-proteção" da mãe (Juliana Carneiro). Ao ser convencido por seu irmão mais velho Pedro (Leonardo Medeiros) e pela mãe a voltar para casa, André abala de vez a estrutura familiar mantida a "mão-de-ferro" pelo pai quando se apaixona por sua irmã, Ana (Simone Spoladore).

A boa fotografia da trama sob a direção de Walter Carvalho e trilha sonora com direito a música árabe tiveram um papel fundamental para o desenvolvimento da história, pois trata-se de um filme lento e um pouco complexo. Várias cenas sem diálogo reforçam essa característica, com a música tema tocando por vários minutos, fruto da fidelidade excessiva do diretor ao livro que baseou a obra. 
Mesmo assim, essa vagarosidade não conseguiu anular a ótima atuação de todo o elenco com destaque para a brilhante atuação de Selton Mello como protagonista. Está mais do que provado a enorme competência dele em papéis dramáticos no cinema (ver Jean Charles, Meu nome não é Johnny, Árido Movie) em contrapartida as comédias não atingiram um patamar de qualidade tão eficiente (Mulher invisível e Os desafinados que o digam). Uma curiosidade é que a atriz Simone Spoladore (Ana) não tem NENHUMA fala durante o filme inteiro, mas teve uma preparação mais longa que a dos demais atores, pois teve que aprender a dançar para as duas festas que aparecem no filme

O diretor comsegue transpor para as telas o poder das palavras do livro, mesclando elementos bíblicos e fotografia impecável. Um dos melhores filmes nacionais que já assisti. Vale a pena.



Cão de Briga (Danny the Dog)

João Linno / @JLinno

Jet Li é um daqueles atores estrangeiros que conquistaram seu espaço no cinema hollywoodiano. Seus filmes sempre com lutas bem coreografadas, muita violência e acrobacias lhe renderam o reconhecimento que antes pertencia a outro astro oriental de artes marciais, Bruce Lee. Em Cão de Briga, Jet Li dá mais um show de ação e porradaria numa história incomum para filmes desse gênero.

No filme, Danny (Jet Li) é um escravo que foi criado como um cachorro (literalmente) por seu "dono", Bart (Bob Hoskins). Durante toda a sua vida, ele só aprendeu uma coisa: lutar. O jovem é obrigado a disputar brigas clandestinas desumanas, com o único propósito de render dinheiro para seu dono. Um dia, Bart sofre um acidente e entra em coma, o que dá a Danny uma inesperada liberdade e o leva a encontrar Sam (Morgan Freeman), um cego que ganha a vida como afinador de pianos. Sam e sua nora, Victória (Kerry Condon), farão Danny descobrir uma humanidade que até então lhe era desconhecida, até mesmo proibida. Toda a sua percepção da vida muda a partir do convívio com uma família de verdade.
Inevitavelmente, o destaque dramático do filme fica por conta de Morgan Freeman, que mesmo num roteiro pouco esplorado consegue dar profundidade ao seu personagem. A história é interessante, porém o filme se perde em alguns aspectos, os momentos de luta por exemplo ficam meio soltos na trama. A coreografia do filme é de Yuen Woo-Ping, o mesmo responsável  pela trilogia Matrix, O Tigre e o Dragão, Kill Bill: Vol. 1 e Kill Bill: Vol.2. Enfim, o filme tenta trazer uma motivação mais dramática ao protagonista para justificar o seu comportamento agressivo e sua gradual mudança graças ao convívio familiar e falha em certos momentos, porém se você gosta do estilo não vai reclamar nem um pouco, já que o ponto alto do filme é a grande habilidade de Jet Li em artes marciais.

Apenas o Fim

João Linno

Escrito e dirigido por Matheus Souza, um estudante de cinema de uma importante universidade carioca, Apenas o fim surpreende pela simplicidade e competência do roteiro. Um casal de estudantes interpretados por Érika Mader e Gregório Duvivier vivem uma crise no relacionamento e têm exatamente uma hora para discutir a relação no Campus da universidade antes que a garota vá embora para sempre.
Segundo o diretor a ideia de gravar todo o filme dentro do Campus veio para solucionar a falta de equipamento. As câmera utilizadas na gravação pertenciam a universidade e não podiam ser levadas para fora do Campus, logo o diretor/roteirista adaptou a história a essa condição. O baixo orçamento não foi um obstáculo na construção do filme que se destacou pela simplicidade e eficiência dos diálogos entre os protagonistas.

Apesar de ser um filme com poucos atores, nenhum deles muito conhecido pelo grande público, os personagens são bem explorados principalmente no estereótipo do casal: a menina descolada de classe média que se apaixona pelo nerd da faculdade vivendo um romance intenso até o momento de crise retratado no filme. Durante toda a trama, o casal revive importantes momentos de seu relacionamento fazendo referências a elementos da nossa geração (filmes, games, bandas) tornando quase impossível não se identificar com pelo menos um diálogo ou situação do filme. Em uma das cenas, Antônio (Gregório Duvivier) afirma que prefere "Transformers" à qualquer filme do Godah.
A sensação que o espectador tem é de estar passeando lado a lado com o casal em seus últimos minutos juntos, a câmera segue os atores a maior parte do filme, o que fortalece essa ideia. Isso tudo torna de Apenas o fim um filme para uma nova geração, que consome as referências citadas durante a história. Não podemos afirmar que é um retrato de toda a juventude moderna, mas de uma boa parte, pessoas de classe média, com formação educacional e admiradores da arte.

O Nevoeiro (The Mist)

João Linno / @JLinno

Sinopse: Depois que uma violenta tempestade devasta a cidade de Maine, David Drayton - um artista local - e seu filho de 8 anos correm para o mercado, antes que os suprimentos se esgotem. Porém, um estranho nevoeiro toma conta da cidade, deixando David e um grupo de pessoas presas no mercado - entre elas um cético forasteiro e uma fanática religiosa. David logo descobre que o nevoeiro esconde algo sobrenatural e que sair do mercado pode ser fatal.

A ideia de que o homem é a maior ameaça ao homem quando colocado em situações de extrema tensão é a principal mensagem de "O Nevoeiro". Em seus inúmeros diálogos de conteúdo político, somos apresentados durante o filme a uma sociedade que se comporta de forma civilizada até que os serviços de eletricidade e emergência param de funcionar e nem mesmo as forças armadas podem interferir no problema. As pessoas que se encontram presas no ambiente fechado tornam-se impotentes em relação ao problema externo e conforme a história se desenvolve, percebemos que dentro do mercado os humanos são tão ameaçadores quanto as criaturas do nevoeiro.

O filme é uma das melhores adaptações da obra de Stephen King para o cinema, que pelas mão do diretor Frank Darabont, já havia levado às telas Um Sonho de Liberdade (1994) e À Espera de um Milagre (1999). Mesclando elementos de ficção científica, terror e suspense, O nevoeiro abusa da tensão ao transpor para as telas uma espécie de teste de sobrevivência em um ambiente tão vulnerável como um mercado (com a frente toda de vidro, como destaca um dos personagens).

O surgimento do nevoeiro permanece um mistério durante todo o filme, mesmo assim a população da cidade parece não se importar muito em obter respostas quanto a isso, o importante é se proteger das criaturas sanguinárias e tentar sobreviver a qualquer custo. Mesmo economizando nos efeitos visuais, consequência do orçamento modesto de 18 milhões, o filme prende o espectador, já que o foco não está nas criaturas do nevoeiro (que pouco aparecem no filme) e sim na relação tensa entre os personagens da história. Uma ótima metáfora de uma sociedade que mantém a calma até se sentir ameaçada por algo desconhecido. 

Ps' Final surpreendente, poucas vezes vi isso num filme hollywoodiano

A Origem (Inception)

João Linno / @JLinno

Um dos melhores filmes de Ficção Científica dos últimos anos. Vendo A Origem é impossível não compará-lo a Matrix em alguns aspectos, porém no que diz respeito a criatividade no roteiro os dois estão no mesmo patamar. Escrito e dirigido por Christopher Nollan (diretor de Batman - o cavaleiro das trevas, como bem destaca o cartaz do filme), A Origem é uma daquelas obras que se destacam pela originalidade, fugindo da fórmula pronta dos blockbusters norte-americanos.

Na trama, Leonardo DiCaprio é Cobb, um ladrão especializado na perigosa arte da extração, o roubo de valiosos segredos do subconsciente de suas vítimas enquanto elas estão dormindo. Devido a essa habilidade rara, Cobb passa a ser uma desejável peça do jogo da espionagem corporativa, mas isso também o fez um fugitivo e o extirpou de tudo o que ele já amou nessa vida. É então oferecida a Cobb uma chance de redenção, um último trabalho que pode lhe devolver a vida. No entanto, Cobb e sua equipe têm que realizar o impossível: implantar uma ideia ao invés de tirar uma. Para isso, a técnica utilizada é implantar um sonho dentro de um sonho, dentro de outro sonho. Confuso, não?

Apesar de ser um filme complexo, o diretor fez questão de diferenciar muito  os cenários onde se passam os  níveis de sonhos (um sonho dentro do outro), para facilitar um pouco a compreensão do espectador, basta apenas ter muita atenção para não se perder nos inúmeros conflitos do filme. O elenco principal conta com o astro Leonardo DiCaprio e um ótimo time de apoio com a jovem Ellen Page, o experiente Joseph Gordon-Levitt (em uma ótima atuação), além de Tom Hardy, Ken Watanabe, Cillian Murphy e a bela Marion Cotillard. Minha única ressalva é em relação ao personagem de DiCaprio que lembrou muito o seu último trabalho no cinema em Ilha do medo, onde o mesmo era um rapaz perturbado com lembranças do passado que incluiam a culpa pela morte da esposa, mesmo assim a atuação dele não é prejudicada por tal semelhança.
No mais, A Origem cumpriu o objetivo de impressionar o público que foi ao cinema para ver o novo filme "do diretor de Batman - O cavaleiro das trevas". Mas não podemos esquecer que o diretor Christopher Nollan é responsável por outros filmes geniais e surpreendentes como Amnésia e O grande truque. Se o espectador piscar durante o filme, pode perder detalhes fundamentais do desenvolvimento da história. Com certeza, quem foi ao cinema esperando uma sessão de entretenimento apenas, se decepcionou, pois mais do que os efeitos especiais, cenas de ação e ótimo elenco, o filme está estruturado num roteiro incrivelmente inteligente, original e complexo.

A Secretária

Alexandre Souza / @AlehObinna


 A Secretária é uma comédia romântica muito diferente dos clichês hollywodianos. Com traços de dominação e submissão, mostra uma outra face das relações humanas e sociais. O filme conta a história de Lee Holloway (Maggie Gyllenhaal), que após passar algum tempo em um sanatório, volta para a casa de seus pais pronta para recomeçar sua vida. Ela então faz um curso de secretária e tenta um emprego com E. Edward Grey (James Spader), que tem um escritório de advocacia.

Apesar dela nunca antes ter trabalhado, Lee é contratada por Grey que não dá importância para sua falta de experiência. Inicialmente o trabalho parece bem normal e entediante pois Lee só digita, arquiva e faz café, se esforçando para agradar o chefe. Sua mãe, Joan (Lesley Ann Warren) se mostra ansiosa para a filha ser bem sucedida. Lentamente Lee e Grey embarcam em uma relação mais pessoal atrás de portas e cruzam linhas de conduta da sexualidade humana, um caso de amor no qual os papéis de dominação e total submissão ambos desempenham perfeitamente.

É incrível como um ser humano pode dominar o outro e pode ser submisso também. Isso fica visivél no filme, a personagem principal vive uma realidade parcial, controlada e maestrada pelo seu chefe.Dá para se fazer uma boa analise psicológica a partir desse filme. Fica a dica. Um bom filme A SECRETÁRIA.

Transamerica

Alexandre Souza / @AlehObinna

Transamerica é um filme lançado em 2005 do diretor Duncan Tucker. O filme conta a história de Bree (Felicity Huffman), uma transsexual conservadora que está prestes a fazer a sua cirurgia de mudança de sexo. Só que dias antes, Bree descobrir ter um filho de um relacionamento ocasional durante a época da faculdade. O garoto, Toby (Kevin Zegers), que é agora um adolescente e sonha encontrar o pai que nunca conheceu. 

Bree vai a Nova York com intenção de se livrar de Toby sem revelar a paternidade, mas o jovem lhe diz que a mãe morreu de enfarte e que deseja ir para Los Angeles trabalhar em filmes pornográficos, a partir da prática como garoto de programa nas ruas de Nova York. Bree e Toby começam uma jornada de carro que atravessa o país rumo a Los Angeles, expondo as contradições da moral puritana da América. 

Um transexual conservador escandalizado com o filho prostituto e mal educado, é discriminado por sua família do Meio Oeste, uma mãe caricatural em luta contra os estragos da idade, um pai largadão e submisso e uma irmã trintona sócia de carteirinha dos Alcoólicos Anônimos. O filme retrata com clareza e bom humor os desajustes familiares e sociais é praticamente uma desconstrução da familia "perfeita" americanizada. Explora muito bem as contradições da moral americana, as sub-condições da existencia humana através da prostituição.

Na natureza selvagem

Isabel Lima / @Mosaicultural

“Há um prazer na floresta sem trilhas;
Há um êxtase na margem deserta;
Há sociedade onde ninguém se intromete,
No mar profundo, e música no seu rugido;
Eu não amo o Homem menos, 
mas a natureza mais...” (Lord Byron)

“Na natureza Selvagem” conta a história real do jovem Christopher McCandless, que ao abandonar sua antiga vida de conforto e estabilidade junto a seus pais, decide viver como um andarilho tendo como objetivo chegar ao distante Alaska. A história ficou conhecida inicialmente graças a um artigo de Jon Krakauer publicado em 1993 na revista Outsider e transformado em um livro alguns anos mais tarde.
Após doar para a caridade os exatos US$ 24.500,68 que havia economizado na sua poupança universitária, Chris (Emile Hirsch) parte rumo a uma aventura repleta de personagens memoráveis e lições de vida que ele só poderia aprender fora da burocracia que domina a sociedade moderna. Caminhando e pedindo carona estrada a fora, Chris finalmente aprecia um novo mundo que já imaginava existir fora do convívio com os pais, mas não havia experimentado até então.

A fuga de Chris é colocada no filme como um novo nascimento, aliás a narrativa descreve bem os quatro momentos de sua aventura: 1- Nascimento 2 – Adolescência 3 – Maturidade e 4 – Família. “Na Natureza Selvagem” encanta não só pela sua bela fotografia recheada de paisagens naturais, o filme é repleto de citações literárias que alternam entre conteúdo político, social e contestador, além de colocar o personagem central tentando sobreviver fora do sistema convencional. O filme ainda conta com uma linda trilha sonora composta por Eddie Vedder (vocalista do Pearl Jam).

A relação que Chris estabelece com as pessoas que cruzam o seu caminho é emocionante, sobretudo o encontro com um casal hippie interpretado por Catherine Keener e Brian Dierker e uma rápida passagem pela casa de um senhor solitário interpretado por Hal Holbrook (indicado ao oscar de ator coadjuvante pelo papel). Além deles, a garota do momento em hollywood Kristen Stewart faz uma rápida participação como a jovem que se apaixona por Chris durante a viagem.

A narrativa do filme não segue a ordem cronológica padrão, alternando entre os vários momentos da vida do protagonista. Em alguns momentos o próprio Chris narra a sua tragetória, sempre citando frases dos seus autores preferidos e em outros momentos a sua irmã (interpretada por Jena Malone) fala o que sentiu na época do seu desaparecimento. Uma história que merece ser contada no cinema, um convite para desfrutar dos encantos e perigos que a natureza proporciona a todos aqueles que ousam enfrentá-la em sua essência selvagem.

"Mais que amor, dinheiro, fé, fama, justiça, dê-me verdade.”
Thoreau -
citado por Chris

Pulse

Isabel Lima

Sinopse

Um hacker acidentalmente consegue interceptar um sinal misterioso vindo de um mundo paralelo. Quando os amigos se envolvem na história, descobrem que o sinal é um vírus demoníaco que infectou computadores e celulares, e os aparelhos não podem ser desligados. E aquele vírus faz apenas uma coisa: tira a vida de todos.



Tenho que reconhecer, o poster desse filme me enganou direitinho. Analise bem, de longe forma a imagem de um rosto disfigurado (aparentemente um fantasma), e de perto é uma pessoa sendo atacada por vários outros seres desconhecidos. Quem vê a imagem sem saber a história (como foi o meu caso), pensa estar diante de um filme aterrorizante, o que não é verdade.


Pra começar, a história não tem o seu foco em fantasmas, mostros ou criaturas malignas, o filme parece mais uma tentativa fracassada de criar uma metáfora de como os computadores, celulares e aparelhos eletrônicos podem se voltar contra os seres humanos. Os vírus induzem as pessoas que têm contato com ele a cometer suicídio, já que segundo a história do filme, eles não tiram a vida da pessoa e sim a sua vontade de viver. Quando primeira vítima do vírus comete suicídio (um jovem estudante universitário), seus colegas decidem investigar o que está havendo, pois dias depois da sua morte, o garoto começa a entrar em contato  pedindo ajuda através de e-mail.

Pulse é considerado um filme do gênero suspense, mas na verdade fica difícil categorizá-lo de alguma forma. O início é composto por cenas de terror muito fracas, o decorrer do filme é um drama forçado quando os demais colegas da protagonista começam a ser atacados pelo vírus e por fim uma ação/aventura que não empolga nem um pouco pois a dupla de atores principais é muito sem graça. A ideia do filme é bem original, mas a execução foi muito falha. Poderia até ser uma história crível, já que estamos cercados de tecnologia por todos os lados e por que não, ameaçados por ela. O problema é que o filme mistura tantos elementos e não se sai bem em nenhum dos gêneros que se propõe a trabalhar.

Corre SALT, Corre!

João Linno

A musa dos filmes de ação Sr. & Sra. Smith, O procurado e Tomb Raider está de volta numa história repleta de mistérios e reviravoltas. Em “Salt” Angelina Jolie intepreta a sexy e perigosa Evelyn Salt, uma agente da CIA que assume temporariamente o disfarce de vice-presidente de uma empresa até ser acusada de ser uma espiã russa infiltrada na agência americana e ter que fugir para provar sua inocência.

Infelizmente a boa atuação de Jolie (que carregou o filme nas costas), não conseguiu salvar o filme repleto de clichês e pistas soltas que só serviram para confundir o espectador. A cena inicial do filme com Salt sendo torturada depois de uma missão na Coréia do Norte é um convite para prender o espectador logo de cara, fuciona nos primeiros 20 minutos mas aos poucos a ação se dispersa e em alguns momentos o filme se torna monótono.
 
Muitas cenas sem necessidade (com direito a flash-backs da personagem central), pistas que não levam a lugar nenhum, perseguições policiais muito longas e cansativas. Na verdade, a maior parte da história é Salt fugindo de tudo e todos, e quem melhor que Angelina Jolie para saltar de uma carreta a outra em movimento em uma rodovia? ou enfrentar dezenas de agentes armados até os dentes com apenas uma pistola? Tudo isso sem perder o mérito de ser uma das mulheres mais sexys do mundo.

O que ficou claro é que a presença de Jolie não garante que o filme necessariamente seja bom, apesar de eu gostar muito de vê-la atuar. Já está na hora dela seguir o exemplo do marido (Brad Pitt) e parar de aceitar qualquer "roteirozinho" com a condição de colocá-la como mais uma heroína (ou vilã) de filmes de ação, talvez por gostar muito da adrenalina ou por ter demonstrado deficiência atuando em papéis mais dramáticos como em "Pecado Original" e "A Troca".

Dragonball Evolution - "Evolution?"

João Linno

Se existe um anime que poderia dar certo no cinema com um sucesso previamente garantido, esse seria Dragonball. O famoso desenho animado japonês baseado na obra de Akira Totiyama ganhou uma versão em live action despertando a curiosidade de vários fãs do anime na época de seu lançamento. Em Dragonball Evolution, Goku busca realizar o último desejo do seu avô, encontrar Mestre Kame e reunir as sete esferas do dragão para impedir que o vilão Piccolo concretize a sua ambição de dominar o mundo.

Goku (Justin Chatwin) e
Chi-Chi (Jamie Chung)
Sou super fã do DBZ e para mim este filme foi definitivamente uma decepção. A impressão que me causou é que o filme foi feito de qualquer jeito. Tipo, - traz um ator, espeta o seus cabelos e voilà! temos o Goku (apesar da atuação do garoto ter sido boa em alguns momentos, mas não tem nada a ver com o personagem do anime). Justin Chatwin está muito melhor nesse papel do que em “O invisível”, por exemplo.

Colocaram o Yamcha e a Bulma no filme e cadê o Kuririn, Ten Shi Han, Chaos? Diálogos fracos, situações extremamente forçadas e enredo fraco, com direito a briguinha de colégio do “loser” Goku contra playboys porradeiros e Chi-Chi se apaixonando pelo loser (mais clichê de filme adolescente impossível).

Bulma (Emmy Rossum) e Yamcha (Joon Park)
Se é difícil resumir a história de DBZ em 1:20h de filme, porque não estender essa duração em mais de um filme e transformá-lo em uma saga digna. Personagens, situações e cenários bons é o que não falta para uma boa adaptação em live action desse anime. Já que Goku aparece jovem nesse filme, por que não evoluir o personagem dele até a sua fase (super) sayajin? Nesse processo poderiam aparecer os melhores personagens da saga.
Há rumores de que haverá uma continuação de DragonBall Evoluttion em 2011 e se chamará Dragonball 2: Reborn com o personagem Raditz como vilão. Resta saber se irão jogar no lixo novamente as referências do anime. Tenha medo.