A primeira vista KillBill me pareceu mais um daqueles filmes que mostram uma mulher bonita bancando a heroína bem ao estilo Angelina Jolie e Milla Jovovich. A expêriencia negativa com essas e outras personagens de filmes de ação gerou em mim (e tenho certeza que em muita gente) uma certa resistência. Como aquela loira bonita no poster segurando uma espada samurai poderia matar quem quer que seja sem parecer uma galhofa? Simples, coloca o Quentin Tarantino para dirigir o filme. O homem que tranformou Uma Thurman numa assassina miserável.

Alguém com sede de vingança não tem escrúpulos quando o assunto é aniquilar seus inimigos, é o que acontece com a figura central desse filme. Os incríveis duelos de KillBill são de deixar qualquer espectador preso na cadeira, pois a violência extrema, típica de outros filmes de Tarantino como Cães de Aluguel e Pulp Fiction, também está presente na trama. O diretor não costuma economizar na quantidade de sangue e corpos mutilados em seus filmes, talvez por isso muitos críticos o consideram muito exagerado para os padrões hollywoodianos até mesmo para filmes de ação com mortes. Em KillBil ele consegue desdramatizar muito bem essa violência com técnicas interessantes que vão desde a utilização de anime em um dos flasbacks à sequências em preto e branco para disfarçar a quantidade excessiva de sangue.

O que faz de Tarantino um dos meus diretores preferidos é a sua coragem (que muitos interpretam como irresponsabilidade). Aplicando planos inusitados de câmera, invertendo totalmente a ordem cronológica da história, mostrando explicitamente mutilação de corpos sem cortar a cena pra outro local, Tarantino criou um estilo bem peculiar de narrativa que faz de KillBill um dos seus melhores trabalhos no cinema.

1 opiniões:
Ainda não vi Kill Bill, mas é impressionante como a 'crítica' é bem dividida com este filme, já que muitos me falaram ser o pior de Tarantino, mas como gosto de sangue e Tarantino, claro, verei!
Abs,
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