A dobradinha Tim Burton e Johnny Depp está de volta em "Alice no País das maravilhas", novo filme do diretor, adaptação de um conto de Lewis Carroll. O filme estreou aqui no Brasil na última sexta-feira 23 de abril, sendo que já estava em cartaz em outros países desde o dia 3 de março. Por esse motivo a produção já chegou por aqui fazendo barulho e criando muita espectativa (em mim inclusive).
O filme é realmente uma obra prima, destaque para os efeitos visuais surpreendentes que foram potencializados na exibição 3D. "Alice" de Tim Burton tem um tom mais aventureiro que o próprio conto original, isso não seria ruim se a personagem central não se tornasse apenas um objeto que impulsiona as maluquices do seu ajudante. Nessa adaptação, Alice volta ao país das maravilhas já adulta e com a ajuda do chapeleiro maluco precisa libertar o país das maravilhas de um período de trevas, consequência do trágico reinado da Rainha de Copas. Depp rouba a cena nesse filme com suas insanidades e exageros já vistos em outros trabalhos como "A fantástica fábrica de chocolate" e "Sweeney Todd" mas não com tanta intensidade, isso me incomodou bastante.
Burton criou um mundo fantástico e arrebatador e esqueceu de articular seus personagens de maneira natural. Depp se destaca por suas loucuras e "trejeitos transformistas" e não pelo talento que sabemos que o mesmo tem. Se o personagem Willy Wonka da fantástica fábrica de chocolate te incomodou, multiplique-o por 10 e vai encontrar o que o chapeleiro maluco representa no país das maravilhas, uma figura exagerada a começar pelo visual que já assusta. O diretor conseguiu a mesma façanha de James Cameron em Avatar e confesso que esse era o meu medo, conseguiu cativar o espectador pelo visual (utilizando técnicas semelhantes), está sendo sucesso em bilheterias mas não explorou o roteiro que consequentemente soou forçado na maior parte do filme.






1 opiniões:
Valeu pelo comentário lá no blog, agora que já conheci aqui estarei acompanhando vocês :)